Será que o panorama de tráfico de influências vai deixar de se reflectir na Justiça portuguesa? Parece que sim e lentamente vão aparecendo ténues sinais de que as coisas estão a mudar. O Correio da Manhã na sua edição de hoje dá à luz o que se passou ontem no julgamento de Martins dos Santos:
A juíza do Tribunal de Gondomar Manuela Sousa não conteve o riso quando uma testemunha atestou a seriedade do ex-árbitro Martins do Santos, ontem, durante a repetição de parte do julgamento do caso Marítimo-Nacional de 2004, no qual Martins dos Santos foi condenado a 20 meses de prisão, com pena suspensa, pelo crime de corrupção desportiva passiva. A sentença, anulada pelo Tribunal da Relação do Porto, ordenou a repetição do julgamento, onde foi também condenado António Henriques, ex-membro do Conselho de Arbitragem da FPF.
Ontem, Martins dos Santos chegou à audiência fragilizado pelo facto de ter sido detido em Maio pela PJ e acusado de ter pedido cinco mil euros ao São Pedro da Cova para evitar que o clube descesse de divisão. Talvez por isso, os testemunhos dos ex-árbitros João Almeida e Miguel Vieira, que negaram contactos com o ex-árbitro e o consideraram uma pessoa séria, gerassem risos da juíza e do advogado de António Henriques.
A repetição refere um erro formal sobre a escuta de Março de 2004 entre o árbitro e Henriques, nas vésperas do Marítimo--Nacional, apitado por Martins dos Santos. Na conversa, Henriques disse que o jogo valia a sua "vida" e falaram em nomes de árbitros para subir de escalão, entre eles Daniel Santos, filho de Martins dos Santos. O Ministério Público mantém os fundamentos da acusação. A sentença é conhecida na terça-feira.
Água mole em fruta dura, tanto bate até que fura...

1 comentário:
Mas ao "peixe graúdo" ninguém lhe toca. Estes como pertencem há ralé da sociedade tudo lhes acontece. A justiça nacional está podre!!!
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