terça-feira, novembro 13, 2012

O Cruyff dos pobres

Transferência de Moutinho foi a maior de sempre entre clubes nacionais
Ao ver o golo que João Moutinho marcou ontem, frente à Académica, não posso deixar de pensar que a sua vinda para o Dragão foi uma espécie de dádiva dos deuses do futebol. O seu rendimento ultrapassa qualquer análise estatística: com ele em campo a equipa ganha uma nova dimensão.
Os 10 milhões de euros pagos ao Sporting foram os mais bem empregues de que há memória no futebol nacional, apesar de ter sido, ao mesmo tempo, a mais alta quantia paga por um clube português a outro.
Sou fã de Moutinho, sempre fui, desde os tempos do Sporting, onde chegou a capitão com apenas 20 anos. Pinto da Costa já tinha anunciado o que seria inevitável: Moutinho era um jogador à Porto. A sua chegada coincidiu com uma época de sonho, com todas competições nacionais e internacionais ganhas, sob o comando de Villas-Boas. Lá estavam Falcão, Hulk e... Moutinho, claro. No ano seguinte saiu Falcão, ficou Hulk e... Moutinho. Este ano saiu Hulk mas ficou Moutinho.
Johan Cruyff ainda hoje é recordado com o maestro dum Barcelona afinado, e não sei se Moutinho me dará o prazer de seguir os seus passos, mas não tenho dúvidas em afirmar que o seu futebol tem a marca dos blaugrana e que seria um substituto à altura de Javi ou Iniesta. Se não for para Barcelona, então que fique por cá, na Invicta, onde pode continuar a conquistar troféus, e a ajudar a sua (nossa) equipa

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