quarta-feira, outubro 19, 2011

Ainda vai havendo espaço para os «rodriguinhos» no futebol moderno



Foram dez mil os benfiquistas que ontem marcaram presença no estádio do Basileia. Pagando bilhetes de 120 euros, o que, em tempo de acentuada crise, prova inequivocamente a qualquer sociólogo ou psicólogo orgulhoso da sua metodologia científica, que a Mística não tem preço. É inata e predestinada.

Foi um Benfica categórico que respondeu bem ao bluff de Jorge Jesus na véspera: dando ao nosso adversário o favoritismo, Jorge Jesus embarcou numa arriscada jogada psicológica para moralizar os nossos jogadores. Ganhou a aposta. Aliás, ganhou duas apostas, porque meia hora antes do jogo, tive a oportunidade de ouvir a apreciação dos comentadores da Radio Renascença (Bernardino Barros) e da Antena 1 (José Nunes) e ambos criticavam a opção pela escalação de Rodrigo no onze titular. Viu-se!

O jovem castelhano de origem brasileira tem um poder de movimentação que nos anos mais recentes só tinha apreciado em Fabricio Miccoli. Rápido, boa técnica, excelente capacidade de desmarcação, só lhe falta a «ratice» de fugir à armadilha do fora de jogo. Mas nada que não se resolva com os treinos diários e minutos oficiais de jogo. E aquela simulação, senhores, aquela simulação! Magistral!

Por isso, podem anunciar ao Mundo: temos um plantel equilibrado. Aquela que foi a nossa grande pecha do ano transato foi colmatada por acção conjunta de Luis Filipe Vieira, Rui Costa e Jorge Jesus. A bem do Benfica!

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