Porque não contratar este craque para ladear com o Liedson?
http://www.youtube.com/watch?v=5K_F53MXVrc
Liedson, Derlei, Postiga, Djaló e... Marinho.
VA
segunda-feira, maio 25, 2009
domingo, maio 24, 2009
Continuidades
Terminou a I Liga.
Jesualdo continua. Bento continua. Quique e Jesus ... Machado continua. Carvalhal continua. Pacheco afunda-se, de novo. Cajuda continua. Sérgio continua. Costa promove. Fernandes rapa. Santa Clara derrapa. Tulipa paga a ousadia de empatar na casa-mãe, para além dos 4 pontos conquistados aos 6 milhões.
Mais um campeonato, sem deixar saudades face à fraca qualidade do futebol praticado.
Mais uma vez o F.C.Porto sagrou-se campeão nacional, o que começa a ser crónico. Com justiça, porque foi a equipa mais consistente. Segura nos momentos-chave da prova e nas poucas jornadas que vacilou, o que aconteceu nas últimas jornadas da 1ª volta, os adversários não aproveitaram. Como exemplo, direi que Cissokho jogava há pouco mais de um ano na 2ª divisão francesa, passou pelo Vitória de Setúbal, ingressou no F.C.Porto ao preço da chuva, e hoje tem cotação internacional. O mesmo posso afirmar de Fernando. Mesmo que se venham a confirmar as saídas de Bruno Alves e Lisandro, existem nos dragões jogadores que podem explodir, como Guarín, Tomás Costa ou Farías, já não falando que algum coelho poderá sair da cartola, desde que fale castelhano e valha umas valentes luvas.
O meu Sporting foi mais uma vez segundo classificado. Sem nunca ameaçar o campeão, apenas no último terço da prova suplantou o rival da 2ª circular, lançando mais alguns jovens na equipa, e confirmando outros. Na próxima época a história deverá repetir-se, um ou dois jogadores serão vendidos, outros promovidos, e o clube continuará a construir uma equipa de futuro, algo que vem fazendo há algumas décadas.
O Benfica agarrou ferozmente o 3º lugar. Voltou a prometer ser campeão no defeso, gastou mais em contratações do que os dois rivais juntos, ganhou até o título de campeão de inverno, a taça da cerveja envolta em polémica, para acabar no habitual lugar. Antes ainda de terminar a época já se fala que Jorge Jesus substituirá Quique Flores, já contratou 2 ou 3 jogadores para a próxima época, daqui até começar o campeonato serão certamente mais de uma dúzia, adiante se verá o resultado de mais uma fuga para a frente.
Tudo continuará no próximo ano, já que poucos ligarão ao troféu da próxima semana. O Porto ganhará a supertaça, o Sporting desfazer-se-á, com sucesso (espero), na pré-eliminatória da Champions e o Benfica a lutar, euforicamente, pelo torneio do Guadiana. Todos comecerão do zero, exceptuando a natural efusão de pré-época dos 6 milhões, mormente após a vitória contra o Dunquerque.
Ressalvo também para a próxima época em que um Espinho-Boavista farão as delícias dos adeptos de ambos os clubes. O Porto, cidade (fantástica alegoria Pinto!), após o tornado Linhares, sente agora, para os meus lados do Bessa, o tufão Loureiro.
Na próxima quarta-feira joga-se a final da Liga dos Campeões e, pelo segundo ano consecutivo, as duas melhores equipas da Europa disputam o caneco. Há anos que o Barça não jogava assim tão bem (para falar a verdade, há anos que uma equipa não praticava um futebol tão atraente). Nem quando foram campeões europeus em 2006 jogavam tanto assim. Guardiola deve ter uma poção qualquer, mas julgo que cairão aos pés do CR7.
Apreço final para a lucidez do Paulo Bento no Domingo Desportivo de hoje. Continua.
VA
Jesualdo continua. Bento continua. Quique e Jesus ... Machado continua. Carvalhal continua. Pacheco afunda-se, de novo. Cajuda continua. Sérgio continua. Costa promove. Fernandes rapa. Santa Clara derrapa. Tulipa paga a ousadia de empatar na casa-mãe, para além dos 4 pontos conquistados aos 6 milhões.
Mais um campeonato, sem deixar saudades face à fraca qualidade do futebol praticado.
Mais uma vez o F.C.Porto sagrou-se campeão nacional, o que começa a ser crónico. Com justiça, porque foi a equipa mais consistente. Segura nos momentos-chave da prova e nas poucas jornadas que vacilou, o que aconteceu nas últimas jornadas da 1ª volta, os adversários não aproveitaram. Como exemplo, direi que Cissokho jogava há pouco mais de um ano na 2ª divisão francesa, passou pelo Vitória de Setúbal, ingressou no F.C.Porto ao preço da chuva, e hoje tem cotação internacional. O mesmo posso afirmar de Fernando. Mesmo que se venham a confirmar as saídas de Bruno Alves e Lisandro, existem nos dragões jogadores que podem explodir, como Guarín, Tomás Costa ou Farías, já não falando que algum coelho poderá sair da cartola, desde que fale castelhano e valha umas valentes luvas.
O meu Sporting foi mais uma vez segundo classificado. Sem nunca ameaçar o campeão, apenas no último terço da prova suplantou o rival da 2ª circular, lançando mais alguns jovens na equipa, e confirmando outros. Na próxima época a história deverá repetir-se, um ou dois jogadores serão vendidos, outros promovidos, e o clube continuará a construir uma equipa de futuro, algo que vem fazendo há algumas décadas.
O Benfica agarrou ferozmente o 3º lugar. Voltou a prometer ser campeão no defeso, gastou mais em contratações do que os dois rivais juntos, ganhou até o título de campeão de inverno, a taça da cerveja envolta em polémica, para acabar no habitual lugar. Antes ainda de terminar a época já se fala que Jorge Jesus substituirá Quique Flores, já contratou 2 ou 3 jogadores para a próxima época, daqui até começar o campeonato serão certamente mais de uma dúzia, adiante se verá o resultado de mais uma fuga para a frente.
Tudo continuará no próximo ano, já que poucos ligarão ao troféu da próxima semana. O Porto ganhará a supertaça, o Sporting desfazer-se-á, com sucesso (espero), na pré-eliminatória da Champions e o Benfica a lutar, euforicamente, pelo torneio do Guadiana. Todos comecerão do zero, exceptuando a natural efusão de pré-época dos 6 milhões, mormente após a vitória contra o Dunquerque.
Ressalvo também para a próxima época em que um Espinho-Boavista farão as delícias dos adeptos de ambos os clubes. O Porto, cidade (fantástica alegoria Pinto!), após o tornado Linhares, sente agora, para os meus lados do Bessa, o tufão Loureiro.
Na próxima quarta-feira joga-se a final da Liga dos Campeões e, pelo segundo ano consecutivo, as duas melhores equipas da Europa disputam o caneco. Há anos que o Barça não jogava assim tão bem (para falar a verdade, há anos que uma equipa não praticava um futebol tão atraente). Nem quando foram campeões europeus em 2006 jogavam tanto assim. Guardiola deve ter uma poção qualquer, mas julgo que cairão aos pés do CR7.
Apreço final para a lucidez do Paulo Bento no Domingo Desportivo de hoje. Continua.
VA
quinta-feira, maio 21, 2009
Ode aos Avençados (II)
Esta aconteceu há cinco minutos atrás: estou a ver o 2º jogo da final do playoff de andebol pela Sporttv. Um jogador do Benfica recebe ordem de expulsão temporária e o FCP fica a jogar com mais um jogador. Comentário do comentador Sporttv:
«ESTAMOS EM SUPERIORIDADE NUMÉRICA!!!!!!!!!»
Palavras para quê? É um avençado português!
«ESTAMOS EM SUPERIORIDADE NUMÉRICA!!!!!!!!!»
Palavras para quê? É um avençado português!
Ode aos avençados

A prova de que a imprensa desportiva está cada vez mais avençada é irrefutável. Os jornalistas desportivos também precisam de comer e optam por nunca publicar nada que desagrade ao FCP. Mas se por outro lado, se se deparam com uma notícia que poderá afectar o Benfica, não se importam nada de rasgar o Código Deontológico e deturpar os seus contornos. Neste último caso, vejam o exemplo da SIC e do tratamento que mereceu Luis Filipe Vieira e a sua alegada protecção criminosa aos No Name.
Há dias, uma revista alemã entrevistou o ex-jogador portista Diego, nas vésperas do Werder Bremen disputar a final da Taça Uefa. Nessa entrevista, Diego arrasou o FCP e divulgou que houve alturas em que teve 3 meses de salários em atraso!!. 3 meses!!! Com excepção do Público (que lhe dedicou um espaço de 1cm2 na sua secção desportiva), a notícia foi convenientemente abafada pelos nossos jornais desportivos. Se fosse no SLB, até aberturas de Telejornal mereceria e ligações em directo à Casa do Benfica em Penamacor com comentários em estúdio de António Tadeia e de Rui Santos em que estes dissertariam com prazer orgasmático sobre os sinais da decadência do Benfica. Incompetência e salários em atraso no FCP? Sacrilégio!!, gritaram em uníssono as redacções dos jornais ligados à Cofina e Olivedesportos, antes de despirem as suas túnicas e de se auto-flagerarem com as 14322 sobras da Revista Dragões, amarradas em forma de espiral. Eis o excerto da notícia, exclusivo Donos da Bola:
« A revista alemã "11 Freunde" reservou uma das últimas capas para Diego, camisa branca e uma imensa aura dourada. [/]O “anjo” ainda é do Werder Bremen – e um pouco do futebol alemão que aprendeu a viver com o seu talento –, mas por pouco tempo. À confiança, e apesar de o brasileiro não disputar a final de Istambul devido a castigo, a Juventus já passou um cheque no valor de quase 25 milhões de euros, mais do quadruplo do que o FC Porto recebeu pela sua transferência em 2006.
Por falar nisso... o que é que falhou, Diego? “No FC Porto a incompetência prejudicou-me, na Alemanha encontrei o meu espaço[/]”, respondeu o brasileiro ao PÚBLICO, apontando imediatamente o dedo ao treinador Co Adriaanse (“não sabia aproveitar o meu potencial dentro do campo”) e também ao FC Porto (“não pagava o que devia”). “Cheguei a ter três meses de salários em atraso”, [/]completou o brasileiro, que chegou às Antas em 2004 com rótulo de Deco. Hoje lamenta essa “parceria”. “Foi uma sequência de erros graves. Todos podem ver o jogador que sou. Os últimos três anos aqui na Alemanha serviram para provar de quem era o problema. Era do FC Porto”.
Deu a volta por cima e vive “o melhor momento” da carreira. “O mais movimentado e mais intenso também”. Ajudou a carregar o Werder Bremen até Istambul (seis golos e duas assistências “e não posso jogar o melhor jogo...”), disputa a final da Taça da Alemanha frente ao Bayer Leverkusen no próximo dia 31 e prepara-se para aquilo a que chama “momento decisivo”, daqueles que “todos os jogadores gostariam de viver”. “O meu grande objectivo sempre passou por apostar no meu potencial. Devo muito ao Werder Bremen, que teve competência, coisa que o FC Porto não teve.
quarta-feira, maio 20, 2009
O verdadeiro artista
Anunciado em todas as capas de jornais como grande reforço da época do Benfica 2009-2010, Ramires, rotulado como o substituto do grego Katsouranis (que está, ao que tudo indica, de malas feitas para outras paragens), teve hoje uma declaração fantástica numa conferência de imprensa:
«Benfica ou CKSA? Para mim tanto faz!»
Ou seja, Benfica de Portugal ou CSKA da Rússia, frio ou quente, longe ou perto, português ou russo... Tanto faz, desde que chova (dinheiro, entenda-se).
Assim se anuncia mais um grande jogador, com espinha bífida, para o glorioso clube da Luz. São jogadores destes, íntegros e totalmente direccionados para os dólares, que interessam.
Será que alguém lhe perguntou se ele sabia o que era o Benfica? Pormenores...
«Benfica ou CKSA? Para mim tanto faz!»
Ou seja, Benfica de Portugal ou CSKA da Rússia, frio ou quente, longe ou perto, português ou russo... Tanto faz, desde que chova (dinheiro, entenda-se).
Assim se anuncia mais um grande jogador, com espinha bífida, para o glorioso clube da Luz. São jogadores destes, íntegros e totalmente direccionados para os dólares, que interessam.
Será que alguém lhe perguntou se ele sabia o que era o Benfica? Pormenores...
terça-feira, maio 19, 2009
"Operação Fair Play"
O Ministério Público acusou 38 pessoas no inquérito relativo ao grupo de apoiantes do Benfica designado por "No Name Boys", adiantou hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.
Crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, detenção de arma proibida, distribuição irregular de títulos de ingresso, incêndio, dano com violência, roubo qualificado, ofensa à integridade física e arremesso de objectos, entre outros, constam no processo.
O próprio presidente do clube, Luís Filipe Vieira, é visado, sendo afirmado que este apoia directamente esta claque ilegal. Os investigadores chegaram a essa conclusão através de entrevistas directas e escutas telefónicas. “Luís Filipe Vieira não só reúne com a claque para a apoiar, como deixa entrar as tochas nas bancadas do estádio da Luz e despediu o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos.”
A acusação indica que os “No Name Boys" têm quatro mil elementos, grande parte deles sócios há muitos anos, cada um com um número de votos superior ao normal. Votam sempre em bloco, são por isso um peso decisivo nas assembleias gerais do clube, daí o interesse do presidente benfiquista neste grupo de indivíduos.
O relatório afirma ainda que os “No Name Boys" nunca quiseram legalizar-se para não serem identificados. Ainda assim a direcção do Benfica dá-lhes bilhetes mais baratos e instalações.
Crimes de associação criminosa, tráfico de estupefacientes, detenção de arma proibida, distribuição irregular de títulos de ingresso, incêndio, dano com violência, roubo qualificado, ofensa à integridade física e arremesso de objectos, entre outros, constam no processo.
O próprio presidente do clube, Luís Filipe Vieira, é visado, sendo afirmado que este apoia directamente esta claque ilegal. Os investigadores chegaram a essa conclusão através de entrevistas directas e escutas telefónicas. “Luís Filipe Vieira não só reúne com a claque para a apoiar, como deixa entrar as tochas nas bancadas do estádio da Luz e despediu o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos.”
A acusação indica que os “No Name Boys" têm quatro mil elementos, grande parte deles sócios há muitos anos, cada um com um número de votos superior ao normal. Votam sempre em bloco, são por isso um peso decisivo nas assembleias gerais do clube, daí o interesse do presidente benfiquista neste grupo de indivíduos.
O relatório afirma ainda que os “No Name Boys" nunca quiseram legalizar-se para não serem identificados. Ainda assim a direcção do Benfica dá-lhes bilhetes mais baratos e instalações.
O Cúmulo da Estupidez...
Este senhor que segura, orgulhosamente, um cachecol com a frase "Anti-Tripeiros" é o presidente do SLB, clube que curiosamente (ainda) possui, também orgulhosamente, centenas de adeptos a Norte, inclusive na cidade do Porto (tripeiros de gema, portanto):

Das duas uma: ou isto é um convite aos adeptos benfiquistas da cidade do Porto e arredores (Reys, isto é para ti!) para se mudarem para a capital e aí formarem um verdadeiro gueto benfiquista (puro e sem misturas - lá para os lados da Amadora deve haver muito espaço para todos eles), ou então é uma séria ameaça para todos aqueles que habitam na cidade do Porto e assim, a estes, apenas resta mudarem de clube.
Para os que ainda não sabem, aqui fica uma pequena explicação histórica para este termo:
Tripeiro: habitante do Porto, Portugal; invoca o facto ocorrido durante as invasões Francesas, quando os habitantes da cidade do Porto terão deixado para as tropas lusas, que faziam a defesa da cidade, a carne, tendo ficado com as tripas dos animais para sua própria alimentação. Este nobre acto personifica, ainda hoje, a identidade aguerrida e disposta a grandes sacrifícios, da gente da sempre "mui nobre, leal e invicta" cidade do Porto.
Agora imaginem o Pinto da Costa com uma bandeira a dizer: "Lisboa a arder!"... até o Sócrates se levantava da cadeira. Será que o nosso Rui Rio vai ficar indignado com esta imagem?
Portugalidades...

Das duas uma: ou isto é um convite aos adeptos benfiquistas da cidade do Porto e arredores (Reys, isto é para ti!) para se mudarem para a capital e aí formarem um verdadeiro gueto benfiquista (puro e sem misturas - lá para os lados da Amadora deve haver muito espaço para todos eles), ou então é uma séria ameaça para todos aqueles que habitam na cidade do Porto e assim, a estes, apenas resta mudarem de clube.
Para os que ainda não sabem, aqui fica uma pequena explicação histórica para este termo:
Tripeiro: habitante do Porto, Portugal; invoca o facto ocorrido durante as invasões Francesas, quando os habitantes da cidade do Porto terão deixado para as tropas lusas, que faziam a defesa da cidade, a carne, tendo ficado com as tripas dos animais para sua própria alimentação. Este nobre acto personifica, ainda hoje, a identidade aguerrida e disposta a grandes sacrifícios, da gente da sempre "mui nobre, leal e invicta" cidade do Porto.
Agora imaginem o Pinto da Costa com uma bandeira a dizer: "Lisboa a arder!"... até o Sócrates se levantava da cadeira. Será que o nosso Rui Rio vai ficar indignado com esta imagem?
Portugalidades...
domingo, maio 17, 2009
Solilóquio Surreal
Estrela
Assistiram à efusão dos jogadores do Estrela após a confirmação da permanência? E à distribuição de águas no final do jogo e o despesismo que isso acarretou? Será que o presidente rejubilou? Como é que o Lázaro sobrevie, mesmo após o milagre de há 2000 asnos? A calvície do Vidigal é provocada ou a gaguez do Nélson foi curada pela falta de recebimentos? E de que concorrência desleal fala o Tulipa, no alto do seu último lugar? E já alguém viu um adepto tão fervoroso, made in Pego: http://www.youtube.com/watch?v=xxsOK3jr0ck? E que equipa, apesar da benesse do calcanhar do Vidigal em Alvalade, consegue superar as adversidades e ainda vencer uma dos jogos das meias-finais da Taça de Portugal? E o Setúbal sobreviverá?
Bravo Estrela.
Visconde
Bravo Estrela.
Visconde
Bailados
Num restaurante de Ponte da Barca, fui há duas semanas premiado com a entrada num deslumbrante bailado: 22 homens, a duas cores, dançaram harmoniosamente ao som de harpas driblantes: http://www.youtube.com/watch?v=6r4_2uMpzKI.
Duas orquestras à Freitas Lobo proporcionaram um dos mais belos espectáculos dos últimos anos, com contornos de tragégia, para um dos lados, e de épico para outro.
Por ignorância e fervor doentio, solicitei ao funcionário que interrompesse a peça, com a mudança para imagens funestas. O senhor anuiu. No Calhabé a dança era outra. Ao zero vislumbrado e ao título esfumado, acometeu-se-me um lúcido devaneio: pedi ao camarero para mudar para o bailado. Perdi três pliès, mas o show continuava. No final, voltei ao suplício coimbrão.
Felizmente, o bailinho da Choupna fez-me vislumbrar que o Nacional foi bom até à penúltima jornada.
Visconde
Duas orquestras à Freitas Lobo proporcionaram um dos mais belos espectáculos dos últimos anos, com contornos de tragégia, para um dos lados, e de épico para outro.
Por ignorância e fervor doentio, solicitei ao funcionário que interrompesse a peça, com a mudança para imagens funestas. O senhor anuiu. No Calhabé a dança era outra. Ao zero vislumbrado e ao título esfumado, acometeu-se-me um lúcido devaneio: pedi ao camarero para mudar para o bailado. Perdi três pliès, mas o show continuava. No final, voltei ao suplício coimbrão.
Felizmente, o bailinho da Choupna fez-me vislumbrar que o Nacional foi bom até à penúltima jornada.
Visconde
sábado, maio 16, 2009
TETRA
Uma vez mais comovo-me no final da época. "Mais do mesmo" dirão os meus amigos donos da bola. Um, vence outra aposta (que me ofereço para dividir Holmes) e é tetra-campeão; Outro é tetra vice-campeão; outro, tetraplegicamente, lamenta-se pelo não-assinalar do penalti na Choupana, justificando a tétrica luta pelo 5ª lugar destas últimas jornadas.
Jesualdo, surpreende, não pela qualidade da equipa, mas pelo bom futebol extra-Dragão e pela intermitência dos jogos intra-muros.
Após a mediocridade do último título ganho pelo Benfica, entrámos num novo ciclo dragoniano que agora termina com a conquista do 2ª tetra, culminando com mais um estádio de não-investimento dos púpilos do Visconde, ao invés dos desafiantes costumeiros.
Comove-me a inflexibilidade do Paulo Bento, assim como a capacidade técnica do mesmo que, com condições semelhantes às dos seus comparsas, teria 4 títulos no seu currículo.
Utopia, conjuntura, falta de estrutura ou jogo de cintura! Talvez. Mas é difícil assisitir ao desempenho das fornadas de Alcochete condicionadas pela inflexibilidade gestionária de querer gerar receitas quando a farinha ainda não fermentou. Um Nani decadente tornou-se um negócio efeverscente; um Veloso vaidoso tornou-se numa "barboseira" pasmaceira; um Djaló empolado tornou-se num negócio fracassado. Aniquile-se a seita de empresários e o pensamento de transferência assim que abre o mercado com as consequências trágico-desportivas advenientes. Matem o Bosman.
Mérito ao Jesulado que conseguiu, apesar dos diferendos hulkianos, colocar a frota hispano-americana a ganhar; Demérito ao Francisco Flores que conseguiu retirar as "ganas" aos garotos vaidosos, principescamente pagos pelo Arquiduque de Florença!
Acreditando na continuidade do Paulo Bento e na anarquia luso-americana do Dragão do próximo ano, independentemente da ida do J.J. para o Dolce Vita (não se vai queimar para o Seixal, a não ser que vá organizar a Festa do Avante), a próxima época será leonina. Assim a permissividade do 1ª terço do campeonato e a paralisia da arbitragem da Liga sejam ultrapassadas.
Esta leitura visa apenas uma interpretação: valorizar os tetra. O fim do ciclo Jesualdo tenderá para uma inversão de papeis. O bobo, o ónus do investimento, o eterno campeão antecipado prosseguira o seu caminho fracassado.
Visconde
Jesualdo, surpreende, não pela qualidade da equipa, mas pelo bom futebol extra-Dragão e pela intermitência dos jogos intra-muros.
Após a mediocridade do último título ganho pelo Benfica, entrámos num novo ciclo dragoniano que agora termina com a conquista do 2ª tetra, culminando com mais um estádio de não-investimento dos púpilos do Visconde, ao invés dos desafiantes costumeiros.
Comove-me a inflexibilidade do Paulo Bento, assim como a capacidade técnica do mesmo que, com condições semelhantes às dos seus comparsas, teria 4 títulos no seu currículo.
Utopia, conjuntura, falta de estrutura ou jogo de cintura! Talvez. Mas é difícil assisitir ao desempenho das fornadas de Alcochete condicionadas pela inflexibilidade gestionária de querer gerar receitas quando a farinha ainda não fermentou. Um Nani decadente tornou-se um negócio efeverscente; um Veloso vaidoso tornou-se numa "barboseira" pasmaceira; um Djaló empolado tornou-se num negócio fracassado. Aniquile-se a seita de empresários e o pensamento de transferência assim que abre o mercado com as consequências trágico-desportivas advenientes. Matem o Bosman.
Mérito ao Jesulado que conseguiu, apesar dos diferendos hulkianos, colocar a frota hispano-americana a ganhar; Demérito ao Francisco Flores que conseguiu retirar as "ganas" aos garotos vaidosos, principescamente pagos pelo Arquiduque de Florença!
Acreditando na continuidade do Paulo Bento e na anarquia luso-americana do Dragão do próximo ano, independentemente da ida do J.J. para o Dolce Vita (não se vai queimar para o Seixal, a não ser que vá organizar a Festa do Avante), a próxima época será leonina. Assim a permissividade do 1ª terço do campeonato e a paralisia da arbitragem da Liga sejam ultrapassadas.
Esta leitura visa apenas uma interpretação: valorizar os tetra. O fim do ciclo Jesualdo tenderá para uma inversão de papeis. O bobo, o ónus do investimento, o eterno campeão antecipado prosseguira o seu caminho fracassado.
Visconde
Bentanias
Não posso não assumir o repto do Pinto!
Revela o Holmes que existência uma tendência natural para lesar o seu clube. Maximizando o golo anulado contra a Académica e o grande penalidade sobre o Lisandro e minimizando os re resultados, falseados, contra o Braga (aguardamos por amanhã!), Estrela da Amadora, Sporting, Olhanense, que me recorde, tornou-se compreensível a pressão pela presença na Champions. Que pena de nada terem conseguido, apesar da entrada na Liga Europa ser um registo digno que um tetra 3º ou 4º classificado.
Julgo, contudo, que devemos fazer uma apreciação custo-benefício relativo à gestão dos planteis dos três grandes. Os faraónicos orçamentos, à nossa escala, de Porto e Benfica tenderiam para a selecção natural dos predestinados à Champions.
Louvo o trabalho do Paulo Bento que, apesar das inconstâncias comportamentais que afastam, por exemplo, o melhor guarda-redes a actuar em Espanha (salvo Casillas e Valdez?), que não se coíbe de se ser acutilante, sem apoio directivo, consegue pôr uma equipa de "cantera" a intrometer-se entre um dos opressores dos escalões de formação e outro dos fustigados da inenarrável Liga Intercalar. Para além da profusão sul-americana de um plantel em que apenas as tatuagens do Raúl Meireles revela o "amor de mãe" e o vigor do Candal e o castelhanismo exacerbado dos seixalitos, como se justifica que o passivo leonino continue a existir? Sem investimento em contratações, sem as benesses do Estado no pagamento de dívidas (MFL: Morre Ferreira Leite), sem operações coração ou processos judiciais despoletados depois da "prescrição natural", como é possível justificat o potencial integrador deste clube. Pese os danosos elementos (Djaló e Veloso), os comportamentos levianos (Moutinho e Vukcevic), as intermitências exibicionais e as goleadas devastadoras, é inequívoca a boa orientação estratégica de um clube que, nos últimos anos, só não ganhou o campeonato, dada a irregularidade latente de um clube em dificuldades e a fantástica recta final deste ano.
É recorrente jogar-se com seis a sete titulares oriundos da formação de Alcochete. Paralelisticamente falando, quem serão os clubes profissionais que conseguirão tamanho feito e que disputem ligas?
Como resposta a esta questão é, independentemente dos candidatos à SAD, um mundo inatingível e corrompível, para o futuro da missão do meu clube, de Paulo Bento considero a continuidade como estrutural.
Visconde de Alvalade
Revela o Holmes que existência uma tendência natural para lesar o seu clube. Maximizando o golo anulado contra a Académica e o grande penalidade sobre o Lisandro e minimizando os re resultados, falseados, contra o Braga (aguardamos por amanhã!), Estrela da Amadora, Sporting, Olhanense, que me recorde, tornou-se compreensível a pressão pela presença na Champions. Que pena de nada terem conseguido, apesar da entrada na Liga Europa ser um registo digno que um tetra 3º ou 4º classificado.
Julgo, contudo, que devemos fazer uma apreciação custo-benefício relativo à gestão dos planteis dos três grandes. Os faraónicos orçamentos, à nossa escala, de Porto e Benfica tenderiam para a selecção natural dos predestinados à Champions.
Louvo o trabalho do Paulo Bento que, apesar das inconstâncias comportamentais que afastam, por exemplo, o melhor guarda-redes a actuar em Espanha (salvo Casillas e Valdez?), que não se coíbe de se ser acutilante, sem apoio directivo, consegue pôr uma equipa de "cantera" a intrometer-se entre um dos opressores dos escalões de formação e outro dos fustigados da inenarrável Liga Intercalar. Para além da profusão sul-americana de um plantel em que apenas as tatuagens do Raúl Meireles revela o "amor de mãe" e o vigor do Candal e o castelhanismo exacerbado dos seixalitos, como se justifica que o passivo leonino continue a existir? Sem investimento em contratações, sem as benesses do Estado no pagamento de dívidas (MFL: Morre Ferreira Leite), sem operações coração ou processos judiciais despoletados depois da "prescrição natural", como é possível justificat o potencial integrador deste clube. Pese os danosos elementos (Djaló e Veloso), os comportamentos levianos (Moutinho e Vukcevic), as intermitências exibicionais e as goleadas devastadoras, é inequívoca a boa orientação estratégica de um clube que, nos últimos anos, só não ganhou o campeonato, dada a irregularidade latente de um clube em dificuldades e a fantástica recta final deste ano.
É recorrente jogar-se com seis a sete titulares oriundos da formação de Alcochete. Paralelisticamente falando, quem serão os clubes profissionais que conseguirão tamanho feito e que disputem ligas?
Como resposta a esta questão é, independentemente dos candidatos à SAD, um mundo inatingível e corrompível, para o futuro da missão do meu clube, de Paulo Bento considero a continuidade como estrutural.
Visconde de Alvalade
quarta-feira, maio 13, 2009
segunda-feira, maio 11, 2009
O verdadeiro apito final!
(imagem: SIC Online - Especial Tetra-Campeão)
No futebol jogado, no que realmente interessa, a bola na rede, não há ninguém melhor nos últimos quatro anos: o Tetra Campeonato assim o demonstra. Venha o Penta!
domingo, maio 10, 2009
Tecnologia 3G

Em Abril de 2003, assisti pela Sporttv àquela que foi a arbitragem mais escandalosa de um jogo da 1ª liga no século XXI (até ao momento). Foi um tal fartar-vilanagem que até uma das câmaras avençadas fez um close-up das bancadas e captou um espanhol de alcunha «El Solitário» a tirar notas num bloquinho como se estivesse numa acção de formação. O palco, como não podia deixar de ser, foi o Estádio do Dragão num jogo que opôs a equipa patrocinada pela Taberna do Infante frente ao Moreirense num encontro arbitrado por um jovem que fazia o seu tirocínio no 1º escalão: José Godinho. Este senhor permitiu tudo: perdoou dois penalties aos azuis, fez que não viu entradas assassinas dos defesas do FCP, anulou um golo limpo a Alex e para coroar uma arbitragem de alto gabarito, viu-se Vítor Baía a perder uma jogada fora da grande área e a placar, em jeito de tackle de rugby, um adversário que seguia isolado para a baliza, creio que Manoel. Resultado? O árbitro deixou seguir a jogada e os azuis venceram por 1-0. Manuel Machado, na altura treinador da equipa minhota, utilizou eufemismos para qualificar o alentejano. As suas palavras foram mais ou menos as seguintes: «Foi uma arbitragem à moda antiga, tão antiga que já cheirava a bolorenta». Pinto da Costa não se fez rogar e retirou imediatamente do Moreirense o único jogador que tinha sido emprestado pelos portistas: o paraguaio Quintana, de tão boa memória…Que audácia!!
Pensei eu que tal frete iria ser distintamente pago e que (anos depois de José Pratas) voltaríamos a ver um árbitro alentejano na lista de internacionais, tal a qualidade do desempenho. Para o meu espanto, alguém na Torre das Antas não fez bem o seu serviço e Godinho foi despromovido à 2ª categoria onde se arrastou durante mais algumas épocas a apitar derbies do quilate de um Cabeça Gorda- Desportivo de Beja ou de um Messinense- Quarteirense. Nunca mais ouvi falar deste senhor até… ontem. Rezam as crónicas que o encontro que abriu o Campeonato Nacional de Juniores A foi polémico qb, com o Sporting a ser continuamente espoliado. Mesmo no final do jogo, depois da assistência por lesão a um jogador leonino, o FCP prova que até nas camadas mais jovens inculca o sentimento de batota a qualquer preço. Devolver a posse de bola? Não!!! Isso é para maricas!! Vai daí, goolo. Quem era o árbitro? JOSÉ GODINHO!!
A expressão «fair play» não é conhecida na SAD das Antas. Primeiro porque os responsáveis da SAD não sabem falar inglês e o único que até arranha alguma coisinha (o sr. Teles) só sabe o suficiente para ensinar às suas «colaboradoras» frases como: «Please, mr. Referee, you must use condom» ou «You with the whistle, don’t cum in my mouth because my throat is killing me». Mas estamos a ser injustos, porque algumas altas figuras do FCP até têm noção de «fair play», pois pensam assim: «Sim, senhor, isto é que é fair-play porque a fruta que disponibilizo aos árbitros e presidentes dos clubes satélites é a mesma que eu consumo. Toma lá que é democrático!».
Assim, no rescaldo do «treta», vemos que, dos 3 grandes, o FCP é quem melhor interiorizou a evolução tecnológica no desporto. Enquanto Sporting e Benfica continuam na fase do «walkie-talkie», o FCP já aderiu ao 3G: Guímaros, Godinhos e Gamanços.
Pensei eu que tal frete iria ser distintamente pago e que (anos depois de José Pratas) voltaríamos a ver um árbitro alentejano na lista de internacionais, tal a qualidade do desempenho. Para o meu espanto, alguém na Torre das Antas não fez bem o seu serviço e Godinho foi despromovido à 2ª categoria onde se arrastou durante mais algumas épocas a apitar derbies do quilate de um Cabeça Gorda- Desportivo de Beja ou de um Messinense- Quarteirense. Nunca mais ouvi falar deste senhor até… ontem. Rezam as crónicas que o encontro que abriu o Campeonato Nacional de Juniores A foi polémico qb, com o Sporting a ser continuamente espoliado. Mesmo no final do jogo, depois da assistência por lesão a um jogador leonino, o FCP prova que até nas camadas mais jovens inculca o sentimento de batota a qualquer preço. Devolver a posse de bola? Não!!! Isso é para maricas!! Vai daí, goolo. Quem era o árbitro? JOSÉ GODINHO!!
A expressão «fair play» não é conhecida na SAD das Antas. Primeiro porque os responsáveis da SAD não sabem falar inglês e o único que até arranha alguma coisinha (o sr. Teles) só sabe o suficiente para ensinar às suas «colaboradoras» frases como: «Please, mr. Referee, you must use condom» ou «You with the whistle, don’t cum in my mouth because my throat is killing me». Mas estamos a ser injustos, porque algumas altas figuras do FCP até têm noção de «fair play», pois pensam assim: «Sim, senhor, isto é que é fair-play porque a fruta que disponibilizo aos árbitros e presidentes dos clubes satélites é a mesma que eu consumo. Toma lá que é democrático!».
Assim, no rescaldo do «treta», vemos que, dos 3 grandes, o FCP é quem melhor interiorizou a evolução tecnológica no desporto. Enquanto Sporting e Benfica continuam na fase do «walkie-talkie», o FCP já aderiu ao 3G: Guímaros, Godinhos e Gamanços.
terça-feira, maio 05, 2009
O jogo do título
Este fim-de-semana traz-nos mais um jogo memorável: o jogo do título.
Ano após ano o campeonato chega ao momento decisivo, em que uma equipa pode festejar, antecipadamente, o título de campeão nacional.
Curiosamente, ano após ano, este jogo do título não envolve os grandes em confronto directo, como é normal antecipar no início da época, reservando naturalmente para estes confrontos o momento decisivo da época.
Ano após ano, no entanto, o jogo do título tem apenas um "grande" envolvido: o Futebol Clube do Porto. Ano após ano, o jogo do título passa sempre pelo Dragão, como tinha passado, no passado, pelas Antas. Os últimos quatro anos têm sido assim e tudo indica que continuará a ser...
É caso para dizer que "grande" só há um. Os outros nem para projecto.
A história vai diluindo o peso das velhas figuras e do tempo antigo e agora, na actualidade, na modernidade, apenas um clube enverga o título de grande. Fá-lo todos os dias, em todos os treinos, em todos os jogos e em todas as competições, e no final é sempre o primeiro.
Mudam-se os treinadores, os jogadores, os árbitros, os sistemas, os dirigentes, mas o campeão é sempre o mesmo.
Este fim-de-semana faz-se novamente história e desenha-se, outra vez no horizonte, os contornos de um tetra campeonato.
Quando muitos nem sequer conseguem articular a palavra no singular ("campeonato") o Porto vai para a sua quarta conquista consecutiva, a pensar na final da Taça e no penta-campeonato. Revelador, só por si, da força deste clube.
Ano após ano o campeonato chega ao momento decisivo, em que uma equipa pode festejar, antecipadamente, o título de campeão nacional.
Curiosamente, ano após ano, este jogo do título não envolve os grandes em confronto directo, como é normal antecipar no início da época, reservando naturalmente para estes confrontos o momento decisivo da época.
Ano após ano, no entanto, o jogo do título tem apenas um "grande" envolvido: o Futebol Clube do Porto. Ano após ano, o jogo do título passa sempre pelo Dragão, como tinha passado, no passado, pelas Antas. Os últimos quatro anos têm sido assim e tudo indica que continuará a ser...
É caso para dizer que "grande" só há um. Os outros nem para projecto.
A história vai diluindo o peso das velhas figuras e do tempo antigo e agora, na actualidade, na modernidade, apenas um clube enverga o título de grande. Fá-lo todos os dias, em todos os treinos, em todos os jogos e em todas as competições, e no final é sempre o primeiro.
Mudam-se os treinadores, os jogadores, os árbitros, os sistemas, os dirigentes, mas o campeão é sempre o mesmo.
Este fim-de-semana faz-se novamente história e desenha-se, outra vez no horizonte, os contornos de um tetra campeonato.
Quando muitos nem sequer conseguem articular a palavra no singular ("campeonato") o Porto vai para a sua quarta conquista consecutiva, a pensar na final da Taça e no penta-campeonato. Revelador, só por si, da força deste clube.
domingo, maio 03, 2009
Manus Manum Lavat

Fim da 27ª jornada. Para quem tenha acordado agora de uma longa jornada criogénica (como o Fry da Futurama) e pense que estamos em 2003, em plena era pré-Apito Dourado, não se enganou por muito. Senão vejamos:
a) O 2º golo do FCP nasce de uma falta que não existe. Espero que a mesma matilha de jornalistas avençados que uivou à Lua após o Naval-Benfica, mantenha a sua coerência. Fruta da época: cereja.
b) Um dos lances mais anedóticos desta época deu-se quando o avançado do Marítimo é derrubado por duas vezes na sua grande área por Cissokho e o árbitro marca…marca…FALTA CONTRA O MARÌTIMO? Pede-se à equipa da Sporttv para cortar este lance do resumo que vai ser facultado à Eurosport, senão ainda veremos os nossos árbitros a ser requisitados para arbitrar o Campeonato da 2ª divisão em Futebol Feminino do Iraque (sem burka). Fruta da época: ameixa.
c) Carlos Carvalhal continua a ser um treinador fabricado pela imprensa e que pôs o Marítimo a jogar muito pior do que no tempo do Lori Sandri. Mas também, quem é que convenceu Carlos Pereira que um treinador «corrido» pela potência grega Asteras Tripolis (vencedor de 14 campeonatos nacionais de pelota basca e 10 taças da Grécia em boccia) serviria para treinar o Marítimo? Hoje viu-se: o melhor marcador do Marítimo no banco e para ilustrar ainda mais as capacidades técnicas deste «Mourinho em bruto», retirou Djalma quando estava a ser o melhor em campo. Fruta da época: pêssego.
d) Ontem, verificou-se que o Felipe Lopes só levanta a mão para chamar um táxi nos jogos contra o FCP. Quer dizer, houve um penalty a favor do Benfica, mas como a imprensa prefere «cascar» no Quique do que nos erros de arbitragem, continua o branqueamento. Fruta da época: alfarroba.
e) Como sempre, o Benfica não vence um jogo apitado por Jorge Sousa. Fruta da época: diospiro.
f) Para surpresa das surpresas, Pinto da Costa assistiu ao jogo ao lado de António Henriques, seu compadre e condenado com pena suspensa num caso de corrupção desportiva activa que envolveu Martins dos Santos. Manus manum lavat. Fruta da época: tomate-cereja. E de preferência nas fuças dos dois…
a) O 2º golo do FCP nasce de uma falta que não existe. Espero que a mesma matilha de jornalistas avençados que uivou à Lua após o Naval-Benfica, mantenha a sua coerência. Fruta da época: cereja.
b) Um dos lances mais anedóticos desta época deu-se quando o avançado do Marítimo é derrubado por duas vezes na sua grande área por Cissokho e o árbitro marca…marca…FALTA CONTRA O MARÌTIMO? Pede-se à equipa da Sporttv para cortar este lance do resumo que vai ser facultado à Eurosport, senão ainda veremos os nossos árbitros a ser requisitados para arbitrar o Campeonato da 2ª divisão em Futebol Feminino do Iraque (sem burka). Fruta da época: ameixa.
c) Carlos Carvalhal continua a ser um treinador fabricado pela imprensa e que pôs o Marítimo a jogar muito pior do que no tempo do Lori Sandri. Mas também, quem é que convenceu Carlos Pereira que um treinador «corrido» pela potência grega Asteras Tripolis (vencedor de 14 campeonatos nacionais de pelota basca e 10 taças da Grécia em boccia) serviria para treinar o Marítimo? Hoje viu-se: o melhor marcador do Marítimo no banco e para ilustrar ainda mais as capacidades técnicas deste «Mourinho em bruto», retirou Djalma quando estava a ser o melhor em campo. Fruta da época: pêssego.
d) Ontem, verificou-se que o Felipe Lopes só levanta a mão para chamar um táxi nos jogos contra o FCP. Quer dizer, houve um penalty a favor do Benfica, mas como a imprensa prefere «cascar» no Quique do que nos erros de arbitragem, continua o branqueamento. Fruta da época: alfarroba.
e) Como sempre, o Benfica não vence um jogo apitado por Jorge Sousa. Fruta da época: diospiro.
f) Para surpresa das surpresas, Pinto da Costa assistiu ao jogo ao lado de António Henriques, seu compadre e condenado com pena suspensa num caso de corrupção desportiva activa que envolveu Martins dos Santos. Manus manum lavat. Fruta da época: tomate-cereja. E de preferência nas fuças dos dois…
domingo, abril 26, 2009
Grampa's blowjob

Andava o velhote a fazer apelos emocionados para não deixarem o Setúbal descer à 2ª divisão pois isso acarretaria a morte de um histórico e todos os adeptos iam acreditando que o Vitória poderia fazer uma gracinha no Dragão. Mas eis que de repente o velhinho assalariado tirou a dentadura e vá de fazer um belo fellatio à entidade patronal que mora 350 km acima de Setúbal. Como? Tirando aos 58 minutos os dois melhores jogadores do Vitória (que só por coincidência macabra, têm ligação contratual ao FCP) e substituindo-os por dois famintos que só ingerem uma sandes de fiambre nos dias pares do mês e que só têm energia para se deitarem na caminha e enrolarem o cobertor.
Depois do acto, o velhinho justificou assim a sua postura: «Pensei que com as alterações pudessem travar essas subidas dos laterais do F.C. Porto e poderia dar hipótese a um jogador do centro para entrar mais pelo meio no apoio ao Carrijo. Aguentamos o que tínhamos de aguentar.» Ficamos sem saber se engoliu...
Já Bruno Gama mais sobriamente disse: « Não gostei porque não gosto de ser substituído. Depois disso até sofremos dois golos, mas pode ser coincidência. O treinador é que tem de explicar as opções que faz. De certa forma até compreendo o que ele fez. Voltar ao FCP é o meu objectivo...». Este engoliu, mas sob protesto...
Por muito menos Bonnie e Clyde foram metralhados. Bem, nos anos 30 não havia Grampa's Blowjobs...
sexta-feira, abril 24, 2009
segunda-feira, abril 20, 2009
Travessias III
O título deste post reporta-se ao hiato entre a última missiva do Visconde e a actual.
Não fazendo a elegia do apito dourado, não procuro justificar o regresso impulsionado nas cinco vitórias consecutivas, nem mesmo perante as escandalosas actuações perante o Bayern de Munique ou contra o Mafarrico Lucílio do Algarve. Não! Este retorno deve-se à acutilante alfinetada do Barão das Antas ou, actualmente, Dragão do Dolce Vita sobre a travessia de pensamento dos seus companheiros da blogolândia. O ultimato surtiu melhor do que a ilusão da ressurreição. Ei-los, agora, de regresso: um do marasmo exibicional e do fastio romanesco à la quique, outro pela dificuldade em construir documentos com consistência intelectual e de suporte heurístico face à exigência deste blog. Desculpe Barão.
Face às agruras e tempestades gestionárias da SAD leonina, pouco interessada na burlesca prole de Alves dos Reis que gere a liga, resta-me situar dois momentos relevantes da última semana: as jornadas da Champions e a do fim-de-semana.
Em primeira instância, vénias aos épicos 90 minutos do Chelsea-Liverpool a que, felizmente, o energúmeno de Nossa Senhora de Caravaggio não teve o prazer de assistir e o regresso do Olimpo da equipa dragoniana, após o menosprezo tácito e táctico da última semana aos ronalditos de Manchester, bem como o desendeusamento hulkiano;
Em segundo lugar, a árdua e amarelada tarefa de conquistar, em Guimarães, novamente contra todos, e o facilistismo exacerbado do servilismo coimbrão e a embolia sadina. Haja decoro!
Cartões cirúrgicos, golos anulados, penalties por assinalar, passadeiras estendidas no Senfim do Sado, factores tendentes a uma nova (3ª) jornada vitoriosa comum.
Nem os gurus da espiritualidade e da auto-ajuda conseguiriam, em 90 minutos, fazer renascer dois grupos de homens, um deles a definhar angustiosamente.
Faltando 5 jornadas e 15 pontos deixo uma pergunta à Rui Santos:
Conseguirão os senhores da Rua da Constituição colocar os pacóvio vieirinos no sorteio da Champions, dada a intenção sobejamente tentada de proporcionar a entrada directa do Sporting na Liga Europa, e perante a evidente entrega do tetra aos senhores dos feudos de Olhão e de Coimbra?
Não fazendo a elegia do apito dourado, não procuro justificar o regresso impulsionado nas cinco vitórias consecutivas, nem mesmo perante as escandalosas actuações perante o Bayern de Munique ou contra o Mafarrico Lucílio do Algarve. Não! Este retorno deve-se à acutilante alfinetada do Barão das Antas ou, actualmente, Dragão do Dolce Vita sobre a travessia de pensamento dos seus companheiros da blogolândia. O ultimato surtiu melhor do que a ilusão da ressurreição. Ei-los, agora, de regresso: um do marasmo exibicional e do fastio romanesco à la quique, outro pela dificuldade em construir documentos com consistência intelectual e de suporte heurístico face à exigência deste blog. Desculpe Barão.
Face às agruras e tempestades gestionárias da SAD leonina, pouco interessada na burlesca prole de Alves dos Reis que gere a liga, resta-me situar dois momentos relevantes da última semana: as jornadas da Champions e a do fim-de-semana.
Em primeira instância, vénias aos épicos 90 minutos do Chelsea-Liverpool a que, felizmente, o energúmeno de Nossa Senhora de Caravaggio não teve o prazer de assistir e o regresso do Olimpo da equipa dragoniana, após o menosprezo tácito e táctico da última semana aos ronalditos de Manchester, bem como o desendeusamento hulkiano;
Em segundo lugar, a árdua e amarelada tarefa de conquistar, em Guimarães, novamente contra todos, e o facilistismo exacerbado do servilismo coimbrão e a embolia sadina. Haja decoro!
Cartões cirúrgicos, golos anulados, penalties por assinalar, passadeiras estendidas no Senfim do Sado, factores tendentes a uma nova (3ª) jornada vitoriosa comum.
Nem os gurus da espiritualidade e da auto-ajuda conseguiriam, em 90 minutos, fazer renascer dois grupos de homens, um deles a definhar angustiosamente.
Faltando 5 jornadas e 15 pontos deixo uma pergunta à Rui Santos:
Conseguirão os senhores da Rua da Constituição colocar os pacóvio vieirinos no sorteio da Champions, dada a intenção sobejamente tentada de proporcionar a entrada directa do Sporting na Liga Europa, e perante a evidente entrega do tetra aos senhores dos feudos de Olhão e de Coimbra?
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