Sem dúvida, uma semana horrível para o ex-capitão da Selecção Nacional e ícone azul e branco. Para além dos assuntos que remetem para a imprensa cor de rosa rasteira e que deveriam ficar confinados a quatro paredes, eis que Hélder Conduto resolve fazer um verdadeiro serviço público para a estação de serviço público e entrevistar Luiz Felipe Scolari, o melhor seleccionador das Quinas de todos os tempos. E uma vez mais, o nome de Vítor Baía veio à tona.
O que Scolari confidenciou não é nada que já não fosse comentado nos mentideros desportivos. Desde a infame subida ao poder federativo por parte da Olivedesportos que Pinto da Costa, alicerçado num império do medo, sujeitou e condicionou as convocatórias aos seus interesses pessoais e clubísticos. Isso é um ilícito criminal: chama-se nepotismo.Talvez se perceba agora porque é que, quando Secretário era suplente não utilizado do FCP, continuava a ser titular nos AA's da nossa Selecção durante o consulado de António Oliveira e de Artur Jorge. Compreende-se agora a justificação para a estranha chamada do terceiro guarda-redes do FCP para um particular com o Cazaquistão (Bruno Vale).
Pinto da Costa nunca gostou de ver o seu brilho solar ofuscado pela luz natural de qualquer outra estrela. Baía ascendeu a um limbo místico entre os adeptos que o idolatravam. E um ídolo que envergue a braçadeira de capitão segue, regra geral, o instinto de preservar o seu balneário. Os choques de egos que manteve com Mourinho e com a estrutura da SAD teriam, mais cedo ou mais tarde, o seu preço consequente.
Com a conivência da imprensa oliveirinha, Scolari foi sempre o bode expiatório de um processo que, sabe-se agora, foi manchado pela contínua teia de interesses de Pinto da Costa. E, pasme-se, parece que a Selecção de todos nós tornou-se agora um mero feudo clerical do Papa. O que, em termos históricos, sempre se chamou de couto...


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