| A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou hoje que está a investigar a venda de 37 por cento do capital da Estoril-Praia SAD, por José Veiga, actual director-geral do Benfica, a duas empresas britânicas desconhecidas. Em comunicado, a CMVM considera que a venda a duas dessas sociedades não obedeceu a critérios legais, pelo que declarou a falta de transparência dessas participações. Em causa está a venda de 19 por cento da Estoril-Praia SAD à Mexes Marketing Limited e de 18 por cento à KCK Developments Limited. Falta saber se o jogo no algarve fazia parte do pacote...
Começo a achar que é sina. Ainda há pouco escrevia neste blog sobre o síndrome dos jogadores "quase-contratados" do Benfica, usando Maxi Lopez como exemplo. Também nessa altura já se vendiam camisolas do clube da águia com o nome "Maxi" inscrito e faziam-se apostas sobre quem seria o melhor marcador da equipa: Maxi ou Robinho. Como é sabido, Maxi foi para o Barcelona e Robinho, esse, há-de ir, não se sabe bem para onde. Como ainda não foi, surpreende-me que não se tenha falado ainda (novamente) do seu possível ingresso no Benfica... não era este que também era benfiquista desde pequenino? Ou era o Maxi? Ou o Tomasson? Tomasson vinha para o Benfica a custo zero (emprestado pelo Milan, que tem excedentes de avançados) e o seu ordenado (2 milhões de euros/ano) seria pago a meias entre os dois clubes. Ora, como se torna evidente, o Milan só embarcaria num negócio deste tipo se mais ninguém estivesse disposto a comprar o dinamarquês, e livrar o clube italiano de qualquer encargo financeiro com um jogador que não tem lugar na equipa, podendo ainda render alguns milhares de euros. E é aqui que entra o Estugarda, treinado a partir de casa pelo Trapattoni (foi a condição para ele aceitar treinar o clube). Acenou com alguns euros e comprou o passe do jogador (assinou por 4 anos), aliviando o Milan desse peso-morto e deixando o Benfica no meio da ponte. O que é engraçado nisto tudo é que Tomasson seria apresentado no Domingo, no jogo contra o Chelsea, pois a sua contratação estava dada como certa pelos dirigentes e pelos jornais. Como se viu, nestas coisas do futebol, não é muito aconselhável lançar foguetes antes do tempo, porque depois pode não haver festa. Olhando para o actual plantel do Benfica, especialmente para este último jogo contra o Chelsea, é previsível que seja contratado um novo avançado, espero é que não façam muito barulho e que se certifiquem que ele quer mesmo vir, para evitar futuras desilusões. Tomasson justificou a sua "não-decisão" assim: "falou-se demais nos jornais". Para quem não compreende a linguagem do futebol, isto significa que se falou de mais nos jornais, e de menos na mesa das negociações. Para bom entendedor...
Nos últimos tempos tenho sido abordado por várias pessoas na rua que me perguntam as horas e que, na conversa que então se desenvolve, começam a falar sobre o blog Donosdabola - é verdade, ainda há quem se dê ao trabalho de ler os artigos! Este país está mesmo perdido. Também é verdade que a maior parte destas pessoas (quase duas unidades), são professores colocados em regime de substituição, logo com muito tempo livre e pouca imaginação para fazer outras coisa mais úteis. MAs são os nossos leitores, temos que os tratar bem. Ora, qual não é a minha surpresa ao ver que essas pessoas não comentam os artigos, não se fazem ouvir, porque, vá-se lá perceber isto, "têm que estar registadas". Como isto é um local de reflexão democrático, a partir deste momento não é necessário estar registado no Blogspot para comentar os posts deste blog, mas, e fica aqui o aviso, todos aqueles posts que não se inserirem no "core-business" deste site, serão democraticamente enviados para o Departamento de Pagamentos a Credores da nossa empresa de advogados Vale e Azevedo S. A., ou seja, serão apagados. Devo dizer que a opção de ter apenas comentários de utilizadores registados na blogosfera foi uma opção pela defesa da responsabilidade intelectual de cada um, pois andamos todos fartos de ouvir "berlaitadas", todos os dias na televisão e nos jornais, proferidas por seres energúmenos que não assumem as suas posições. Assim, convido toda a gente a comentarem os artigos livremente e, se tiverem coragem, a assinar os seus comentários (se quiserem utilizem nicks, quem não tiver que vá até à drogaria mais próxima e compre meia dúzia, dá sempre jeito para estas coisas da net - nos hipermercados estão ao lado dos pensos higiénicos, juntamente com as velas aromáticas, mesmo antes dos encerados e reparadores de madeira). Obrigado, A redacção do Donosdabola Nota: aqueles que ainda não perceberam qual é o "core-busines" deste blog leiam o título do mesmo!
As mais recentes declarações de Luís Filipe Vieira, proferidas em directo na SIC, causaram uma onda de reacções em todo o país. Segundo LFV, Dias Ferreira, advogado de Miguel no caso que opõem o jogador ao Benfica, e citando o presidente do clube da águia, "tirou o mesmo curso que Vale e Azevedo". Ora, na tentativa de comprovar esta bombástica afirmação, o Donosdabola investigou o percurso escolar destas duas grandes figuras do futebol nacional, e chegou, de facto a um ponto de contacto: a Escola Primária de Nogueira de Azeitão, uma pequena localidade escondida na Serra da Arrábida. Conseguimos chegar à fala com a D. Gertrudes Malfeitor, professora primária em destacamento há 45 anos na serra, e tentamos confirmar se de facto Vale e Azevedo e Dias Ferreira tinham sido colegas de curso. Aqui fica a transcrição dessa conversa: Donosdabola: Boa tarde, D. Gertrudes? D. Gertrudes Malfeitor: Estou sim? Quem fala? Estou a ouvir mal! Vou molhar o poste. Ddb: D. Gertrudes, pode nos confirmar se foi professora de Vale e Azevedo e Dias Ferreira? D. GM: De quem? Maldito telefone. Vale e Azevedo? Esse menino é um monstro! Anda sempre a roubar cerejas ao meu avô. Nunca faz os trabalhos de casa e quando faz são copiados de alguém. O que é que ele fez agora? Ddb: Não, não fez nada, apenas queríamos saber se foi colega de carteira de Dias Ferreira? Conheceu os dois? D. GM: Dias quê? Ferreira? O filho do Arlindo, neto do Quim das Roscas? Esse quer ser advogado, mas eu sempre lhe digo para ele se dedicar à agricultura, como o avô. Ele tem muito jeito para semear batata. Ddb: Então confirma que Vale e Azevedo e Dias Ferreira foram colegas de curso? D. GM: Sabe, um dia estava eu a lavar uma roupinha e vi os dois a roubar gasolina do tractor do presidente da junta. Corri atrás deles com uma saxola mas já nessa altura as minhas pernas não ajudavam. Ddb: Muito obrigado, D. Gertrudes Malfeitor, foi uma ajuda preciosa, obrigado. Este exclusivo do Donosdabola veio comprovar as afirmações de Luís Filipe Vieira: Vale e Azevedo e Dias Ferreira foram colegas e já em pequeno mostravam queda para os negócios menos claros. Nota: devido ao teor altamente explosivo do testemunho da D. Gertrudes Malfeitor, fomos contactados pela Polícia Judiciária que nos obrigou a classificar este assunto como confidencial. Como tal, e ao abrigo da lei da liberdade de imprensa, daqui para a frente a identidade da nossa fonte será ocultada, passando a ser referenciada apenas como DGM. Quando ela entender, ou quando morrer, poderemos então divulgar a sua verdadeira identidade. Fica aqui o nosso muito obrigado. É com estas pessoas que se constroi um jornalismo sério. A redacção do Donosdabola.
 Ficaram célebres as declarações de Trapattoni no fim da época: "Tenho saudades de casa e dos netos", "Quero regressar ao meu país", "Estou há muito tempo fora de casa", "A minha mulher exige o meu regresso", "Prefiro treinar um clube da 2ª divisão Italiana do que ficar no Benfica", entre muitas outras. Ora, para meu espanto, o mesmo Trapttoni foi anunciado hoje como o novo treinador do Estugarda, que como toda a gente sabe é um clube alemão, o que só vem comprovar a coerência deste senhor e na forte razão que o levou a deixar o Benfica: as saudades de casa (ndr: passo a usar ironia daqui para a frente). Como sabemos, Estugarda é pertinho de Itália, mas mesmo que fosse o Bahrein ou as Filipinas, tudo servia para sair do Benfica. Este grande nome do futebol mundial marcou uma era no clube da Luz, mas passou de fininho, sem convicção e mortinho por de lá sair. Tenho bem presente na memória o célebre jogo com o Sporting, quando nos derradeiros minutos de jogo, com as duas equipas empatadas a zero (antes do "fabuloso golo de Luisão com o ombro" e que Ricardo tanto aplaudiu ndr: veio-se a descobrir depois que afinal não aplaudiu, apenas pedia penalti, pois Luisão chamou-lhe frangueiro antes dele tocar na bola), e onde Trapattoni, encostado ao banco de suplentes, parecia rezar para que o jogo acabasse rápido, ignorando os apelos do público (e de Álvaro Magalhães, figura garbosa do nosso imaginário colectivo), que desesperavam por mudanças (Mantorras já tinha conseguido apertar os cordões no banco, sem a ajuda de ninguém). Mas quis o destino (e o Ricardo) que o Benfica ganhasse esse jogo e Trapattoni, fiel aos seus princípios, apelando à boa alma benfiquista, foi para casa... (ou para bem longe dali, que é mais o caso, como hoje se pode comprovar). Obrigado Trapa, por mais esta grande lição de humanidade e de fidelidade ao clube. Também o espanhol, quando chegou ao Real Madrid, disse cobras e lagartos do que tinha visto, mas até esse, Camacho, voltou a ser falado este ano para substituir Trapattoni. Quem sabe se em 2007, ano em que acaba o contrato de Trapa com o Estugarda, ele não regressa, qual D. Sebastião, e juntamente com o valente D. Álvaro Magalhães (repescado de um clube da 3ª Divisão distrital, onde trabalhava como porteiro) devolvem toda a glória ao clube da águia (entretanto perdida... a glória, não a águia, que por acaso também se chama glória)... mas só por um ano, que depois há que fugir a sete pés, para outro clube qualquer.
 Ambiente de cortar à faca ontem em Vila Meã no decorrer da Assembleia Geral da Confederação de Actores Porno de Acção Retardada (C.A.P.A.R.). A indústria porno não vê sinais de retoma e a crise orçamental chegou mesmo às filmagens, obrigando a cortes financeiros de monta. A recém-eleita Mesa da Direcção da CAPAR composta por José Reys, Hugo José e José « Mini-Knockwurst» Barroco (na foto) confessou a sua impotência para lidar com os problemas financeiros que assolam a indústria pornográfica. Hugo José referiu que na fase de produção do seu recente « No Cu...e na Lateral» tiveram recorrer à imaginação para filmar as cenas de sexo anal. Segundo o vice-presidente da CAPAR, « a restrição orçamental obrigou-nos a recorrer à margarina Planta para substituir a vaselina, o que causou queimaduras em segundo grau no recto da actriz e um enjoativo cheiro a courato velho frito nos sets da filmagem». O Presidente José Reys, em fase de promoção de « O Chupeta», confessou que « numa exigente cena com três actrizes negras foi obrigado a substituir o tradicional orgasmo na cara das actrizes, correndo imediatamente para o bidé, visto o orçamento do filme não contemplar dinheiro para toalhas de rosto». O secretário da CAPAR José Barroco, recém-chegado de Espanha, onde protagonizou a produção « Marsapo Adentro» que versava as temáticas da eutanásia após uma orgia gay, referiu que « mesmo no país irmão, as limitações financeiras são gritantes, tendo chegado a filmar cenas sem qualquer mobiliário», considerando também « que foi extremamente desconfortável ter sido sodomizado no chão com os joelhos em hipotermia devido às lajes frias». Afigura-se um segundo semestre de 2005 extremamente difícil, obrigando os actores a fazer alguns cortes.
 Relembro com inusitado prazer a euforia dos adeptos sportinguistas no início da época 2003-2004 quando o propalado «melhor guarda-redes português» havia acabado de assinar um contrato de 4 épocas de leão ao peito. Entre as frases de euforia, recordo esta que havia de tornar-se profética: « Este guarda-redes é daqueles que garante um título». E valeu... o do iminente título do Benfica. Ricardo é um guarda-redes de calibre razoável, com a grande limitação de sair mal aos cruzamentos, lacuna que o impede de alcançar voos mais altos. Nesse aspecto, Ricardo é muito similar a Neno, um guarda-redes que alternava o bom com o péssimo, demonstrando grande inconsistência nos momentos decisivos. Graças ao resultado do jogo de ontem, o Benfica tem 75% de hipóteses de cheirar as rosas do Éden, privilégio que lhe vem fugido há onze épocas consecutivas. Como adversário tem agora o FCP, retirado da agonia devido a dois factores: um golo de Macaco Carthy precedido de domínio do esférico com o braço (se bem que temos de dar o benefício da dúvida ao árbitro, visto que em relação aos símios é muito difícil distinguirmos quais são os membros superiores e os inferiores). O segundo factor foi a inexplicável letargia do Rio Ave que, apesar de jogar em casa, entregou o comando de jogo aos Dragões, numa interessante táctica completamente diferente daquela que Carlos Brito utilizou frente ao Benfica, jogo em que os vilacondenses pareciam o Speedy Gonzalez, dada a raça que colocaram na disputa de cada lance. Curiosamente, nas cinco jornadas posteriores, não marcaram mais nenhum golo. Vá-se lá saber porquê, não é, Petit? Fazendo um pouco de futurologia, aposto os meus pêlos púbicos em como todos os meses de salários em atraso do plantel do Bessa serão subitamente colocados em dia, graças a factores motivacionai$$$$ provindos da Torre das Antas.
 A todos os indefectíveis fãs deste blog o meu mais sincero pedido de desculpas, mas por motivos de origem hospitalar, vi-me impossibilitado de contribuir para este blog nos últimos dias. Tudo começou com uma visita minha à Taberna do Infante no passado dia 17 de Abril onde, para meu grande espando, os Superdragões estavam a oferecer um jantar de aniversário à sua mascote, o nosso bem conhecido Animal. Aproveitando um momento de distracção dos sicilianos, pedi ao meu repórter fotográfico para eternizar para a posterioridade o abraço entre uma das mentes satíricas mais privilegiadas do século XXI (o gajo de pólo azul às riscas) e um dos mentecaptos desdentados mais célebres do bairro da Triana (o bonitão com o Pólo vermelho da Lacoste). Infelizmente, fomos surpreendidos pelo Guarda Abel que se preparava para distribuir uma dose de rebuçadinhos e de fruta para dormir para uns senhores que tinham as insígnias da FIFA que estavam sentados numa mesa discreta. Apesar de duas costelas partidas e de algumas escoriações no prepúcio, não nos arrependemos da homenagem que prestámos e que agora reiterámos: Parabéns, Animal!!
Esta semana ficou marcada por um acontecimento bizarro mas muito comum no nosso futebol. É comum dizer-se que há jogadores que não sentem a camisola ou que há árbitros que não conseguem esconder o seu clubismo (quanto mais não seja o seu amor ao verde dólar), mas não é muito frequente ver um árbitro equipado a rigor, com as cores do clube que vai arbitrar. Foi o que aconteceu este fim-de-semana, com o árbitro Hélio "Eusébio" Santos, no jogo Estoril - Benfica, realizado no estádio do Algarve. 1. É verdade que aquilo mais parecia a apresentação do Benfica aos sócios, como tão eloquentemente disse o Litos, treinador do Estoril, no fim do jogo. 2. É verdade que o resultado era o menos importante, desde que o Benfica ganhasse. 3. É verdade que não interessava quantos jogadores o Estoril tinha em campo (acabou com 9), desde que o Benfica ganhasse. 4. É verdade que o Mantorras fez uma dança primitiva no relvado e que marcou o golo da vitória com o pé que tinha mais à mão. 5. É verdade que a 1ª página da Bola do dia seguinte era: "Foi Deus", mas niguém percebeu se as expulsões tinham sido divinas ou obra do demónio. 6. É verdade que o sr. árbitro devolveu as chuteiras (depois de lavadas), mas o relógiozinho de ouro e os bilhetes de avião, esses ninguém sabe deles. 7. É verdade que anda meio país a viver uma ilusão, e que até já vale bater nos mais pequenos e atirá-los para a 2ª divisão. 8. É verdade que a equipa técnica do Estoril é do Sporting, mas não era preciso expulsar o adjunto e insultar o banco durante o jogo todo. 9. É verdade que só lá estavam 50 adeptos do Estoril (que jogava em "casa") para 29.950 do Benfica. 10. É verdade que a receita desse jogo foi superior a toda a receita da época para o Estoril, não esperem é que mesmo assim eles fiquem calados. 11. É verdade que o Benfica ganhou, mas o homem das botas vermelhas fartou-se de ajudar. 12. É verdade que os jogadores do Benfica fartaram-se de cantar de galo no fim do jogo, mas quem jogou, foi humilde e mereceu a vitória foram os profissionais do Estoril...
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