quinta-feira, dezembro 08, 2011

Enquanto os «cães» passaram (aos oitavos-de-final), a caravana (portista) ladrou (no site oficial)



Não é de bom tom que um benfiquista convicto como eu se pronuncie sobre a eliminação do F.C.P. da Champions. Poderá soar a provocação gratuita. O certo é que, se após o jogo, fui invadido por um contagiante júbilo, horas depois e mais a frio, meditei nos efeitos da eliminação dos (ainda) campeões nacionais se tomarmos em consideração o ranking da UEFA e a proximidade francesa e russa no mesmo.
Quando em Agosto último, os comentadores se pronunciaram sobre o sorteio dos grupos, todos foram unânimes em considerar que o grupo portista era tão macio quanto o rabiosque de uma pubescente e que o Benfica teria um osso duro de roer chamado Manchester United. E aí, entrou o «factor Vítor Pereira». A equipa portista foi uma sombra de si própria e os jogos na Rússia e no Chipre funcionaram como castigos propícios a uma equipa sobranceira que acredita cegamente nos valores individuais em vez de apostar num sistema de jogo que priviligie o coletivo.
Quando Vítor Pereira e a SAD perceberem definitivamente que Hulk não é um ponta de lança, talvez o futebol portista consiga alcançar melhores resultados, principalmente a nível externo. Se a qualidade dos defesas centrais da nossa Liga é francamente constrangedora e o Gilvanildo lá marca uns golitos, a nível externo, a estrutura defensiva dos adversários é incomensuravelmente superior...
No jogo de terça-feira, Hulk foi certamente o elo mais fraco. Preso de movimentos, desgastado, sem energia para explodir o seu talento, protagonizou diagonais previsíveis e não encontrou os espaços necessários. E um Porto com um Hulk manietado é um Porto banal e previsível.
Previsíveis são também as manobras de bastidores que caracterizam a estrutura directiva de Contumil. Ciosos da mais-valia de Danny, trataram de levantar uma falsa questão no sentido de pressionar o luso-venezuelano, utilizando uma táctica bafienta que tão bons resultados deu no passado. Talvez as cataratas próprias da idade impossibilitassem os dirigentes de notar que, aquando dos festejos do terceiro golo do Zenit, Danny apontou para a sua claque antes de protagonizar o ato de micção canina. E como todo o universo futebolístico sabe que Danny é benfiquista desde pequenino (tal como João Moutinho), a SAD tratou de colocar em prática o seu ardiloso e reptilíneo plano: em primeiro lugar, encomendar a primeira página do seu jornal oficial «O Jogo» no próprio dia da partida(algo que só acontece 297 vezes por ano civil), instruir Fernando Madureira e os seus Superdragões a encetarem agressões verbais ao jogador em causa (se necessário, ameaçá-lo com um tiro no joelho como se fez a Paulo Assunção) e fazer um estádio inteiro assobiar o jogador.
O plano foi quase infalível pois Danny esteve uma sombra de si próprio. Mas, para os amantes do fair-play e combatentes ativos da corrupção instalada a norte do Mondego, houve um momento delicioso: aos 82 minutos, na disputa de uma bola junto ao banco do FCP, danny chuta uma bola que bate violentamente no torso do médico Nélson Puga que estava a exagerar (como costume) nas suas invectivações e insultos ao jogador em causa. Num momento que foi captado pelas câmaras da RTP, Danny (no seu português com sotaque) teceu uma sólida ligação dialéctica entre os laços filiais do médico em causa com a sua progenitora que seria empregada num lupanar. Foi mágico.
Claro que Rui Cerqueira nunca deixaria esta afronta passar em claro. E como não podia usar o site oficial do clube para criticar o seu próprio treinador, produziu estas pérolas de sabedoria, tomando Danny como alvo. A crónica chamava-se «Sorte de Cão» e, como os adeptos do FCP mais iletrados (a maioria) poderia pensar que Cerqueira se estaria a referir à vitória do FCP em Donetsk, o ex-jornalista da RTP deixou bem explícito que estaria a falar do jogador da selecção nacional do mesmo país que lhe esteve a pagar um salário principesco durante os seus 16 anos como jornalista (isento?) da estação pública, graças aos nossos impostos:


''Todas as ameaças de golo esbarraram nas luvas de Malafeev, o único capaz de resistir à avalanche portista, que já então justificava o balançar das redes. Nessa altura, já o afortunado imitador de cães se transformara, por livre e espontânea vontade (ou, quem sabe por instinto), num mero defesa, que recuperava representações caninas na forma frequente com que cheirava a bola e corria atrás dos calcanhares do adversário".

No entanto, dois dias depois, algo está a mudar na SAD: como o hoquista espanhol Pedro Gil já deve ter ameaçado, que na próxima comemoração de um golo, em vez de fazer o gesto de esfomeado, optará por atirar o seu stick aos cornos de algum dirigente portista, a estrutura já fez saber que não se importa de vender Álvaro Pereira, Rolando ou Fernando. Resta saber é se o Gijon ou o Modena têm 3 milhões de euros em caixa para pagar os seus respetivos passes...

E como Vítor Pereira não é consensual entre o plantel, parece que o jogador mais bem pago (na casa dos 250 mil euros líquidos mensais) se envolveu numa troca de insultos com o Pereirinha, obrigando à sua expulsão do treino...

PS- No ano passado, Guilherme Aguiar, Miguel Sousa Tavares, Miguel Guedes e outras importantes personalidades do universo suinícola portista, defenderam que o terceiro lugar no grupo da champions não deveria dar acesso à Liga Europa. Será que mudaram de opinião?

PS2- Um elogio à estrutura do FCP: após o jogo da eliminação da Liga Europa, nenhum jornalista foi agredido no interior das instalações desportivas. Pensando bem, não havia grande matéria-prima para o efeito: quem estava a fazer os comentários para a Radio Renascença eram Pedro Azevedo e Bernandino Barros e para a Antena Um, Manuel Queiroz. Já para a RTP1, nem vale a pena falar...Detesto redundâncias...

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