domingo, maio 20, 2012

O Sporting, hoje, passou demasiado tempo na poltrona da sobranceria. Deixou a Briosa crescer e acreditar. Deixou-a até pintar o Jamor de preto, nas vozes de uma multidão sedenta de fazer as pazes com ela própria. Quando despertou para a urgência de inverter o jogo, era demasiado tarde. Do outro lado não estava um pequeno: estava Académica. A Académica dos estudantes, das capas negras, de uma história centenária. A Académica demasiado grande para ser temerosa, submissa ou acanhada. Por isso fez-se Briosa: fez-se atrevida e ameaçou condenar o desfecho a qualquer momento. Comeeça a ser difícil não vincar mais um período negro na história do meu clube. Há bons jogadores, muito bons jogadores, jogadores medianos e dirigentes maus. O treinador é o que menos importa, pois, aparentemente, com nenhum resulta. Acredito que antes do 1º quartel deste século que o Sporting recuperará, mas estou farto de vitórias morais. Para além da despesa da mariscada e do prazer de reencontrar amigos, nada mais fica num ano para esquecer no que ao futebol sénior diz respeito. Adeus a alguns.

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