As contas hoje divulgadas diferem consoante a inclinação do jornal. Desde 30 milhões de euros a pronto, passando por um desconto de 5 milhões por metade do passe de Garay, ou mesmo 20 milhões mais o passe integral do central argentino (avaliado em cerca de 10 milhões de euros).
Qualquer que seja seja o ângulo em que o queiramos ver, uma coisa parece certa: o negócio de Coentrão, jóia maior do tesouro benfiquista, parece estar a ser usado para mascarar algo que há muito se sabia: o Real Madrid não estava disposto a bater a clausula de rescisão integral, tendo juntado à negociação o passe de outro jogador, da gigantesca lista de dispensáveis do colosso de madrileno.
Termos que esperar mais alguns dias (talvez até ao fim da Copa América), para perceber qual o verdadeiro negócio por detrás da venda dos direitos desportivos do caxineiro. A juntar a isto, circulou hoje a notícia que o próprio Rio Ave terá direito a parte neste negócio, falando-se já numa verba próxima do meio milhão de euros para o clube que formou o jogador. Um encaixe de certeza bem recebido pelo clube de Vila do Conde (que acaba de negociar o irmão de Bruno Alves por 2,5 milhões de euros para o Atlético de Madrid).
Curiosamente, o jornal espanhol "Marca" publicou hoje uma sondagem em que revela que 83% dos seus leitores consideram a verba paga exagerada. Claro que os contornos do negócio poderão até revelar-se bastante proveitosos para o Real Madrid (caso Garay se valorize na Luz, por exemplo).

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