Durante os 30 anos em que o Grande Ditador se mantém no poder, os seus detractores vão aprendendo (alguns, tarde demais) que Pinto da Costa nunca dá ponto sem nó. As parangonas que hoje deram à costa no Jornal de Notícias enquadram-se geometricamente num plano que já está a ser urdido na Torre das Antas há já vários meses: o assalto de Menezes à Câmara Municipal do Porto e a erradicação da herança de Rui Rio.
É difícil ser imparcial quando se tenta dar uma opinião objectiva sobre os Presidentes da CMP entre 1989 e 2002: os resultados financeiros estavam à vista, pois Fernando Gomes e Nuno Cardoso deixaram o erário municipal completamente delapidado, sob a ameaça de falência técnica e, mesmo assim, os dois edis brindaram o FCP com negócios absolutamente escandalosos e uma sucessão de benesses de âmbito variado que solidificaram a teia de influências que Pinto da Costa foi tecendo.
Em Gaia, Menezes também recebeu uma herança pesada de Heitor Carvalheiras. Mas ao contrário de Rui Rio, não enveredou pela austeridade, nem por uma gestão económica criteriosa. E, como o litígio com Rio já se tornava público, Menezes refugiou-se no apoio de Pinto da Costa, a quem oferece um centro de estágio a título absolutamente gracioso durante um longo espaço de tempo e um lugar de honra em inúmeros banquetes camarários cujo catering deve ser pago com dinheiros resultantes do apuramento das taxas de saneamento pública (Gaia é dos municípios mais caros do país nesse aspecto).
Mal saiu a notícia do apoio público de Sua Santidade a Menezes na corrida para o Porto, o experiente "criminologista" desportivo Marinho Neves fez questão de relembrar uma notícia da semana passada e que passara quase despercebida: a de que Menezes estava a fazer pressão junto do governo para que Nuno Cardoso fosse nomeado como membro da Administração da Metro do Porto, apesar de ostentar uma cor política completamente diferente. E pelo passado de Nuno Cardoso (a família Ramalho que o diga), decerto se adivinhará de que quadrante partiu a sugestão de tal nome...
E como a Caixinha de Pandora não tem fundo, mais um brinde e que brinde, meus senhores: a equipa b do FCP jogará no Estádio de Pedroso, uma vez mais sem qualquer encargo para o clube. Um estádio totalmente pago pelo dinheiro dos contribuintes, leia-se de passagem.
Voltaremos ao terrenos autárquicos pantanosos de finais da década de 90. E com Pinto da Costa sentado majestaticamente na sua poltrona e a comandar as operações. Ao mexer os cordelinhos, pode ser que se recorde da primeira palavra em que pensou quando, ao fugir da PJ, atravessou a fronteira galega em direcção a Compostela. Mirando o rosto da sua companheira de então, Sua Santidade pensou na palavra castelhana que define solidão: «Soledad»
Porque ainda há esperança que seja numa cela solitária que o seu mandato finde...
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17 comentários:
Opinião totalmente facciosa e intelectualmente desonesta aqui expressa neste post.
"os resultados financeiros estavam à vista, pois Fernando Gomes e Nuno Cardoso deixaram o erário municipal completamente delapidado, sob a ameaça de falência técnica..." E Rui Rio deixou os cofres autárquicos cheios????? Porque não colocar o edil à frente dos destinos da Europa, seria capaz de efectuar "um milagre japonês" na Europa?
"o assalto de Menezes à Câmara Municipal do Porto e a erradicação da herança de Rui Rio." Assalto??????????? Em democracia não existem assaltos, mas candidaturas. Herança de Rui Rio????? A capacidade de análise das massas é escassa, se "a verdade é filha do tempo" este se encarregará de mostrar algum lado negro da herança de Rio, não nego que tenha havido coisas positivas, mas cegueira não.... Ninguém fala do tique autoritário e prepotente de Rui Rui, totalmente em contradicção com a filiação num partido político que se assume liberal e democrático.
"pela austeridade, ... uma gestão económica criteriosa..." Também se podia falar em avareza, ou questionar os critérios económicos escolhidos para decidir as políticas autárquicas, a zona histórica portuense que "apodrece" sem intervenção da Câmara.
Um post cheio de falsidades e ideias preconceituosas, com ironias de baixo nível que só retratam a mente do autor.
Uma das especificidades da democracia radica na liberdade de opinião, enfatizando-se quando esta é feita de forma construtiva. Saúda-se o fato de o leitor Daniel Gonçalves ter apresentado as suas ideias de forma salutar e pouco prosaica, contrariando assim o ADN linguístico e educacional inerente à sua preferência clubística.Quanto ao teor do post, este deve ser lido e analisada à luz de uma campanha anti-corrupção que sempre norteou os princípios do seu autor que, entre outras coisas, não compreende os motivos inerentes à existência de uma fundação Porto-Gaia que lesa continuamente e de forma criminal os interesses do contribuinte comum, independentemente da sua filiação clubística residir em Contumil ou não. Se o senhor Daniel encontrar vantagens não-demagógicas de o Estado financiar integralmente um centro de estágio de um clube, por favor, não hesite em partilhá-las com alguém que, embora,não assumindo a opção ideológica do doutor Rui Rio, conhece a fundo alguns casos de combate a corrupção protagonizados pelo autarca e que motivaram sanções disciplinares internas a funcionários que gozavam de impunidade total em mandatos anteriores. Por aqui, não olhamos para o dr. Rio como um «Fanático dos Popós», mas como um pessoa séria e impoluta, qualidades de que a maioria da nossa classe política infelizmente padece...
“contrariando assim o ADN linguístico e educacional inerente à sua preferência clubística” Uma afirmação intelectualmente desonesta da sua parte, e esta sim demagógica, será que os benfiquistas são todos pessoas bem educadas, cultas e civilizadas? Porque eu encontro vários exemplos de benfiquistas peritos na maledicência, na malcriadez e na incivilidade. Uma opinião civilizada e imparcial diria que a malcriadez não tinha ADN clubístico, tanto podia ser azul, vermelha, verde, amarela ou preta, assim como não possui nacionalidade ou será que na sua mente só os portistas (portanto portugueses) são malcriados, será que não existem indivíduos de outras nacionalidades com um carácter incivilizado?
“uma campanha anti-corrupção que sempre norteou os princípios do seu autor” O Sr. John Holmes possui uma alta consideração de si mesmo, é um lutador pela “Verdade” típico das seitas fanáticas que se julgam donas da verdade e do bom comportamento, e que todos os outros são impuros ou corruptos. Sabia que os nazis consideravam os judeus seres corruptores da alma germânica e que competia “limpar” a Europa dos corruptos dos judeus, pois parece-me que a mente de muitos benfiquistas utiliza as mesmas imagens dos nazis. Porquê é que o Sr. John não se oferece para limpar a Itália dos mafiosos, ou para meter na cadeia todos os políticos, existentes por esse mundo fora, que usaram meios corruptos para vencer? A Alquaeda também afirma lutar contra a "corrupção" do mundo ocidental. Na minha opinião o Sr. John é apenas mais um ingénuo que se deixou pela treta da luta contra “corrupção”. Sim, concordo que a corrupção, no sentido de meios ilícitos, deve ser combatida, mas por meios legais, e não que surjam demagogias de lutas anti-corrupção que só servem para esconder objectivos tácitos.
“não-demagógicas de o Estado financiar integralmente um centro de estágio de um clube” Em primeiro lugar eu não utilizo a demagogia nos meus argumentos, já a sua afirmação é um exemplo puro de demagogia, o Estado financiar o Centro de Estágios do FC Porto??????????? Provavelmente o problema é meu, que julguei o Sr. John uma pessoa culta e informada. O Estado não financia, nem financiou, o Centro de Estágios em Gaia, a Lei, após o 25 de Abril, permite a autonomia económica do Poder local, portanto, o dinheiro da Câmara Municipal de Gaia investido no referido Centro é fruto das receitas – exclusivas - da autarquia e não do Erário Público (ou seja dos cofres do Estado), e, mais importante de tudo, o investimento é condicionado por uma parceria/protocolo entre a Câmara de Gaia e o FC Porto que prevê que haverá um retorno financeiro aos cofres da autarquia de parte das receitas que resultarão da existência do referido Centro de Estágios, sejam elas fruto de receitas desportivas, da venda de bilhetes ou patrocínios vários. Portanto os cofres da autarquia terão retorno financeiro do investimento feito.
Mas o que dizer do dinheiro de que o Benfica beneficiou – no tempo de Santana Lopes na presidência da Câmara de Lisboa e, posteriormente, no Governo de Portugal com o conhecido benfiquista Rui Gomes da Silva como Ministro da Administração Interna - aquando da construção do novo estádio da Luz? Na sua opinião não houve benefício ilícito a um clube? Porque nessa situação não houve, nem haverá, qualquer retorno financeiro aos cofres da autarquia de Lisboa ou aos cofres do Estado, foram simplesmente doados a “fundo perdido” ao Benfica, aqui o Sr. John já não apregoa a luta anti-corrupção, do qual se faz arauto? E que dizer do dinheiro – milhões – que, anualmente, a Câmara Municipal oferece ao Benfica e ao Sporting? Ou será que a sua honestidade tem limites: quando é a favor do seu clube pode ser branqueado, já não é corrupção ou benefício ilegítimo a um clube? Gostaria de saber a sua resposta.
"A PortoGaia, fundação criada em 1999 para construir e gerir o centro de estágios do Futebol Clube do Porto, é uma das que pode ser extinta por ter tido uma das piores avaliações no censo efectuado pelo Governo. 84,4% das suas receitas provêm de dinheiros públicos.
A PortoGaia é uma entidade pública de direito privado, que, quando foi constituída, era detida maioritariamente pelo FC Porto, com uma quota de 51% (de acordo com os critérios do Governo, teria de ser uma fundação público-privada para o clube poder ter a maioria). A Câmara de Gaia, a Águas de Gaia e as freguesias de Crestuma e Olival, onde se localiza o Centro de Estágios, são outros dos sócios iniciais da entidade. Em 2010, o respectivo património, de 2,235 milhões de euros, mantinha-se exactamente igual ao que existia na criação da entidade, em 1999."
A notícia foi retirada do Jornal de Negócios que, como sabe, vê a sua credibilidade reforçada por não pertencer ao grupo empresarial de Joaquim Oliveira e, adicionalmente, por não ter um jornalista com elevados princípios ético-deontológicos como o Tavares Teles no seu corpo redatorial.
Quanto às alegorias nazis, encarei-as como um pleonasmo pífio, visto exercer profissionalmente a docência de História, uma História não sujeita a debilidades como aquela de se recuar 13 anos na fundação de uma coletividade para reforçar o argumento de uma luta Norte-Sul.
Para terminar esta discussão altamente erudita, tenho familiares próximos que trabalham na edilidade gaiense e que denunciaram junto das instâncias competentes o clima de promiscuidade clubística que emanava nas "reuniões" da fundação Porto-Gaia, só que escolheram órgãos judiciais sujeitos a permiabilidade de Contumil, aprendendo assim uma grande lição: a de as instâncias judiciais ligadas ao DIAP também poderem ser controladas por elementos afetos a uma determinada cor clubística. E claro que a propalada independência do poder judicial como condiçao primordial para a sustentabilidade de uma democracia cai assim por terra como o ídolo com pés de barro do rei Nabucodonosor da Babilónia.
E se o caro dr. Daniel duvidar da veracidade das afirmações acima referidas, repare na data da publicação do post «Soledad»: 3 semanas antes da publicação e divulgação do censo governamental sobre as fundações. Este blogue acabou por ser um excelente canal de comunicação, não acha? Um grande bem-haja e continue a brindar-nos com a sua presença
"não olhamos para o dr. Rio como um «Fanático dos Popós»"
Não estão em causa os vícios privados do Dr. Rui Rio, mas sim usar os meios públicos (e o dinheiro público também) para sustentar os prazeres de alguns. E os direitos dos cidadãos? Não poder sair de casa com a viatura pessoal nos dias de corridas, ter os acessos à sua residência bloqueados apenas para satisfazer os vícios das corridas de popós????? Qual o benefício para a cidade do Porto? E aqui nas corridas o dinheiro público já é bem gasto? Os direitos dos cidadãos não deveriam estar acima dos prazeres de alguns? A «seriedade» de Rui Rio vê-se nesta situação, sabendo que já não terá de sujeitar-se a outra eleição pode cometer estes actos de prepotência? “Pessoa séria e impoluta” e “de austeridade económica” se efectuarmos uma análise imparcial também poderíamos atribuir estas qualidades a António de Oliveira Salazar, mas isso não faria dele uma personalidade adequada a um regime democrático.
“conhece a fundo alguns casos de combate a corrupção protagonizados pelo autarca e que motivaram sanções disciplinares internas a funcionários…” Estou inteiramente de acordo que devem ser combatidas e sancionadas actos ilegais cometidos por funcionários públicos ou camarários, mas o cerne da questão - que se está a descobrir aos poucos - é que a gestão de Rui Rio esta a atribuir benefícios (ilícitos) e a dar cobertura aos aliados e aos amigos do PSD. Se antes, com a gestão PS, havia peculato e nepotismo, a verdade é que com Rui Rio apenas se transferiram esses actos para outro partido, ou somos sérios em todos as situações e não apenas quando estamos na oposição e desejamos chegar ao Poder. Se o Sr. John conhece a “fundo” – palavras suas – os casos de combate a actos ilegais, também deveria conhecer que estes não acabaram, apenas passaram para outros actores.
Relativamente à fundação Porto-Gaia, a notícia do Jornal de Negócios em nada refuta o meu comentário anterior: que haverá um retorno financeiro do dinheiro público investido, que parte substancial do dinheiro investido nessa fundação pertence ao FC Porto.
Já o seu comentário sobre a credibilidade do grupo empresarial de Joaquim Oliveira, e sobre o profissionalismo de Tavares Teles é de baixo nível e reles. Sim eles cometem erros, não são nenhuns santinhos e muitas vezes não conseguem ser imparciais, mas porque não falar do profissionalismo de jornalistas benfiquistas, ou de um empresário (benfiquista) dos Media como Miguel Paes do Amaral, que – à socapa e «pelas costas» - andou a manobrar e a conspirar como o então Ministro da Administração, o benfiquista Rui Gomes da Silva, para silenciar e manietar o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa nos seus comentários da TVI, e que levariam ao “abandono” – face às ameaças – do referido comentador. E as actividades nada lícitas que Pães do Amaral teve ou ainda possui com uns empresários espanhóis, de fraca reputação, na área da comunicação, que ainda estão a ser investigadas pelas autoridades espanholas? Não me diga que o Sr. John desconhece? Que memória selectiva a sua. Quer mesmo comparar Joaquim Oliveira com Pães do Amaral? Ou comparar os princípios ético-deontológicos de Tavares Teles com os jornalistas de “A Bola” o “Record” ou “O Correio da Manhã”? As suas comparações são ridículas tanto é o facciosismo do Sr. John.
“uma História não sujeita a debilidades como aquela de se recuar 13 anos na fundação de uma coletividade…” Não se pode questionar os factos acontecidos em 1893, porque são verídicos, podemos é especular ou discutir o seu nexo de causalidade com o FC Porto, ou se os factos de 1893 são os que levam directamente – porque indirectamente é outra questão – à fundação do clube. A História – com letra maiúscula – não está sujeita a debilidades apenas a interpretação, análise e avaliação dos factos ou dos acontecimentos podem ser susceptíveis de debilidade. Mas para os benfiquistas qualquer coisa serve para atacar o FC Porto.
“uma História não sujeita a debilidades como aquela de se recuar 13 anos na fundação de uma coletividade…” Não se pode questionar os factos acontecidos em 1893, porque são verídicos, podemos é especular ou discutir o seu nexo de causalidade com o FC Porto, ou se os factos de 1893 são os que levam directamente – porque indirectamente é outra questão – à fundação do clube. A História – com letra maiúscula – não está sujeita a debilidades apenas a interpretação, análise e avaliação dos factos ou dos acontecimentos podem ser susceptíveis de debilidade. Mas para os benfiquistas qualquer coisa serve para atacar o FC Porto.
Um grande bem-haja para si. Cumprimentos.
Os seus argumentos até estavam a ser lógicos, lamentando-se o momento de tentar comparar habilitações incomparáveis. Sem querer correr riscos de generalizações, no meu 12.º ano tive um professor licenciado em ciências histórico-filosóficas que nos brindava com pérolas como «O Titanic afundou-se devido a um ataque alemão durante a Iª Guerra Mundial» ou que «Hitler era suiço por nascimento»...
2.º argumento pífio: a Fundação Benfica recebe dinheiros públicos. Pois recebe, mas aplica-o em causas nobres como a iniciativa «Para Ti, se não faltares» em que promove campos de férias para alunos desfavorecidos que se livraram dos seus comportamentos desviantes.Promoveu jogos para financiar as vítimas das enchentes na Madeira (coisa que o seu impoluto e honorabilíssimo presidente também o fez, mas ainda se está à espera)e do terramoto no Haiti, etc.
Quanto aos vícios privados e sua aplicação autárquica do Dr. Rui Rio, ainda está por aparecer a primeira evidência de nepotismo e tráfico de influências, algo que era comensal nos tempos do Capachinho e do Tato.
Para que esta polémica fique terminada, admito que o Benfica possa ter sido beneficiado tributariamente no passado. Mas colocar a minha instituição desportiva equivalente em termos criminais à sua, é de uma sordidez que não merece qualquer argumento...
Sr. John, a comparação de habilitações foi um excesso da minha parte, reconheço-o. Não quis insultar ou ofender as suas habilitações académicas ou o seu profissionalismo, se foi isso que o Sr. entendeu, apresento o meu pedido de desculpas. O que eu quis afirmar foi que, vendo a sua argumentação carecer de qualquer sustentação lógica, não me parece atributo de alguém com habilitações do seu nível capaz de defender algumas das ideias primárias expressas nos seus textos.
“a Fundação Benfica recebe dinheiros públicos. Pois recebe, mas aplica-o em causas nobres….” Mas uma vez um facciosismo da sua parte, então o FC Porto e o Sporting não aplicam o dinheiro em causas nobres? Que ajudam crianças desfavorecidas? A fundação Aragão Pinto do Sporting? As escolas do FC Porto em Viseu e Braga (Arentim) em conjugação com instituições de caris religioso também promovem actividades para fomentar a inclusão social. Acha mesmo que só o seu clube é que possui causas nobres???????? Considera mesmo que todo (sublinho esta frase) do dinheiro recebido pelo Benfica – assim como o FCP e o SCP – é aplicado em causas nobres, não haverá uma parte do dinheiro que não é investido em causas nobres? E agora um aparte sobre este assunto, custa-me ver instituições (de cariz religioso ou não) de carácter particular promoveram causas nobres e acções de solidariedade social e receberem ZERO do Estado, em dinheiro e em reconhecimento, enquanto os clubes receberem tudo, e a maior parte das vezes os clubes possuem intenções tácitas enquanto as referidas instituições promovem a caridade pela caridade sem intenções ocultas ou secundárias. Um país terceiro-mundista o nosso.
"jogos para financiar as vítimas das enchentes na Madeira (coisa que o seu impoluto e honorabilíssimo presidente também o fez, mas ainda se está à espera"
Sim é verdade, mas a responsabilidade pelo facto de, ainda, não ter existido o tal jogo se solidariedade não se deve ao FC Porto - ou do seu Presidente - mas sim a causas alheias ao meu clube, uma análise imparcial reconhecerá tal.
“Dr. Rui Rio, ainda está por aparecer a primeira evidência de nepotismo e tráfico de influências…” Péssimo argumento para defender o Dr. Rui Rio, vejamos o exemplo da gestão autárquica da ilha da Madeira, ainda não existem - nem para ir à Justiça ou ao Tribunal – “evidências” (no sentido de provas) de um caso de nepotismo ou tráfico de influências, e alguém no seu perfeito juízo duvida que existem actividades ilícitas na gestão autárquica da referida ilha? A falta de evidência não é sinal de que não existam casos de nepotismo ou tráfico de influência.
E agora faço uma declaração de interesses: fui – já não o sou há cerca de 5 anos – militante do PSD, mas de origem, e não como outros que, posteriormente, aderiram no partido apenas com intuitos de conseguirem alguma promoção profissional (é assim que eu vejo o Dr. Rui e outros) ou um emprego que não alcançariam de outra forma. Não me estou a gabar ou a afirmar que sou melhor que outros, porque também possuo os meus defeitos, nem estou a desvalorizar outros militantes.
Aquilo a que o Sr. John apelida de “seriedade” ao Dr. Rui Rio, também se poderia designar por “rigor económico” na gestão do dinheiro público e na atribuição de fundos, e eu concordo que neste aspecto, Rui Rio é sério e rigoroso, ou seja não lesa ou prejudica terceiros, embora possa questionar os critérios de atribuição dos fundos. Mas o que mais me choca, em sintonia como a seriedade contabilística do Dr. Rui Rio, é a mentalidade “economicista” (chamemos-lhe assim) do mesmo e, consequentemente, a forma como encara a sociedade civil, a comunidade e as instituições que dela fazem parte meramente como um cálculo: custo/proveito. Existem instituições que tem a sua razão de ser e devem a sua existência a motivos beneméritos e não vivem para dar lucros, mas são tão importantes, ou mais ainda, para a comunidade como aquelas que vivem exclusivamente em função do lucro. Se repudio a forma demagógica como o Presidente do meu clube, aproveitando uma situação de discriminação a uma instituição de solidariedade social por parte de Rui Rio – apenas porque a directora dessa instituição estava conotada com o PS -, para atacar a gestão autárquica deste, não deixo de reconhecer a forma injusta como foi tratada essa instituição da qual agora não me lembro do nome. A seriedade - no sentido da não atribuição do dinheiro público ao amigos do partido ou de não se deixar subornar – é importante num político, mas também é importante a justiça, a devoção à comunidade, a hombridade, qualidades que me parecem faltar a Rui Rio.
O exemplo da Instituições desportivas – centenárias - portuenses como o Real Clube Fluviense ou o Sport Club do Porto, com tradição na canoagem, que definham, entram em decadência e são votadas ao desprezo pela gestão do Dr. Rui Rio, apenas porque são instituições que não dão lucro é notória da mentalidade do autarca. Mas dinheiro dos cofres da autarquia para corridas de automóveis já se pode desembolsar. Foi «sério» Rui Rio nesta situação? Vendo do prisma de pessoas como o Sr. John sim, porque em teoria não se deixou subornar ou manipular pelos dirigentes desportivos daquelas instituições para que as mesmas fossem ajudadas ou beneficiadas, mas será que foi justo?????? Será mais merecedora de fundos o desporto automobilístico, para prazer de alguns, ou as instituições portuenses com vocação para uma actividade que honra os pergaminhos e a tradição fluvial/marítima da cidade? O caso da Escola da Fontinha é outro exemplo notório da mentalidade do Dr. Rui Rio. Embora eu não concorde com a forma demagógica com que a oposição aproveitou esta situação para atacar a gestão autárquica, sei que a Educação não é uma actividade lucrativa, se queria aproveitar a Escola em benefício da comunidade portuense Rui Rio deveria ter optado por esboçar um plano a aplicar de imediato - e não adiar “sine die” – para não levar à exclusão social dos alunos daquela zona. Defendeu Rui Rio a comunidade portuense? Foi um político que se preocupou com os cidadãos? Na minha opinião me parece. Teve seriedade? Sim, de acordo com a posição do Sr. John, pois não cedeu a pressões nem se deixou manipular pelo "lobby educacional". O argumento de que não havia dinheiro para investir de imediato na Escola? Aceito, mas entretanto já se ficou a saber que vão se realizar as próximas corridas de popós, para aqui já existe dinheiro?
Não sou tão «cego», como me parece ser o Sr. John nesta questão, ao avaliar a seriedade de Rui Rio, possuo sentido crítico, e já passei pelos corredores das sedes partidárias para saber como acontecem as coisas.Rui Rio - conforme foi apontado e criticado por personalidades como Miguel Veiga, Pacheco Pereira ou Vasco Graça Moura - escolheu, para seus «subalternos» e funcionários na sua Gestão autárquica homens ou militantes de acordo com a “confiança” e não baseados no mérito ou competência profissional, ou seja, preferiu homens que lhe davam garantia de servilismo e de acatamento de ordens, discriminando pessoas com coluna vertical e independência intelectual. A seriedade tem limites, se nos dois anteriores mandatos Rui Rio manteve uma certa contenção, no primeiro até porque não possuía maioria, neste último mandato mostrou uma certa prepotência que ninguém lhe julgava capaz, bem diz o adágio “o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente”. Um caso que passou ao de leve pela opinião pública foi o do novo Hospital da CUF e a forma como a Autarquia Portuense acompanhou o processo de formação da nova Unidade Hospitalar, e os rumores de que Rui Rio estaria a apoiar e “beneficiar” uma “facção” em detrimento de outra – e a imparcialidade nesta situação? - apenas porque um amigo dele, de formação em Medicina, poderia ficar com um lugar no Conselho de Administração, até podem ser falsos e Rui Rio ter apenas “intervido” apenas em benefício da comunidade e no sentido de ser escolhido o mais competente, mas fica a dúvida? Suspeitas de nepotismo e clientelismo? Sim. Evidências/Provas de nepotismo ou tráfico de influência? Claramente que não, até porque as personalidades que foram seleccionadas para o Conselho de Administração do Hospital não eram aquelas que Rui Rio queria ver colocadas. Terão existido outros casos de “pressão” autárquica para serem escolhidas pessoas afectas e amigas da actual gestão autárquica? Talvez, mas ficarão para sempre escondidas nos corredores do poder. E as entidades que organizam os corridas automobilísticas na cidade do Porto? Não me diga, Sr. John, que acredita que existiu um concurso ao qual concorreram diversas entidades onde uma análise/avaliação isenta e séria decidiu quais as mais capazes para participarem na Organização. Não terá existido entidades amigas que foram escolhidas para participar? Não terá havido alguém que, no decurso de todo este processo, tenha metido ao bolso uns trocos do dinheiro da comunidade? Evidências? Obviamente que não existem. “Pessoa séria e impoluta” Também o eram autarcas como o Prof. Vieira de Carvalho, ou o Dr. Paulo Vallada, presidente da Câmara Municipal do Porto nos anos 80, mas como não eram anti-portistas nunca foram alvo de elogios ou de uma análise superficial e acrítica por parte dos media afectos ao Benfica.
“ainda está por aparecer a primeira evidência de nepotismo e tráfico de influências” Há 1 ano atrás ninguém colocaria em causa a seriedade e a honestidade de Macário Correia.
Parece um puro caso de irracionalidade e fanatismo ver benfiquistas defender Rui Rio, apenas e só, porque este teve uma contenda com Pinto da Costa e passou por “anti-portista”. Falta pouco para construírem uma estátua de Rui Rio e colocá-la ao lado da de Eusébio. É preciso não ser superficial, primário, acrítico ou sectário na análise, reconheço qualidades de seriedade e honestidade a Rui Rio, não foi à toa que votei nele e considero uma gestão mais isenta e transparente dos que as do PS, mas daí a afirmar que ele é sempre, e em todas as situações, de uma seriedade sem limites vai uma grande distância. Foi fácil para a gestão autárquica de Rui Rio ser imune ao lobby “da construção civil” e aos seus empresários, não é ali que o PSD tem apoios sociais ou vai buscar quadros sociais (ao contrário do PS), portanto torna-se fácil ser isento, na análise das adjudicações, e não favorecer os “amigos” empresários da construção civil. Eu acredito que Rui Rio foi sério e isento nas adjudicações porque é assim por natureza e não só porque não havia amigos para favorecer. Já noutras áreas e noutros sectores da economia, onde existem muitos empresários amigos que procuram a “muleta” do PSD para apoios, não ponho as “mãos no fogo” por Rui Rio nem por tantos outros dirigentes.
Outro aspecto que considero profundamente irracional, e desprovido de lógico, é a forma como o Sr. John atribui qualidades de honestidade e seriedade aos benfiquistas ou aos anti-portistas, e todos os defeitos aos portistas. Como se fosse a preferência clubística que determinasse, com uma causalidade inevitável, as qualidades humanas, ser-se portista não implica necessário ser-se mau ou maligno, assim como não implicaria o inverso, as pessoas são boas ou más independentemente de serem portistas, benfiquistas, sportinguistas ou até de não possuírem clube do coração. Foi este aspecto da sua mentalidade que me levou a comparar, erradamente concedo, com os nazis, para quem a encarnação do Mal eram os judeus e os alemães a representação da virtude humana.
“admito que o Benfica possa ter sido beneficiado tributariamente no passado” Não sei se fico alegre ou indignado com a forma leviana, e a muito custo, como o Sr. John admite as benesses fiscais com que o seu clube foi brindado. Ora, não serão tais benefícios crime??????????? Sabe qual a sanção penal para os benefícios tributários de que o Benfica foi alvo? Um cidadão ou outra instituição da sociedade civil teria sido imediatamente condenada e sancionada após a descoberta da benesse. Não entra essa benesse que o Sr. John admitiu no âmbito e na definição legal de crime?
Como aconteceu tal situação? Podemos supor que houve um, ou vários, funcionários públicos e altos quadros dirigentes do Estado que são benfiquistas e deram cobertura a tal benefício fiscal, será que foram subornados para o que fizeram? Se não foram subornados e o fizeram apenas por simpatia clubística, não quebraram em qualquer dos casos o código de conduta de um funcionário público? Não são corruptos????? Não entram estes actos ilícitos na definição legal de corrupção? Pense um bocadinho…. E se houve funcionários subornados não terá existido quem os subornasse? Não estaria o subornador ligado, directamente ou indirectamente, ao Benfica. Qual a moral para depois vermos os benfiquistas associarem o FC Porto e os seus dirigentes à corrupção. Haja vergonha e também inteligência.
Caro Blogger:
Nasceu um Blog político (mais um). Chama-se Movimento Menezes no Porto - Não e tem por objectivo tentar evitar que o actual presidente da CMGaia seja nomeado pelo PSD como candidato à CMPorto.
As razões estão aí expostas e as evidências são públicas e notórias.
Podem ver mais em: http://menezesnoportonao.blogspot.pt/
Observem por favor e façam chegar as vossas opinões
Francisco Carvalho
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