segunda-feira, dezembro 27, 2010

O último voo da águia

Há histórias tão boas, que se torna até difícil de escrever sobre elas. Por muito que tente, não encontro melhor forma de pegar nesta história... O espanhol Barnabé que quer mais dinheiro, a agressão no túnel, o franchise com outros clubes, a interdição da águia Vitória no estádio da Luz, o apoio de figuras mediáticas ao espanhol e sua águia amestrada, as desculpas de direcção do clube e os comunicados, a promessa de uma nova águia para breve...
Difícil é mesmo escolher por onde começar...
Não te ponhas fino e comem-te de cebolada, ó Jesus!

E o primeiro é...

Com o aproximar do final de ano, somam-se as declarações e as promessas eleitorais para o novo ano. Vamos ser campeões, vamos ganhar todos os jogos, seremos os primeiros, e outras tantas promessas invadem por esta altura as capas dos jornais, sedentos de uma qualquer "notícia" que interrompa o marasmo natural da época.

É também altura de fazer balanços, e numa época de crise, as notícias não são animadoras. De facto, e olhando para os resultados financeiros dos clubes, esperam-se tempos de grande agitação. O passivo dos 3 grandes atinge já proporções dantescas, cifrado em 733 milhões de euros. O Benfica representa aqui a parte de leão, com 398,8 milhões de euros, ou seja, mais de metade do passivo das SAD dos 3 grandes. Logo a seguir surge o Sporting, com 176,8 milhões e em terceiro o Porto com 157,5 milhões de euros.

O passivo do Benfica foi também o que mais cresceu (mais 25 milhões do que o ano passado, um aumento de 6,7%), muito por causa das contratações de Roberto, Nico Gaitán e Franco Jara. A SAD do Sporting apresentou um crescimento do passivo na ordem dos 3,8 milhões (cerca de 2,2%) em relação ao ano anterior. Já o Porto foi o único a diminuir o passivo, em cerca de 1,6% (menos 2,6 milhões que o ano anterior).

A contribuir para esta verdadeira gestão infernal de tesouraria, estão também os avultados pagamentos de juros que cada clube tem que fazer, em virtude do passivo acumulado ao longo dos últimos anos. O Benfica pagou, a época passada, 9,778 milhões de euros em juros à banca. O Porto 3,699 milhões e o Sporting 2,167 milhões de euros.

Só com o pessoal, os 3 grandes gastaram, na época transacta, 100,7 milhões de euros (salários de jogadores à cabeça).

É caso para dizer: alguns campeonatos ninguém quer liderar!

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Pôncio, logo existo

Qual Guilherme Aguiar?! Qual Miguel Sousa Tavares?! Qual Jorge Olímpio Bento?! Qual Rui Moreira?! Todos eles roçam a mediocridade...Agora sim, é que o Futebol Clube do Porto tem um comentador do OUTRO MUNDO!

domingo, dezembro 19, 2010

Mais um... e dedicado a Ali Babá



Quando os poucos crentes na transparência do futebol português achavam que depois da arbitragem de Elmano, já nada restaria para entrar no anedotário do futebol português, eis que o filho do falecido corrupto Soares Dias resolve marcar uma daquelas grandes penalidades «à Porto» por uma bola que bate...no pé. É como disse Cássio no final do jogo: «O Porto pediu penalty e o árbitro deu». Para já, é a lei que impera no futebol português.
Depois de uma aturada pesquisa na internet, verificámos que só em 1955 é que foi marcada uma penalidade igual a esta: no jogo inaugural do Estádio Tumalangukh'u na Papua Nova-Guiné, o árbitro Gathur Malangkturyi depois de beber 2 grades de cerveja feita a partir de levedura de papa-formigas, penalizou a equipa do Nag Sighr Papalanig com uma grande penalidade pelo facto do quarterback da equipa ter feito um corte com o pé enquanto escondia as mãos por detrás da cabeça, afagando as tíbias encolhidas do seu falecido sogro que usava como gancho para a cabeleira. A grande penalidade deu a vitória à equipa dos Qawu'ykxumatima por 1-0. Insatisfeitos, os adeptos do Nag Sighr Papalanig pegaram no árbitro embriagado e lançaram-no na lava incandescente do vulcão Milohcabrwnik. Reza a lenda que, enquanto via o seu corpo ser incinerado pelas chamas,e talvez por reflexo da sede que sentia, o árbitro gritava em dialecto papuano «Drukuat! Drukuat!» (Fruta! Fruta!)

Aqui em Portugal, infelizmente, este género de árbitros janta em marisqueiras a expensas do Reinaldo Teles ou recebe homenagens da Associação de Futebol de Porto como reconhecimento do serviço prestado pelos sogros...

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Se o arrependimento matasse...

Marc Zoro, o "ainda" jogador do Benfica (treina à parte no Seixal, estando ainda ligado contratualmente ao Benfica, com quem assinou por 4 épocas), revelou recentemente o seu arrependimento por ter preferido o clube da Luz em detrimento do F. C. do Porto. Talvez tudo fosse diferente, disse...

Uma entrevista para analisar, com cuidado, que revela algumas das movimentações perigosas do futebol nacional.

O voo do Falcão

Há jogadores que não enganam. Mal chegam mostram logo a fibra de que são feitos. Radamel Falcão é um daqueles (raros) jogadores que pertence à categoria dos grandes predestinados.

Tinha chegado com a hercúlea tarefa de fazer esquecer Lisandro Lopez, uma das grandes referências do ataque portista dos últimos anos. Como que indiferente a isto, a sua adaptação foi instantânea, tornando-se rapidamente numa referência para toda a equipa.

Como o que conta, muitas vezes é a primeira impressão, recordo aqui o primeiro golo oficial que marcou pelo Porto, logo na primeira jornada, contra o Paços de Ferreira, na Mata Real (o joga acabaria empatado a uma bola).
Falcão voa sobre os centrais
Esse golo há-de ficar para sempre na minha retina. O jogo estava complicado, o Paços é uma equipa aguerrida. Um cruzamento para a área e Falcão, no meio dos defesas, salta e, ainda no movimento ascendente, deita-se "no ar" e cabeceia a bola por cima dos indefesos homens do Paços.

Obra de arte, como tantas outras que viria a assinar com a camisola azul e branca. Um prenúncio de que tinha chegado o matador. O homem-golo. Este fim-de-semana, Falcão volta ao local do crime, à Mata Real. De certeza que lhe trará boas recordações, e de certeza que muitas mais se seguirão.

Porto Vintage

A SportTv emitiu, na semana passada, um documentário sobre a vitória do Porto em Viena, há 23 anos.
É um documentário soberbo, cheio de significado e muita emoção. João Pinto, Gomes, Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, Madjer, Juary, Inácio e tantos outros, recordaram uma noite de glória e que marcou a história do futebol Português. Verdadeiro serviço público, portanto.
Programa da SportTv evoca a vitória do F. C. do Porto em Viena 
Para quem não pode ver, fica aqui uma pequena amostra.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Pimbolim do ano 2010


Lista de nomeados para Pimbolim do Ano 2010:

Franco Jara. Tantas promessas perdidas em minutos e minutos de nada. As expectativas eram grandes e compreensíveis: rótulo de internacional argentino, 5,5 milhões de euros investidos e uma alegada parecença com Lisandro Lopez. Cinco meses depois, o que dizer de Jara? Nunca foi titular, marcou um golo (logo na 1ª jornada da Liga) e tem passeado penteados mais ou menos eloquentes no banco de suplentes do Benfica.

Marco Torsiglieri. Pouco mostrou. E o que mostrou não foi bonito de se ver. Raras vezes se encontra um defesa tão duro de rins. Tem sido essa a principal dificuldade de Torsiglieri: mexer-se em campo. Cada mudança de direcção, cada espaço livre, cada perseguição parecem uma peregrinação ao mais penoso dos castigos. Ah!, 90% do seu passe custou a módica quantia de 3,2 milhões de euros ao Sporting. Já vimos defesas mais baratos. E melhores.

David Addy. Sem lugar no F.C. Porto foi completar a aprendizagem em Coimbra. As notas do primeiro período não são brilhantes. Ao segundo cartão vermelho em quatro jogos, Jorge Costa fartou-se e Addy não voltou a jogar. Percebe-se. O ganês deve ter faltado à aula onde se explica como-acabar-um-jogo-sem-ser-expulso.

Sereno. Chegou discreto ao F.C. Porto e por lá continua. Discreto, sempre. Foi utilizado duas vezes por Villas-Boas na taça. Primeiro contra o Limianos, depois diante do Juventude de Évora. Sempre discreto. Não é jogador para erros retumbantes ou acções heróicas. Quarta opção para o eixo da defesa dos dragões, é um jogador... discreto. E Sereno.

Elton. Fez 24 golos em 2009 pelo Vasco da Gama. No Sp. Braga ainda está a zeros. O melhor que logrou foi uma assistência para golo de Matheus contra o Arsenal. Aparece e desaparece das opções de Domingos com uma intermitência fulminante. Nem sequer se pode falar em desadaptação. O Braga, para quem não sabe, tem 15 brasileiros no plantel. O saudoso mestre Pedroto chamava a isto uma escola de samba.

Votem em http://www.maisfutebol.iol.pt/sondagens/votacao/106511/1


Depois de Balboa e Caicedo, Jara é a minha escolha, embora o Torsiglieri também me fascine.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Finalmente, o fim do boicote


Repristino mais uma crónica entendiante do Luís Sobral no maisfutebol, com comentários,:
O presidente do Benfica escreveu aos sócios do clube para os informar de que acabou o boicote aos jogos fora. Finalmente, afirmam os benfiquistas, ávidos em sair dos seus lares para poderem acompanhar o dream team de Jesus.
Fez bem em fazê-lo, até porque de outra forma não se saberia que o boicote ainda estava em vigor. Na verdade, todos o vimos, o alegado boicote nunca existiu porque os adeptos do Benfica demonstraram na prática o que era previsível: gostam mais do clube do que de qualquer dirigente. Chupa Vieira!
Apesar de nunca ter existido, o boicote garantiu aos dirigentes do Benfica as mais variadas críticas. Ou seja, a ideia não só foi ineficaz como deixou perceber que na Luz existe um défice de pensamento estratégico sobre o futebol português. Juntem-se ao Costinha, carago.
O alegado boicote durou exactamente dois meses.
Seria de esperar que uma ideia assim, original, radical e apoiada pelo clube com maior número de adeptos em Portugal, produzisse algum efeito.
Dois meses depois, que mudou?
No campeonato nada, o F.C. Porto segue na frente. O treinador do Benfica ainda se queixa dos árbitros. O Sporting mantém-se na merda.
Os jogos continuaram a disputar-se, mesmo com algum boicote do mau tempo e dos aviões. Isto para infelicidade dos sportinguistas.
Na estrutura do futebol português também nada se alterou.
Mas, talvez pior do que tudo isto, em dois meses, que ideia sólida, estruturada e interessante produziu o Benfica para alterar o que, diz, está assim tão mal?
Nenhuma, que se conheça.
Este é o grande problema do Benfica. Um clube com semelhante grandeza deveria ser capaz de produzir reflexão de qualidade sobre a indústria onde opera. A realidade é bem diversa. Quando se fizer o resumo de 2010, o alegado boicote será o maior contributo do Benfica para, nas palavras de Vieira, combater «algumas pessoas que se movem nas sombras da legalidade e da ética e teimam em querer arrastar o futebol para um lugar que não é o dele». É pobre, é vazio e, viu-se, nada acrescenta. O Benfica e o futebol português mereciam mais. Aqui, Sobral, tenho que discordar. O futebol e a fina-flor da escumalha que dele se serve não diferem dos demais energúmenos, violadores e violados que nos (de)governam.

P.S. Na carta que escreveu aos sócios, Vieira diz o seguinte: «E, nem mesmo, o facto de muitos benfiquistas se terem deslocado aos estádios do Algarve e de Aveiro, pode ser visto como um sinal de fraqueza, mas antes um sinal da nossa força». Está bem, está. Hás-de rebentar, porco!

Termino com mais uma assobrosa afirmação do manfio dos pneus:"Isto é uma festa do povo e eu sou também um homem do polvo", disse Luis Filipe Vieira na Festa do Avante.

O que ouves tu?

A música que o David Luíz está a ouvir no iPod: Gilberto Gil, "Vamos
fugir"; The Doors, "The End" e Boss Ac, "Baza Baza".

Wiki-Costinha

"Um dia mostro um papel sobre os tempos em que foi presidente."

(Costinha, director desportivo do Sporting, referindo-se a Sousa Cintra)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Abriu a época da caça

Já todos sabíamos que a invencibilidade do F. C. do Porto começa a incomodar muita gente. O recorde de invencibilidade atingido pela equipa de Villas-Boas é a prova que esta equipa pode vir a ser um caso sério no futebol nacional. Multiplicam-se as declarações de nervoso miudinho na imprensa desportiva especializada e são já muitos os “paineleiros” (membros ilustres da verborreia televisiva) que acicatam os ânimos dos adeptos e inflamam as consciências contra os invencíveis nortenhos.

Chega até nós, contudo, um novo tipo de ser, característico, que vê nesta realidade a possibilidade de lucrar alguns cobres extras à custa dos coitadinhos dos adeptos fervorosos. O seu nome é Carlos Barbosa e tenta desta forma conseguir amealhar algumas milenas para sustentar a sua equipa mais uns anos na primeira liga… Delicioso:

Carlos Barbosa, presidente do Paços de Ferreira: "Deve vir muita gente ver o F. C. do Porto... perder."

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Sem caroço e...sem espinha(s)




(Retirado do site da Radio Renascença)
Elmano Santos registou uma das piores notas atribuídas a árbitros de 1ª Categoria, esta época, no encontro entre FC Porto e Vit. Setúbal, a contar para a 13ª Jornada e que terminou com triunfo dos "azuis-e-brancos" (1-0).

O juiz madeirense, foi avaliado com a classificação de 2.2, num total de 5 pontos que podem ser atribuídos aos árbitros pelos observadores.

A arbitragem de Elmano Santos, recorde-se, foi muito criticada, na altura, pelos dirigentes sadinos, que protestaram a grande penalidade concedida aos "dragões" e, ainda, a repetição do penalty que Jailson viria a falhar, já em período de compensações.

O antigo árbitro Pedro Henriques explica que 2.2 é uma nota bastante negativa e que, de resto, três notas do género podem, mesmo, levar um árbitro a descer de categoria.

"A nota de 2.2 é extraordinariamente negativa porque tudo o que seja abaixo da nota 3, e sobretudo, abaixo de 2.5, é bastante mau para o árbitro em termos de classificação final. Sabendo que, muitas vezes, um árbitro que tenha três notas dessas ao longo da época, arrisca-se a não ficar na 1ª Liga. Nesse jogo, uma grande penalidade mal assinalada ou uma situação disciplinar pode justificar o 2.2", explica, em declarações a Bola Branca.

Ora, acontece também que Elmano Santos, aos 44 anos, está na ultima época da sua carreira. Os erros e a má nota do Dragao não farão grande mossa no juiz madeirense, salienta o antigo árbitro.

"Quando um árbitro tem uma nota dessas, o que quer é que venha o próximo jogo. Não nos podemos esquecer que esta é a última época do Elmano Santos. Querendo fazer sempre o melhor, mas em efeitos práticos já sabe que termina a carreira", remata Pedro Henriques.


As frases assinaladas a negrito espelham aquela que é também a minha opinião sobre a justificação para a natureza premiditada da arbitragem do madeirense no jogo Corruptos vs Setúbal. Traduzindo por miúdos: sendo este o último ano, Elmano quer arrecadar um bom pecúlio e lançar as bases para futuros serviços de «Serventuário do Sistema». Assim se explica aquela arbitragem «à Calheiros»...
Apesar disso, uma questão me atormenta:
Numa terra como a Madeira, com tanta e tão boa fruta (Anonas, bananas, abacaxis), porque raio é que Elmano teve de se abastecer no Continente?

Crise, que crise?

Surpreende-me estas parangonas dos jornais afiliados dos vermelhos, quando inventam crises sucessivas para justificar a venda de papiros... Então os homens passam o tempo todo a dizer que estão a ser prejudicados pelos árbitros, que o Porto é beneficiado, que está tudo igual ao ano passado, que vão ser campeões, que não precisam de reforços, que só foram eliminados da Champions por azar, que vão ganhar a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Taça da Liga (o campeonato vão tentar), e agora afinal estão mesmo em crise? Sejam coerentes e paguem mais aos vossos repórteres de folhetim...
Afinal havia crise?

domingo, dezembro 12, 2010

Perder em Setúbal ainda é uma surpresa?

A pergunta é dura, reconheço e foi feita por Luís Sobral no maisfutebol.
Em síntese, pergunto se valerá a pena dedicar tempo a tentar explicar o afastamento da Taça de Portugal, em Setúbal. Ou se, pelo contrário, perder fora com uma equipa como o Vitória tem de ser encarado, hoje em dia, como um resultado natural para o Sporting?
Esta época, Paulo Sérgio já perdeu com equipas como Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães e empatou com clubes como Olhanense, Nacional e Beira Mar. Na Taça, já tinha sofrido muito para derrubar o Estoril, da Liga de Honra.
Esta época, o Sporting só venceu por dois golos de diferença as duas equipas que ocupam o fundo da tabela da Liga: Portimonense e Naval.
Tudo isto somado, é pouco.
O Sporting cumpriu numa Liga Europa fraca, mas tudo o resto tem sido irregular, fraco, sem brilho e, talvez mais grave, sem o mínimo sinal de que se esteja a construir uma equipa.
Se me perguntam se a culpa é de Paulo Sérgio, respondo que não sei. Honestamente. Não vejo no treinador leonino alguém muito superior a diversos outros nomes possíveis. Mas também não me parece o óbvio ponto fraco.
Hoje em dia o mais grave, repito, é ver a equipa cair na Taça de Portugal em Setúbal e não achar que se trata de um escândalo. O Sporting até podia ter conseguido um resultado diferente, mas mais remate, menos golo, não vale muito mais do que aquilo. E aquilo é de menos para um grande.
Aparentemente, no entanto, nós, adeptos do Sporting, já estamos habituados.
Jogar para a Taça de Portugal no Estádio do Bonfim continua a ser um pesadelo para o Sporting. Um prémio para a sabedoria do “mestre” Manuel Fernandes.
Nada faz abanar Paulo Sérgio, segundo o próprio, e Liedson, apesar do estupendo golo, mostra-se resignado.
Mais uma época sem assunto. Mais um ano, mais um desastre.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Começaram as movimentações

Rui Rangel, do movimento "Benfica, vencer, vencer", considera o momento do clube um desastre: sem hipóteses no Campeonato, fora da Champions e na Liga Europa por "favor do Lyon".

Para Rangel, Jorge Jesus perdeu o controlo do balneário, onde há jogadores que "só pensam no dinheiro" e perderam a mística da "camisola",  fez-se "uma péssima previsão de época" e o plantel foi destruído "de um ano para o outro", são algumas das acusações que o adepto faz à estrutura encarnada:

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Rui-Rangel-critica-duramente-futebol-encarnado.rtp&article=398226&layout=55&visual=16&tm=28

 

Também Gaspar Ramos, histórico do clube, entra nesta dança, alertando para os graves problemas que se vivem no balneário:

 

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Ha-problemas-no-balneario-do-Benfica.rtp&article=397923&visual=16&layout=55&tm=28

 

É caso para dizer: em casa onde não há pão, todos ralham com razão.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Provérbios da Tia Miquinhas

«Antes salvos por um Lyon do que por um Elmano»...

terça-feira, dezembro 07, 2010

Grande espectáculo na Luz

São esperados momentos mágicos, hoje no estádio da Luz, quando o Benfica receber os alemães do Schalke 04. Com a eliminação da Liga dos Campeões assegurada, o Benfica prepara para os seus adeptos um show que promete ficar na memória de todos os que se dirigirem ao estádio. Eis a lista de surpresas a anunciar:

1. Um dos mineiros do Chile, que esteve preso na mina, vai estar nas bancadas do estádio, a convite de uma marca de cervejas;

2. Roberto, guarda-redes espanhol que parece ter feito as pazes com a "aficion" irá estrear um par de luvas novo, duma marca americana.

3. Os novos equipamentos da equipa serão apresentados ao público.

Quanto a futebol há pouco para mostrar, para além de estar em jogo a permanência nas competições da UEFA, depois de uma desastrosa passagem pela liga milionária. Haja festa ao menos para animar o povo.

Uma azia do caneco!

Vitor Pereira, treinador-adjunto do F. C. do Porto que ontem substituiu André Villas-Boas no banco, disse no final do jogo que "deve ser tremendo ver um penalty falhado", referindo-se aos adversários directos do Porto na corrida ao título. E reforçou: "Imagino que seja massacrante do ponto de vista psicológico, ver o V. de Setúbal falhar um penalty...".

O blog Donosdabola, num grande exclusivo nacional, conseguiu uma foto inédita de um adepto benfiquista logo após Jaílson, avançado do Setúbal, ter enviado a bola para a bancada:

Lágrimas verdadeiras atestam a intensidade da cena.

Um grande senhor do futebol...

Manuel Fernandes, antiga glória do Sporting e da Selecção Nacional, é daqueles treinadores que respira futebol. As suas equipas são sempre autênticos "case-studies" e teimam em surpreender, mesmo os grandes. O actual treinador do Setúbal não perde, no entanto, a objectividade, mesmo sendo pública a grande ligação ao seu clube de sempre, o Sporting. Frontal, ao contrário de muitos intervenientes do grande espectáculo, que teimam em manter uma irritante subserviência para com os seus antigos patrões, diz o que lhe vai na alma. Ontem, logo após o jogo com o F. C. do Porto, no Dragão, onde a sua equipa quase conseguira roubar um ponto ao líder (o Setúbal falhou um penalty no último minuto do encontro), não se coibiu de elogiar o adversário:
"Sou fã incondicional de Hulk e Falcão, o Porto, que é uma grande equipa, não terá poder económico para os segurar."
E continuou:
"Não é qualquer treinador que chega ao Dragão e mete quatro avançados. Fiz tudo o que podia mas falhámos um penalty. O árbitro disse que não tinha apitado e o meu jogador depois já não marcou da mesma forma. Fiquei feliz com o comportamento dos meus jogadores que fizeram tudo o que lhes pedi. O FC Porto não tem culpa de nada disto, é normal que os campeões não joguem tão bem de vez em quando. Para mim é a melhor equipa de Portugal e merece a vantagem que tem sobre as outras. Por isso ainda me deixa mais orgulhoso esta exibição contra os melhores."
Palavras de um campeão. Obrigado Manel.