
Quando Di Maria foi vendido ao Real Madrid por 35 milhões (incluindo objetivos), logo um coro de carpideiras criticou a operação, visto que o Benfica havia acabado de vender o seu grande desequilibrador ofensivo. Quando os verdadeiros contornos do negócio foram comunicados à CMVM, havia quem quisesse apedrejar Luis Filipe Vieira à boa maneira da lapidação de Santo Estevão, conforme descrito no capítulo oitavo dos Atos dos Apóstolos. No pacote de venda, o Benfica assegurou dois jovens promissores do Castilla: Alípio (a fava, que agora está a esbanjar talento nos Emirados Árabes Unidos) e Rodrigo Moreno. Então, disse-se do Presidente do Benfica o que Maomé não disse do toucinho fumado: «Oportunista!» «Golpista!» «6 Milhões por dois abortos?!» «É a ruína do Benfica!», «Volta, Vale e Azevedo!», entre outras pérolas.
É certo que o nosso presidente já tinha feito negócios um pouco ruinosos: Sretenovic, Rodolfo Lima, Drulovic, mas desta vez, seguiu o seu instinto e quiçá, (bem) aconselhado por Rui Costa, fez finca-pé perante os críticos que exigem que um novo jogador do Benfica seja já um jogador de créditos firmados. E Rodrigo está a entusiasmar, não só pelo seu potencial, como pelo entrosamento que já demonstra com os diversos setores da equipa. E é já titular dos sub-21 de Espanha.
Porventura, daqui a 3 anos, muitos recordarão com saudade a dupla Saviola-Cardozo, mas a dupla que está na forja (Rodrigo-Nélson Oliveira) não deslustrará. Assim os benfiquistas guardem o assobio em casa ou, em alternativa, o reservem para árbitros madeirenses de terceira categoria que ainda não assimilaram que, em caso de dúvida em lance de fora de jogo, se deve deixar seguir a jogada...

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