Pinto da Costa aprendeu com os erros do passado. Depois da experiência falhada com a tentativa de substituição de Mourinho (também após uma vitória europeia), desta vez o presidente percebeu que mais valia apostar na continuidade e recorrer à prata da casa. A experiência Del Neri/Fernandez chegou para mostrar que as melhores soluções, por vezes, não necessitam de ter nomes pomposos.
Vítor Pereira é a solução mais óbvia, imediata e natural. É reconhecida a sua competência técnica e proximidade com os jogadores. Trouxe ideias novas e pede-se agora que assuma o comando duma equipa ansiosa por repetir as conquistas da época passada.
A saída de Villas-Boas vai deixar marcas, claro, mas não podemos querer que as pessoas fiquem contrariadas, mesmo aquelas que afirmam que estão onde sempre quiseram estar e que não querem sair.
A poucos dias do início da época, pede-se agora que se estabilizem ideias e que se construa uma equipa ganhadora, novamente, porque há muita coisa para ganhar já a seguir.
Segue-se a Supertaça frente ao Guimarães e a final europeia com o Barcelona, de Pep Guardiola, a tal fonte de inspiração do André Villas-Boas. Com uma estrutura sólida, vinda da época passada, e alguns reforços já garantidos, o Porto pode voltar a ser o que foi. Vítor Pereira não se deve envergonhar do seu passado, pois o presente, e esperemos que o futuro, parece trazer muita coisa boa.
Curiosamente, há uns meses atrás, o meu colega de blog, impressionado pelas declarações dúbias do seu presidente/treinador, parecia querer levantar a lebre sobre as reais capacidades de André Villas-Boas, logo a seguir aos célebres acontecimentos de Guimarães, insinuando inclusive que o trabalho de treinador seria mais do adjunto do que do puto inglês. Sendo assim, seria curioso que ele tivesse razão e que afinal, a verdadeira pérola ainda tenha ficado no dragão... A ver vamos. A cláusula de rescisão já está fixada: 18 milhões de euros, não vá vir aí algum russo maluco e querer levar-nos outra vez o treinador. E não estamos em saldo, ao contrário de outros que vendem jogadores abaixo do preço de mercado (não, não estou a falar do Benfica, apenas a lembrar que o próprio Inter de Milão acedeu em reduzir em metade a clausula de rescisão de José Mourinho para permitir que este fosse para o Real Madrid).
quarta-feira, junho 22, 2011
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