
Notícia retirada do jornal 24 horas de 18.08.2009, disponível em http://www.24horasnewspaper.com/mostranews.php?l=8958
A agressão sofrida por Adriano na madrugada de sábado, à saída de uma discoteca em Vila do Conde, é mais uma a afectar jogadores e treinadores do FC Porto, numa lista que se vai tornando cada vez mais extensa... Co Adriaanse, Paulo Assunção e até o antigo basquetebolista Matt Fish sofreram na pele, mas os agressores nunca foram encontrados. A vida do ponta-de-lança de 30 anos no FC Porto está cada vez mais difícil.
Em 2005/06, sob orientação técnica de CoAdriaanse, tudo correu bem, mas a chegada de Jesualdo Ferreira tornou as coisas bem diferentes. Na primeira época sob a orientação do treinador português, o ponta-de-lança só convenceu o professor da sua utilidade na segunda volta do campeonato, mas ainda foi a tempo de marcar por 11 vezes em 18 partidas. O pior estava para vir. Na temporada seguinte, Adriano só foi titular porquatro vezes (com um golo marcado) e acabou mesmo dispensado. Só que recusou o empréstimo a vários clubes e decidiu ficar no Dragão, mesmo sabendo que não contava para Jesualdo Ferreira. "Quero mostrarao professorque tenho condições para jogar neste clube. Espero uma oportunidade e se a tiver não a vou deixar fugir", afirmara em Julho de 2007. Mas a verdade é que Adriano continua à margem do plantel do FC Porto, situação que se arrasta há 13 meses. Todos os dias o ponta-de-lança treina-se na companhia de um preparador físico dos azuis e brancos, longe do convívio com os outros colegas. No início da última temporada, o FC Porto propôs-lhe várias alternativas para prosseguir a carreira, mas Adriano quis ficar. Após um longo período de silêncio, o futebolista agitou as águas, em declarações ao jornal "Record" na última semana:
"Quando eu decidir falar saiam da frente". Ao longo do dia de ontem tentámos contactarAdriano, assim como membros da sua família, mas os telemóveis estiveram sempre desligados. Não foi, por isso, possível saber o que Adriano quis dizer ao certo com esta frase. Aversão dos acontecimentos da noite da agressão é diferente. A polícia diz uma coisa, os bombeiros dizem outra (ver caixa). Não fica assim claro se a namorada do craque foi, ou não, agredida.
Certo é que os agressores não foram identificados. Paulo Assunção sofreu Este episódio que se passou comAdriano na madrugada do último sábado não é caso virgem num futebolista do FC Porto.
Paulo Assunção também viveu situação muito complicada há ano e meio, ainda que as ameaças não tenham passado a agressão. O antigo médio portista foi interpelado de forma agressiva à saída de um treino no Olival. "Cinco indivíduos abordaram-me e disseram que se não renovasse contrato até alguns dias depois me davam um tiro nos joelhos!", explicou em entrevista recente à RTP. E referiu que esta situação acabou por ter efeito contrário. "Logo na altura expliquei-lhes que as coisas não são assim... Fui directo à polícia, enquanto eles me perseguiram de carro. Perdi a confiança e a minha esposa teve de mudaro rumo da vida dela", referiu. E poucos meses depois Paulo Assunção rescindia com o clube, alegando a lei Webster. Co Adriaanse também esteve debaixo de fogo. Em Janeiro de 2006, quando foi buscar o carro ao centro de treinos do Olival, depois de um empate com o Rio Ave, a sua viatura foi pontapeada e socada por presumíveis elementos dos Super Dragões, claque do clube. E inclusivamente o carro do actual treinador do Red Bull Salzburgo foi atingido por um very light. De forma quase milagrosa, Co Adriaanse conseguiu escapar ileso. Contactado pelo nosso jornal, o treinador que se sagrou campeão nacional nos dragões teceu um rápido comentário em relação ao incidente com Adriano. "Fico triste por ele e desejo-lhe as rápidas melhoras", expressou o técnico, que acrescentou ter "boas recordações de Adriano". E tem razões para isso, já que o brasileiro, vindo do Cruzeiro no mercado de Inverno da temporada 2005/06, apontou sete golos em 15 jogos na Liga, tendo sido muito importante para o primeiro título portista na actual saga que já vai em tetra.
Em entrevista ao nosso jornal no dia 30 de Abril, Co Adriaanse recordou as agressões de que foi alvo. "Não estava à espera que aquilo acontecesse, mas depois do incidente recebi grande apoio do presidente e deAntero Henrique, não me posso queixar do tratamento do clube", referiu. Agressões no basquetebol Não se pense que o caso de agressões sofridas por atletas do FCPorto é um exclusivo do futebol. As tristes cenas já chegaram ao basquetebol. Arranque da época de 2000/2001: o FC Porto contrata uma dupla de norte-americanos: Matt Fish e Todd Merritt. Mas os jogadores não agradam aos responsáveis portistas, que tentam a todo o custo rescindir os contratos.
Matt Fish resiste e acaba por ser agredido num escritório de um conhecido dirigente portista, na presença dos responsáveis da secção de basquetebol – Fernando Gomes (actual responsável da SAD do futebol dos dragões) e FernandoAssunção. Fish avançou com um processo em tribunal contra Gomes e Assunção, mas as acusações redundaram em... nada. Merritt continuou a treinar nas Antas, mas fartou-se de ser ostracizado e acabou porassinaro acordo de rescisão. A claque Super Dragões (SD) tem sido sempre associada a estes episódios de violência. Mas nunca se provou a participação de elementos do grupo de apoio dos azuis e brancos a estarem envolvidos nestes episódios. O 24horas contactou Fernando Madureira, um dos líderes da claque, no sentido de obter uma reacção a respeito da agressão sofrida por Adriano. No entanto, este elemento dos SD desligou-nos o telefone logo a seguir a termos formulado a pergunta.
Em 2005/06, sob orientação técnica de CoAdriaanse, tudo correu bem, mas a chegada de Jesualdo Ferreira tornou as coisas bem diferentes. Na primeira época sob a orientação do treinador português, o ponta-de-lança só convenceu o professor da sua utilidade na segunda volta do campeonato, mas ainda foi a tempo de marcar por 11 vezes em 18 partidas. O pior estava para vir. Na temporada seguinte, Adriano só foi titular porquatro vezes (com um golo marcado) e acabou mesmo dispensado. Só que recusou o empréstimo a vários clubes e decidiu ficar no Dragão, mesmo sabendo que não contava para Jesualdo Ferreira. "Quero mostrarao professorque tenho condições para jogar neste clube. Espero uma oportunidade e se a tiver não a vou deixar fugir", afirmara em Julho de 2007. Mas a verdade é que Adriano continua à margem do plantel do FC Porto, situação que se arrasta há 13 meses. Todos os dias o ponta-de-lança treina-se na companhia de um preparador físico dos azuis e brancos, longe do convívio com os outros colegas. No início da última temporada, o FC Porto propôs-lhe várias alternativas para prosseguir a carreira, mas Adriano quis ficar. Após um longo período de silêncio, o futebolista agitou as águas, em declarações ao jornal "Record" na última semana:
"Quando eu decidir falar saiam da frente". Ao longo do dia de ontem tentámos contactarAdriano, assim como membros da sua família, mas os telemóveis estiveram sempre desligados. Não foi, por isso, possível saber o que Adriano quis dizer ao certo com esta frase. Aversão dos acontecimentos da noite da agressão é diferente. A polícia diz uma coisa, os bombeiros dizem outra (ver caixa). Não fica assim claro se a namorada do craque foi, ou não, agredida.
Certo é que os agressores não foram identificados. Paulo Assunção sofreu Este episódio que se passou comAdriano na madrugada do último sábado não é caso virgem num futebolista do FC Porto.
Paulo Assunção também viveu situação muito complicada há ano e meio, ainda que as ameaças não tenham passado a agressão. O antigo médio portista foi interpelado de forma agressiva à saída de um treino no Olival. "Cinco indivíduos abordaram-me e disseram que se não renovasse contrato até alguns dias depois me davam um tiro nos joelhos!", explicou em entrevista recente à RTP. E referiu que esta situação acabou por ter efeito contrário. "Logo na altura expliquei-lhes que as coisas não são assim... Fui directo à polícia, enquanto eles me perseguiram de carro. Perdi a confiança e a minha esposa teve de mudaro rumo da vida dela", referiu. E poucos meses depois Paulo Assunção rescindia com o clube, alegando a lei Webster. Co Adriaanse também esteve debaixo de fogo. Em Janeiro de 2006, quando foi buscar o carro ao centro de treinos do Olival, depois de um empate com o Rio Ave, a sua viatura foi pontapeada e socada por presumíveis elementos dos Super Dragões, claque do clube. E inclusivamente o carro do actual treinador do Red Bull Salzburgo foi atingido por um very light. De forma quase milagrosa, Co Adriaanse conseguiu escapar ileso. Contactado pelo nosso jornal, o treinador que se sagrou campeão nacional nos dragões teceu um rápido comentário em relação ao incidente com Adriano. "Fico triste por ele e desejo-lhe as rápidas melhoras", expressou o técnico, que acrescentou ter "boas recordações de Adriano". E tem razões para isso, já que o brasileiro, vindo do Cruzeiro no mercado de Inverno da temporada 2005/06, apontou sete golos em 15 jogos na Liga, tendo sido muito importante para o primeiro título portista na actual saga que já vai em tetra.
Em entrevista ao nosso jornal no dia 30 de Abril, Co Adriaanse recordou as agressões de que foi alvo. "Não estava à espera que aquilo acontecesse, mas depois do incidente recebi grande apoio do presidente e deAntero Henrique, não me posso queixar do tratamento do clube", referiu. Agressões no basquetebol Não se pense que o caso de agressões sofridas por atletas do FCPorto é um exclusivo do futebol. As tristes cenas já chegaram ao basquetebol. Arranque da época de 2000/2001: o FC Porto contrata uma dupla de norte-americanos: Matt Fish e Todd Merritt. Mas os jogadores não agradam aos responsáveis portistas, que tentam a todo o custo rescindir os contratos.
Matt Fish resiste e acaba por ser agredido num escritório de um conhecido dirigente portista, na presença dos responsáveis da secção de basquetebol – Fernando Gomes (actual responsável da SAD do futebol dos dragões) e FernandoAssunção. Fish avançou com um processo em tribunal contra Gomes e Assunção, mas as acusações redundaram em... nada. Merritt continuou a treinar nas Antas, mas fartou-se de ser ostracizado e acabou porassinaro acordo de rescisão. A claque Super Dragões (SD) tem sido sempre associada a estes episódios de violência. Mas nunca se provou a participação de elementos do grupo de apoio dos azuis e brancos a estarem envolvidos nestes episódios. O 24horas contactou Fernando Madureira, um dos líderes da claque, no sentido de obter uma reacção a respeito da agressão sofrida por Adriano. No entanto, este elemento dos SD desligou-nos o telefone logo a seguir a termos formulado a pergunta.
Palavras para quê?

1 comentário:
Luís, obrigadão!! (Uups, lá se foi a tua identidade secreta). Poupaste-me o trabalho de postar essa notícia. Toma cuidado com a tua integridade física porque acho que os SD vão abrir uma filial do Fight Club aí pelo Ribatejo...
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