terça-feira, junho 14, 2011

As Casas do Benfica e as finanças do clube




O Diário Económico traz hoje à estampa a antecipação do que se vai desenrolar na Assembleia Geral do Benfica hoje à noite e revela uma diminuição nas receitas do Benfica.Temo que a estagnação do crescimento económico do clube também se deva um pouco ao pouco crescimento das Casas do Benfica no nosso país. Vivo em Braga e trabalho em Monção e dou estas duas povoações como exemplos paradigmáticos: em Braga, a Casa do Benfica está abandonada e se alguém se assume benfiquista, isso significa levar com represálias. Um colega meu, em jeito de desabafo, contou-me em Dezembro passado que concorreu a uma vaga na Câmara Municipal e foi chamado para uma entrevista no Departamento de Recursos Humanos. Estava bastante confiante devido à força do seu currículo por ter um MBA imprescindível para as funções que iria desempenhar. No decorrer da entrevista, o assessor do vereador perguntou-lhe em jeito de galhofa qual a sua preferência clubística e ele não renegou o amor que tem ao Glorioso. Coincidência ou não: ficou em 6º lugar numa lista de 26 candidatos e o lugar foi parar a uma moça que tinha o 12º ano como habilitação.
Em Monção, a mesma coisa. Era um feudo benfiquista até há uns 10 anos atrás, mas agora os portistas andam a nascer como cogumelos e sinto um grande desgosto quando a maioria dos meus alunos se assume como portista e filho(a)s de benfiquistas e não se importam de ver o seu clube associado a actos de corrupção e alguns até o assumem com grande orgulho.
Desculpem o desabafo, mas sinto que a grande base de apoio ao Benfica aqui no Norte está a desaparecer e isso, mais cedo ou mais tarde, reflectir-se-á nas quotizações e nas finanças do Benfica. Espero sinceramente que consigamos reverter este ciclo e aí as Casas do Benfica terão um grande papel. Coragem, precisa-se!

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