segunda-feira, outubro 01, 2012

Diário de um Mago

Inscrição descoberta esta tarde no cromeleque de Stonehenge:

«Há quem me chame de mago, uns dizem que fui um místico, outros um profeta com dotes de druida. Hereges há que alvitraram que mais não fui do que um charlatão que manipulava os homens forjando os dons dos deuses, sábio alquimista de feitiçaria elaborada. Criei um rei, Artur a quem ensinei os meandros da política nas minhas terras de Avalon. Fui seu tutor e exortei-o a retirar a Excalibur que há séculos imemoriais jazia cravada numa rocha esperando pacientemente pelo seu portador. Fundei a Távola Redonda que geriu os destinos de Camelot.
O meu corpo morreu e a minha alma vaga pelas brumas, gizando fogos fátuos no destino de cada Homem. Por isso, me defino como mago, pois a minha magia é imortal.
Na minha era, não havia futebol e os heróis mediam-se pelos atos de honorabilidade que protagonizavam. Mas agora, em plena era digital, enquando o meu espírito vagueia pelo instante eterno, descubro que a minha alcunha de Mago está a ser emprestada a outro mágico que passeia a sua classe pelos campos de Portugal. Talvez esteja em fase descendente, mas a sua técnica permanece fiel a todo um código de classe e de magia que nunca se esvanecerá. Corre sobre a égide de uma águia, tal como o meu protegido e ambos lutam pela honra do «Et Pluribus Unum»...
E eis que amanhã, os sortilégios da fantasia colocam mestre e discípulo no mesmo rectângulo...Sinto-me tentado a conjurar todos os espíritos da Mística para que o recontro seja inovidável...E que vença o melhor...»

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