sábado, setembro 10, 2005
Este homem é um visionário...
Pacheco foi ainda mais longe (mais fundo?) e completou o seu raciocínio: «Quando não se ganha pode haver descontentamento, mas neste momento ainda só estamos a nove pontos do primeiro lugar e a um do Benfica.»
E é bem verdade, o Vitória de Pacheco está só a um ponto do Benfica (que por acaso só tem um ponto no campeonato).
Pacheco desbravou, mais uma vez, terreno na aldeia global que é o nosso futebol. Não é bem a escola do Mourinho, mas é quase de certeza a escola do Manuel José ou do Toni... e claro, a do Octávio.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Os Diários de Co

O que a maioria do grande público desconhece é que «O Diário de Co» foi sujeito a aturada censura que estraçalhou de forma impiedosa algumas das passagens escritas pelo técnico holandês, nomeadamente aqueles que continham críticas directas ou indirectas à estrutura orgânica do clube. Felizmente, Os Donos da Bola, em exclusivo mundial, conseguiu aceder a esses trechos censurados, os quais reproduzimos aqui na íntegra:
29 de Maio de 2005- «Finalmente consegui superar um imbróglio jurídico que me impedia de assinar o contrato de trabalho com o FCP. Os advogados do clube queriam que eu assinasse uma declaração em que autorizava que a direcção da SAD me pudesse demitir ao fim de trinta dias de trabalho caso os resultados não fossem do seu agrado. Recusei liminarmente e passei duas horas a fazer pesquisa na Internet. Pensava eu que, assim como existe um clube na Tailândia chamado Juventus e um Benfica de Huambo em Angola, poderia haver outro clube com a designação de Futebol Clube do Porto no Burkina-Faso ou no Laos, pois a proposta que me fizerem é digna de um clube de Terceiro Mundo.»
1 de Junho de 2005- «Chego ao aeroporto de Pedras Rubras, onde os funcionários do FCP me conduzem até às instalações do clube. Fico maravilhado com o Estádio, mas não deixo de conter os espirros devido àarquitectura estrutural do Estádio do Dragão que é propícia às correntes de ar. Ainda com o muco nasal a escorrer-me pela cara que sou conduzido à presença do Presidente Pinto da Costa que reconheço imediatamente das suas fotografias do site da FBI's Most Wanted. O Presidente cumprimenta-me com educação e abre-me as portas do seu gabinete onde estavam lá mais quatro pessoas cujas feições me fizeram tremer de pavor e confesso que a minha face não conseguiu deixar de esconder a repugnância por essas figuras, uma feminina e três masculinas. A mulher tinha cara de «escort-girl» e os homens assemelhavam-se: um a um proxeneta, outro a um alcoólico e finalmente o mais jovem a um toxicodependente. Assustado, pedi a intervenção de um tradutor que me acalmou e me apresentou às personalidades, respectivamente Carolina Salgado, Reinaldo Teles, Guarda Abel e Fernando Madureira. O mesmo tradutor referiu-me que são figuras com enorme peso institucional no clube e que tinham feito questão em receber-me.»
2 de Junho de 2005- «Insisti em apresentar-me ao plantel nos balneários. Esta é uma velha premissa minha, gosto de manter uma relação cordial e dialogante com os meus jogadores. Reuni-me com os meus adjuntos e depois de ter colocado o Rui Barros ao meu colo e de lhe ter dado um pouco de algodão doce, descemos as escadas em direcção ao balneário. Aí, deparei-me com a maior confusão que já presenciei em 16 anos de treinador: os 276 jogadores brasileiros estavam a dançar ao som de uma música de Ivete Sangalo e o Ricardo Quaresma tinha uma pequena banca em madeira onde estava a vender corsários, t-shirts e camisas de dormir. Para cúmulo e minha estupefacção, o Vítor Baía e o César Peixoto envergavam vestidos de noite com lantejoulas. Inquiri-os sobre o motivo de tão estranha indumentária num recinto desportivo ao que os dois jogadores responderam que estavam apenas a experimentar a qualidade das roupas que iriam ofertar como presente às namoradas respectivas, uma tal de Merche Romero (pelo nome depreendo que será taróloga) e uma Isabel Figueira. Perante tal manifestação de indisciplina, não consegui conter a minha ira e as minhas primeiras palavras ao plantel do FCP tiveram como tema a disciplina, para mim a principal premissa para tornar campeões um grupo de jogadores medianos. Como me informaram que em Portugal é moda os treinadores falarem de si na terceira pessoa, terminei o meu discurso com uma frase que sintetiza todo o meu pensamento e a importância da disciplina e temperança: «Tenham cuidado com o olho de Co». Imediatamente todos colocaram as mãos atrás das nádegas ao mesmo tempo que olhavam para Vítor Baia e Peixoto. Imediatamente Pedro Emanuel tomou a palavra: «Sim, mister, já sabíamos, o Fernandez já nos tinha avisado».
25 de Julho de 2005- Decorre com normalidade o nosso estágio. Mas a todas as horas me questiono: «Meu Deus, como é possível haver tantos jogadores sofríveis neste plantel? Quanto o Sokota chuta numa bola, a única rede em que consegue acertar é na rede emitida pela antena de telecomunicações que está montada no telhado do nosso hotel, a 13 metros de altura. Então e o Capitão? Verifico com rigor que já não estã dentro dos padrões de qualidade exigíveis a um central. Para o testar, mandei o Jorge para o fundo do campo tentar cortar uma bola a um adversário que dele se aproximava em velocidade. Para essa função, escolhi o meu adjunto Wil Coort, que para além de ter 73 anos e duas hérnias discais, possui na perna direita uma prótese em liga de carbono que lhe tolhe os movimentos. Não é que o Coort conseguiu passar pelo Jorge Costa em velocidade e que este se viu obrigado a recorrer à falta, aplicando-lhe uma violenta cotovelada na face e uma biqueirada na virilha? O facto positivo desta situação é que acabou indirectamente por fazer do Coort um poliglota pois ele agora com 5 dentes partidos, sempre que tenta falar comigo em Holandês, acaba sempre por sair algo em Galego e com muitos X's. O Tomo e o Jorge terão de ir para a lista de dispensas.»
(Continua na próxima edição)
Gil Vicente

O consagrado dramaturgo, autor de obras como "O Auto da Barca do Inferno" ou "Quem tem farelos?", dificilmente se lembraria de um argumento tão picante e corrosivo como o que resultou do embate entre Benfica e o seu clube homónimo de Barcelos. De facto, o Gil Vicente (clube) foi à Luz humilhar o campeão nacional (não sei se já foi promulgado o decreto, com estas exibições ainda é pedida impugnação), por duas bolas a zero.
Quem viu o jogo não ficou minimamente surpreendido (o Benfica nada fez para evitar este desfecho) e o Gil até podia ter feito mais estragos (o Ronald Koeman segurou-se mais uns dias, mas vem aí o Sporting...).
É já um dos piores começos de sempre do clube da Luz (2 jogos, 1 ponto e zero golos, o chamado 2-1-0, como diria o Gabriel Alves), mas, tenho um pressentimento, com tendência para piorar, e o recorde do pior arranque está mesmo ali ao lado (do outro lado da 2ª circular, mais precisamente).
A jornada que aí se aproxima tem tudo para se tornar uma verdadeira tragédia grega, com um Sporting - Benfica ao rubro e o nervoso miudinho a brotar das declarações dos dirigentes. A velha táctica do terrorismo verbal quando as coisas não estão bem no nosso quintal continua a dar cartas.
sexta-feira, agosto 19, 2005
A declaração de Miguel
segunda-feira, agosto 08, 2005
Custou mas foi...
sábado, agosto 06, 2005
Testemunha do Éden
Nesse dia, Cristo desceu ao Bessa e eu fui testemunha privilegiada: Fila N, Lugar 57. E com orgulho, repito diariamente, desde o dealbar dos primeiros raios de Sol, esta máxima universal: SOMOS CAMPEÕES!!
Comunicado dos Superdragões

«O Gang/Direcção dos Superdragões reunidos em seção, hãã, digo sessão bastante ordinária, resolveu repudiar algumas calúnias lanssadas, hãã, digo lançadas a público nas últimas semanas, que mancharam o nosso mau nome na praça:
1- Desmentimos termos sido os autores materiais do rapto de um dos mentores do blog«Os Donos da Bola». Confirmámos que, logo após o fim do jogo Boavista-(bleargh)Benfica, um grupo dos nossos aficionados abordou o sr. John Holmes Reis e fez-lhe ver de forma educada e construtiva a nossa discordância com o espírito de alguns dos artigos que atingiam a honra do FCP, instituição que nos sustenta e branqueia. Depois de termos feito uma demonstração gratuita dos efeitos práticos das nossas socadeiras personalizadas, convidámos o sr. Reis a passar uma temporada de 2 meses numa das nossas sedes clandestinas sita numa sub-cave na Areosa, onde foi principescamente tratado e sujeito a uma dieta de cariz omo…hãã, digo homeopático e com grande riqueza endocrinológica e nutritiva baseada em pão e água.
2- Desmentimos termos sido os responsáveis pela manifestação cívica das vendedoras do Mercado do Bolhão contra o Rui Rio. Quem nos conhece profundamente, sabe que não lidámos com comércio de peixe, mas sim com tráfico de estúpid…, hãã, digo estupr…. hãã digo, estupefacientes.
3- Não confirmámos nem desmentimos termos sido os autores morais e materiais do rapto das mães do Robinho e do pretenso Fabuloso, Luís Fabiano. Se o tivéssemos feito, estaríamos a salvaguardar os interesses do FCP, pois se o Robinho tivesse assinado pelo (cruzes!) Benfica, poderia ofuscar as atenções da imprensa sobre as valias técnicas do melhor avançado a actuar em Portugal: McCarthy. Quanto ao rapto da progenitora do Fabuloso, voltamos a reiterar que nada fizemos, mas o seu afastamento até foi benéfico para o FCP. Foi coincidência.
4- Quanto às declarações do Sr. Costinha, ex-atleta do nosso clube que lançou acusações contra o nosso camarada Madureira e a origem da sua fortuna, apenas o avisámos que temos um protocolo de colaboração com a Máfia Russa.
A Direcção dos SD,
Fernando Madureira- Presidente
Rui Teixeira- Vice-Presidente
Hélder Silva- Secretário
Guarda Abel- Agente de Cobranças
segunda-feira, agosto 01, 2005
Lembram-se da sanita?
terça-feira, julho 26, 2005
Falta de transparência (Parte II)

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou hoje que está a investigar a venda de 37 por cento do capital da Estoril-Praia SAD, por José Veiga, actual director-geral do Benfica, a duas empresas britânicas desconhecidas.
Em comunicado, a CMVM considera que a venda a duas dessas sociedades não obedeceu a critérios legais, pelo que declarou a falta de transparência dessas participações. Em causa está a venda de 19 por cento da Estoril-Praia SAD à Mexes Marketing Limited e de 18 por cento à KCK Developments Limited.
Falta saber se o jogo no algarve fazia parte do pacote...
segunda-feira, julho 18, 2005
Tomasson, Tomasson...
sexta-feira, julho 15, 2005
Apelo à participação do povo
Nos últimos tempos tenho sido abordado por várias pessoas na rua que me perguntam as horas e que, na conversa que então se desenvolve, começam a falar sobre o blog Donosdabola - é verdade, ainda há quem se dê ao trabalho de ler os artigos! Este país está mesmo perdido. Também é verdade que a maior parte destas pessoas (quase duas unidades), são professores colocados em regime de substituição, logo com muito tempo livre e pouca imaginação para fazer outras coisa mais úteis. MAs são os nossos leitores, temos que os tratar bem.
Ora, qual não é a minha surpresa ao ver que essas pessoas não comentam os artigos, não se fazem ouvir, porque, vá-se lá perceber isto, "têm que estar registadas".
Como isto é um local de reflexão democrático, a partir deste momento não é necessário estar registado no Blogspot para comentar os posts deste blog, mas, e fica aqui o aviso, todos aqueles posts que não se inserirem no "core-business" deste site, serão democraticamente enviados para o Departamento de Pagamentos a Credores da nossa empresa de advogados Vale e Azevedo S. A., ou seja, serão apagados.
Devo dizer que a opção de ter apenas comentários de utilizadores registados na blogosfera foi uma opção pela defesa da responsabilidade intelectual de cada um, pois andamos todos fartos de ouvir "berlaitadas", todos os dias na televisão e nos jornais, proferidas por seres energúmenos que não assumem as suas posições. Assim, convido toda a gente a comentarem os artigos livremente e, se tiverem coragem, a assinar os seus comentários (se quiserem utilizem nicks, quem não tiver que vá até à drogaria mais próxima e compre meia dúzia, dá sempre jeito para estas coisas da net - nos hipermercados estão ao lado dos pensos higiénicos, juntamente com as velas aromáticas, mesmo antes dos encerados e reparadores de madeira).
Obrigado,
A redacção do Donosdabola
Nota: aqueles que ainda não perceberam qual é o "core-busines" deste blog leiam o título do mesmo!
segunda-feira, julho 11, 2005
Professora primária desmente Luís Filipe Vieira
sexta-feira, junho 17, 2005
Trapattoni: o regresso a casa

Ficaram célebres as declarações de Trapattoni no fim da época: "Tenho saudades de casa e dos netos", "Quero regressar ao meu país", "Estou há muito tempo fora de casa", "A minha mulher exige o meu regresso", "Prefiro treinar um clube da 2ª divisão Italiana do que ficar no Benfica", entre muitas outras. Ora, para meu espanto, o mesmo Trapttoni foi anunciado hoje como o novo treinador do Estugarda, que como toda a gente sabe é um clube alemão, o que só vem comprovar a coerência deste senhor e na forte razão que o levou a deixar o Benfica: as saudades de casa (ndr: passo a usar ironia daqui para a frente).
Como sabemos, Estugarda é pertinho de Itália, mas mesmo que fosse o Bahrein ou as Filipinas, tudo servia para sair do Benfica. Este grande nome do futebol mundial marcou uma era no clube da Luz, mas passou de fininho, sem convicção e mortinho por de lá sair.
Tenho bem presente na memória o célebre jogo com o Sporting, quando nos derradeiros minutos de jogo, com as duas equipas empatadas a zero (antes do "fabuloso golo de Luisão com o ombro" e que Ricardo tanto aplaudiu ndr: veio-se a descobrir depois que afinal não aplaudiu, apenas pedia penalti, pois Luisão chamou-lhe frangueiro antes dele tocar na bola), e onde Trapattoni, encostado ao banco de suplentes, parecia rezar para que o jogo acabasse rápido, ignorando os apelos do público (e de Álvaro Magalhães, figura garbosa do nosso imaginário colectivo), que desesperavam por mudanças (Mantorras já tinha conseguido apertar os cordões no banco, sem a ajuda de ninguém).
Mas quis o destino (e o Ricardo) que o Benfica ganhasse esse jogo e Trapattoni, fiel aos seus princípios, apelando à boa alma benfiquista, foi para casa... (ou para bem longe dali, que é mais o caso, como hoje se pode comprovar).
Obrigado Trapa, por mais esta grande lição de humanidade e de fidelidade ao clube. Também o espanhol, quando chegou ao Real Madrid, disse cobras e lagartos do que tinha visto, mas até esse, Camacho, voltou a ser falado este ano para substituir Trapattoni.
Quem sabe se em 2007, ano em que acaba o contrato de Trapa com o Estugarda, ele não regressa, qual D. Sebastião, e juntamente com o valente D. Álvaro Magalhães (repescado de um clube da 3ª Divisão distrital, onde trabalhava como porteiro) devolvem toda a glória ao clube da águia (entretanto perdida... a glória, não a águia, que por acaso também se chama glória)... mas só por um ano, que depois há que fugir a sete pés, para outro clube qualquer.
domingo, maio 15, 2005
Indústria Porno em Crise

Ambiente de cortar à faca ontem em Vila Meã no decorrer da Assembleia Geral da Confederação de Actores Porno de Acção Retardada (C.A.P.A.R.). A indústria porno não vê sinais de retoma e a crise orçamental chegou mesmo às filmagens, obrigando a cortes financeiros de monta. A recém-eleita Mesa da Direcção da CAPAR composta por José Reys, Hugo José e José «Mini-Knockwurst» Barroco (na foto) confessou a sua impotência para lidar com os problemas financeiros que assolam a indústria pornográfica. Hugo José referiu que na fase de produção do seu recente «No Cu...e na Lateral» tiveram recorrer à imaginação para filmar as cenas de sexo anal. Segundo o vice-presidente da CAPAR, «a restrição orçamental obrigou-nos a recorrer à margarina Planta para substituir a vaselina, o que causou queimaduras em segundo grau no recto da actriz e um enjoativo cheiro a courato velho frito nos sets da filmagem». O Presidente José Reys, em fase de promoção de «O Chupeta», confessou que «numa exigente cena com três actrizes negras foi obrigado a substituir o tradicional orgasmo na cara das actrizes, correndo imediatamente para o bidé, visto o orçamento do filme não contemplar dinheiro para toalhas de rosto». O secretário da CAPAR José Barroco, recém-chegado de Espanha, onde protagonizou a produção «Marsapo Adentro» que versava as temáticas da eutanásia após uma orgia gay, referiu que «mesmo no país irmão, as limitações financeiras são gritantes, tendo chegado a filmar cenas sem qualquer mobiliário», considerando também «que foi extremamente desconfortável ter sido sodomizado no chão com os joelhos em hipotermia devido às lajes frias». Afigura-se um segundo semestre de 2005 extremamente difícil, obrigando os actores a fazer alguns cortes.
Ricardo, Coração de Murcão

Relembro com inusitado prazer a euforia dos adeptos sportinguistas no início da época 2003-2004 quando o propalado «melhor guarda-redes português» havia acabado de assinar um contrato de 4 épocas de leão ao peito. Entre as frases de euforia, recordo esta que havia de tornar-se profética: «Este guarda-redes é daqueles que garante um título». E valeu... o do iminente título do Benfica. Ricardo é um guarda-redes de calibre razoável, com a grande limitação de sair mal aos cruzamentos, lacuna que o impede de alcançar voos mais altos. Nesse aspecto, Ricardo é muito similar a Neno, um guarda-redes que alternava o bom com o péssimo, demonstrando grande inconsistência nos momentos decisivos.
Graças ao resultado do jogo de ontem, o Benfica tem 75% de hipóteses de cheirar as rosas do Éden, privilégio que lhe vem fugido há onze épocas consecutivas. Como adversário tem agora o FCP, retirado da agonia devido a dois factores: um golo de Macaco Carthy precedido de domínio do esférico com o braço (se bem que temos de dar o benefício da dúvida ao árbitro, visto que em relação aos símios é muito difícil distinguirmos quais são os membros superiores e os inferiores). O segundo factor foi a inexplicável letargia do Rio Ave que, apesar de jogar em casa, entregou o comando de jogo aos Dragões, numa interessante táctica completamente diferente daquela que Carlos Brito utilizou frente ao Benfica, jogo em que os vilacondenses pareciam o Speedy Gonzalez, dada a raça que colocaram na disputa de cada lance. Curiosamente, nas cinco jornadas posteriores, não marcaram mais nenhum golo. Vá-se lá saber porquê, não é, Petit?
Fazendo um pouco de futurologia, aposto os meus pêlos púbicos em como todos os meses de salários em atraso do plantel do Bessa serão subitamente colocados em dia, graças a factores motivacionai$$$$ provindos da Torre das Antas.
sexta-feira, abril 29, 2005
O Aniversário do Animal

quarta-feira, abril 27, 2005
O Homem das chuteiras vermelhas
Esta semana ficou marcada por um acontecimento bizarro mas muito comum no nosso futebol. É comum dizer-se que há jogadores que não sentem a camisola ou que há árbitros que não conseguem esconder o seu clubismo (quanto mais não seja o seu amor ao verde dólar), mas não é muito frequente ver um árbitro equipado a rigor, com as cores do clube que vai arbitrar.
Foi o que aconteceu este fim-de-semana, com o árbitro Hélio "Eusébio" Santos, no jogo Estoril - Benfica, realizado no estádio do Algarve.
sábado, abril 16, 2005
É Frutó Chocolate?!

Muitas vezes, após uma boa refeição ou depois de um dia de trabalho em que, vestidos de negro, fomos bastante zelosos na protecção dos interesses azuis e brancos, sentimo-nos fatigados e com vontade de libertar algumas energias. Ora uma boa peça de fruta, bem fresquinha e carnuda, poderá trazer ao corpo todos os suplementos vitamínicos necessários ao corpo humano, garantindo-nos também uma boa dose de açúcares naturais bastante importante.
Em termos sacarinos, a fruta é sem dúvida muito menos perigosa que os rebuçadinhos (cheios de corantes e emulsionantes) e do que o café com leite (prejudicial devido aos níveis de cafeína que poderão prejudicar um atleta de alta competição, devido ao facto de esta substância ser acusada em qualquer controlo anti-doping).
A esta campanha de promoção da fruta para uma vida saudável, estão dois ícones do nosso desporto-rei: Vítor Baía e César Peixoto. Estes dois futebolistas, desde que começaram a inserir no seu menu de pequeno-almoço e lanche um prato de quente e frio composto por banana e pepino, apresentam uma compleição física muito mais esguia e uma menor predisposição para a depressão nervosa. Aliás, sabemos de fonte segura que os níveis de alegria do guardião portista são tão grandes que todas as manhãs, quando se desloca para o Centro de Estágio do Olival, Vítor Baía canta a viva voz trechos dos Village People e dos Communards.
segunda-feira, abril 11, 2005
Síndrome de mau perdedor

As declarações de Petit logo após a derrota com o Rio Ave provam que para se ser campeão não basta querer, é preciso saber.
O Rio Ave tem sido um das equipas sensação da prova, com um futebol recortado e colorido, que ainda não perdeu em casa, e que mostrou o porquê disso frente a um Benfica descolorido, ansioso, nervoso e que entrou em campo a contar os minutos para o fim do jogo e para a festa do título... esqueceu-se é que tinha que jogar esses 90 minutos frente a uma equipa humilde, honesta e inteligente, tudo aquilo que Petit não é e nunca será.
O jogador do Benfica (e da Selecção Nacional de Scolari & Madaíl), deu uma imagem que envergonhou todos aqueles que gostam de futebol e insultou os profissionais do Rio Ave, eles que até ganham menos, correm mais e raramente contam com as benesses dos árbitros.
Dizer que "parecia que os jogadores do Rio Ave não queriam perder" é grave e estúpido! É grave porque dá a entender que contra o Benfica as equipas querem perder (se calhar devia-se investigar isto...) e estúpido porque ninguém gosta de perder, nem a feijões.
Mostra também a falta de humildade de um jogador (e de uma equipa) pouco habituado a estas andanças (e até me poderia estar a referir às entrevistas), porque há muitos anos que os portistas sentem na pele os contratempos de ser líder ("contra o Porto jogam todos bem"; "até comem a relva" dizia-se).
Pois é Petit: à primeira adversidade estalou o verniz e o podre veio à tona. A falta de respeito pelo adversário e pela honestidade dos atletas do Rio Ave só é atenuada pela total ausência de civismo e de fair-play de um indivíduo de baixo valor humano, um verdadeiro imputável.
Parabéns Rio Ave! Continuem a jogar o que sabem, doa a quem doer.
Nota: Petit acaba de emitir um comunicado em que afirma que viu (não foi ele que viu, mas disseram-lhe) há 3 semanas, num supermercado Modelo da área de Sesimbra, um indivíduo com um cachecol do Sporting passou para as mãos de um ex-sócio do Rio Ave uma embalagem de 4 iogurtes com pedaços (daquelas que oferecem um íman para colocar no frigorífico), o que prova que existem fortes indícios de corrupção no jogo que opós o Rio Ave ao Benfica. A Polícia Judiciária já pediu um levantamento de todos os iogurtes comercializados em Portugal nos últimos 6 meses, principalmente os que foram comercializados na área de residência de Dias da Cunha e de Carlos Brito. Numa gigantesca operação policial denominada de "Apito do Iogurte Dourado", a GNR de Massamá apreendeu 5 embalagens vazias de iogurtes líquidos junto a um estabelecimento de diversão nocturna frequentado normalmente por árbitros e dirigentes do Sporting. Esperam-se mais desenvolvimentos nas próximas horas neste caso que, recorde-se, foi despoletado pelas declarações bombásticas de Petit logo após a derrota do Benfica frente ao Rio Ave. Várias empresas nacionais de lacticínios poderão também estar envolvidas.
sábado, abril 09, 2005
Matilde

Ao arribar do primeiro raio lunar
quando ainda todos os anjos dormiam
um choro ecoou com vontade de governar
num Mundo onde nunca antes assistiram
ao desabrochar de um símbolo de riqueza
tão saudável quanto encantada
que até muitos mortais, corando perante a Beleza,
choraram por terem pegado na mãozinha de uma fada
Monólogos da bola
- John Holmes Reys (600)
- JPinto (495)
- Visconde de Alvalade (162)




