segunda-feira, janeiro 30, 2012
O adjunto do adjunto
Vitor Pereira (re)entrou no Dragão pela mão de André Villas-Boas, depois de uma primeira ligação às camadas jovens do clube. De adjunto rapidamente se viu promovido a treinador principal, face ao inesperado assédio do Chelsea ao timoneiro dos quatros títulos do Porto na época passada.
Desta pesada herança, cedo se percebeu que Vitor Pereira teria muita dificuldade em se separar. Sem o dom da palavra (ao contrário do seu anterior chefe de equipa), foi sempre visto como uma solução de recurso, interna, mesmo por sectores muito próximos da estrutura da SAD. Os próprios jogadores cedo mostraram a sua desconfiança. Há muito que se sabe que um bom adjunto, pode não ser, necessariamente, um bom treinador. Os exemplos de Mourinho e André Villas-Boas, são, curiosamente, nobres excepções.
Já o disse antes: se fosse menos arrogante e mais humilde, talvez até fosse mais facilmente "digerido", mas a verdade é que desde o início desta caminhada, que Vitor Pereira teima em usar um discurso arrogante e belicista, ao estilo do "mestre" Villas-Boas (?) e semelhante ao de Mourinho.
O problema é que estes ganham, muito, muitas vezes. Conquistaram títulos e, acima de tudo, balneários.
Foram muito os jogadores que, por exemplo, mostraram interesse em seguir caminho com Villas-Boas até Londres (Alvaro Pereira, Guarin, Fernando, Fucile e Hulk, para não falar em Moutinho). Porque se reviam neste, reconheciam a sua capacidade de liderança, respeitavam-no. Vitor Pereira está, ainda, a muitos anos luz de AVB. E nunca será um "special one". Toda a gente o sabe, menos ele. Caso contrário, já teria mudado a sua atitude, alterado o seu discurso, disfarçado os seus tiques de tirano, compreendido que precisa de traçar o seu caminho, sem forçar as diferenças para o sucessor, sem ser forçado...
A frase que tantas vez repetiu "um treinador à Porto" não lhe cabe no corpo... porque não é natural em si... tudo é muito artificial e custoso... Nenhuma equipa joga "à porto" e tão mal... desligada, incoerente, inconstante, nervosa, trémula, ineficaz...
Talvez se se apercebesse disso, a tempo de males piores... talvez ainda fosse a tempo...
Talvez... caso contrário, terá razão, uma vez, no que disse ontem: os outros podem encomendar as faixas!
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2 comentários:
O Manuel José já se encontra disponível.
E já veio a público dizer que os murros egípicos são mais fáceis de suportar do que os dos Superdragões...
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