
O incauto Zé Povinho, para fugir aos efeitos da crise, deixou de gastar uns malfadados 85 cêntimos diários na compra do seu jornalzito desportivo.Para se manter atualizado no exercício da sua verbe futebolística na sua taberna de bairro, passa a estar especado durante 3 longos minutos, em frente ao quiosque da Rua Almirante Reis da sua localidade, a devorar as primeiras páginas. Assim, enquanto tritura um pires de tremoços ou de azeitonas às seis da tarde, fala sobre o aumento qualitativo do campeonato nacional:
-«Todos os dias, os jornais trazem referências a possíveis recordes que podem ser batidos neste fim-de-semana. É o Jesus a bater o record do Eriksson, é o Domingos a bater o record do Böloni, é o Vítor Pereira e o Luis Miguel a bater o record de jogos entre cunhados desde que em 1985, o Covilhã do Vieira Nunes pregou 2-0 ao F.C.P. do Artur Jorge! Viva os records!»
Coitado do Zé Povinho, deixa-se enganar por umas parangonas concebidas para enganar os mais néscios. Aumento qualitativo? Só se fôr nas percentagens comissionistas do Mano Menezes! Kléber na seleção brasileira? Alex Sandro?! Ah, já sei! O Mano veio incógnito a Sintra assistir a essa goleada dada ao colosso Pêro Pinheiro! Só pode!
PS- Mesmo benfiquista, não me custa admitir que, a par de Axel Witsel, e sem contar com a «Lady Gaga», Elias deve ser o melhor estrangeiro a atuar neste momento no nosso campeonato. O Sporting transfigurou-se, não tanto devido a Van Wolfswinkel nem a Capel. Elias é um piano afinado. E era quem faltava para a orquestra leonina tocar o seu charleston...

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