Depois de semanas remetido a um estratégico silêncio, o presidente do Sport Lisboa e Benfica aproveitou a homenagem aos campeões nacionais de basquetebol para desferir um violento ataque ao tratamento vexatório a que os atletas encarnados foram sujeitos ontem no Dragão Caixa. E disse algumas verdades inconvenientes, daquelas em que a imprensa portuguesa é especialista em branquear:
a) «O que ontem se passou no Dragão é uma vergonha para o Desporto, para o país, uma vergonha para as instituições desportivas! Só não é uma vergonha para quem não tem, nem nunca teve vergonha na cara! O que alguns fizeram ontem, mas também na véspera do jogo, foi demasiado grave para ficar impune. E ainda têm a lata de falar de apagões? Quando a sua história foi marcada por fruta, corrupção e compadrios?
(Tumba! Toma que é fresquinho...)
b) «Têm a lata de falar de verdade desportiva quando o seu sucesso foi construído com base na maior mentira do desporto português? O sistema ainda não acabou. O sistema de hoje continua construído na intimidação, na violência, nos favores. As nossas razões podem não chegar à UEFA, como não chegaram as “escutas da fruta”, como não chegaram para a justiça portuguesa as “escutas do café com leite”! Mas nós não vamos parar enquanto não limparmos o desporto português».
(Essa até a mim me doeu...)
c) Será que alguns dirigentes deste país só gostam da atuação da Polícia quando esta os avisa que tem de fugir para não serem presos? Um ladrão não deixa de ser ladrão por declamar poesia! Um ladrão não deixa de ser ladrão por ir ao Papa! Um fugitivo da justiça não o deixa de ser apenas porque alguns juízes decidiram assobiar para o lado!»
(Esta chama-se KO à Mike Tyson...)


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