quarta-feira, setembro 07, 2005

Os Diários de Co



Um dos grandes momentos literários da época do defeso não teve a chancela de Dan Brown ou de José Saramago. Foi protagonizado pelo actual técnico do FCP que todos os dias escrevia para o site oficial da instituição que representa. A esse interessante conjunto de textos em que o técnico expressava todas as suas considerações sobre o plantel, deu-se o nome de «O Diário de Co», designação bastante familiar a todos os utentes que resolvem lutar contra a prisão de ventre ao raiar da manhã. Aliás, o texto arrisca-se a ser candidato ao Prémio Nacional de Imprensa na categoria de «Titulo Literário do Ano», galardão arrecadado no ano passado com a peça teatral «Monólogos da Vagina».
O que a maioria do grande público desconhece é que «O Diário de Co» foi sujeito a aturada censura que estraçalhou de forma impiedosa algumas das passagens escritas pelo técnico holandês, nomeadamente aqueles que continham críticas directas ou indirectas à estrutura orgânica do clube. Felizmente, Os Donos da Bola, em exclusivo mundial, conseguiu aceder a esses trechos censurados, os quais reproduzimos aqui na íntegra:

29 de Maio de 2005- «Finalmente consegui superar um imbróglio jurídico que me impedia de assinar o contrato de trabalho com o FCP. Os advogados do clube queriam que eu assinasse uma declaração em que autorizava que a direcção da SAD me pudesse demitir ao fim de trinta dias de trabalho caso os resultados não fossem do seu agrado. Recusei liminarmente e passei duas horas a fazer pesquisa na Internet. Pensava eu que, assim como existe um clube na Tailândia chamado Juventus e um Benfica de Huambo em Angola, poderia haver outro clube com a designação de Futebol Clube do Porto no Burkina-Faso ou no Laos, pois a proposta que me fizerem é digna de um clube de Terceiro Mundo.»

1 de Junho de 2005- «Chego ao aeroporto de Pedras Rubras, onde os funcionários do FCP me conduzem até às instalações do clube. Fico maravilhado com o Estádio, mas não deixo de conter os espirros devido àarquitectura estrutural do Estádio do Dragão que é propícia às correntes de ar. Ainda com o muco nasal a escorrer-me pela cara que sou conduzido à presença do Presidente Pinto da Costa que reconheço imediatamente das suas fotografias do site da FBI's Most Wanted. O Presidente cumprimenta-me com educação e abre-me as portas do seu gabinete onde estavam lá mais quatro pessoas cujas feições me fizeram tremer de pavor e confesso que a minha face não conseguiu deixar de esconder a repugnância por essas figuras, uma feminina e três masculinas. A mulher tinha cara de «escort-girl» e os homens assemelhavam-se: um a um proxeneta, outro a um alcoólico e finalmente o mais jovem a um toxicodependente. Assustado, pedi a intervenção de um tradutor que me acalmou e me apresentou às personalidades, respectivamente Carolina Salgado, Reinaldo Teles, Guarda Abel e Fernando Madureira. O mesmo tradutor referiu-me que são figuras com enorme peso institucional no clube e que tinham feito questão em receber-me.»

2 de Junho de 2005- «Insisti em apresentar-me ao plantel nos balneários. Esta é uma velha premissa minha, gosto de manter uma relação cordial e dialogante com os meus jogadores. Reuni-me com os meus adjuntos e depois de ter colocado o Rui Barros ao meu colo e de lhe ter dado um pouco de algodão doce, descemos as escadas em direcção ao balneário. Aí, deparei-me com a maior confusão que já presenciei em 16 anos de treinador: os 276 jogadores brasileiros estavam a dançar ao som de uma música de Ivete Sangalo e o Ricardo Quaresma tinha uma pequena banca em madeira onde estava a vender corsários, t-shirts e camisas de dormir. Para cúmulo e minha estupefacção, o Vítor Baía e o César Peixoto envergavam vestidos de noite com lantejoulas. Inquiri-os sobre o motivo de tão estranha indumentária num recinto desportivo ao que os dois jogadores responderam que estavam apenas a experimentar a qualidade das roupas que iriam ofertar como presente às namoradas respectivas, uma tal de Merche Romero (pelo nome depreendo que será taróloga) e uma Isabel Figueira. Perante tal manifestação de indisciplina, não consegui conter a minha ira e as minhas primeiras palavras ao plantel do FCP tiveram como tema a disciplina, para mim a principal premissa para tornar campeões um grupo de jogadores medianos. Como me informaram que em Portugal é moda os treinadores falarem de si na terceira pessoa, terminei o meu discurso com uma frase que sintetiza todo o meu pensamento e a importância da disciplina e temperança: «Tenham cuidado com o olho de Co». Imediatamente todos colocaram as mãos atrás das nádegas ao mesmo tempo que olhavam para Vítor Baia e Peixoto. Imediatamente Pedro Emanuel tomou a palavra: «Sim, mister, já sabíamos, o Fernandez já nos tinha avisado».


25 de Julho de 2005- Decorre com normalidade o nosso estágio. Mas a todas as horas me questiono: «Meu Deus, como é possível haver tantos jogadores sofríveis neste plantel? Quanto o Sokota chuta numa bola, a única rede em que consegue acertar é na rede emitida pela antena de telecomunicações que está montada no telhado do nosso hotel, a 13 metros de altura. Então e o Capitão? Verifico com rigor que já não estã dentro dos padrões de qualidade exigíveis a um central. Para o testar, mandei o Jorge para o fundo do campo tentar cortar uma bola a um adversário que dele se aproximava em velocidade. Para essa função, escolhi o meu adjunto Wil Coort, que para além de ter 73 anos e duas hérnias discais, possui na perna direita uma prótese em liga de carbono que lhe tolhe os movimentos. Não é que o Coort conseguiu passar pelo Jorge Costa em velocidade e que este se viu obrigado a recorrer à falta, aplicando-lhe uma violenta cotovelada na face e uma biqueirada na virilha? O facto positivo desta situação é que acabou indirectamente por fazer do Coort um poliglota pois ele agora com 5 dentes partidos, sempre que tenta falar comigo em Holandês, acaba sempre por sair algo em Galego e com muitos X's. O Tomo e o Jorge terão de ir para a lista de dispensas.»

(Continua na próxima edição)

Gil Vicente


O consagrado dramaturgo, autor de obras como "O Auto da Barca do Inferno" ou "Quem tem farelos?", dificilmente se lembraria de um argumento tão picante e corrosivo como o que resultou do embate entre Benfica e o seu clube homónimo de Barcelos. De facto, o Gil Vicente (clube) foi à Luz humilhar o campeão nacional (não sei se já foi promulgado o decreto, com estas exibições ainda é pedida impugnação), por duas bolas a zero.

Quem viu o jogo não ficou minimamente surpreendido (o Benfica nada fez para evitar este desfecho) e o Gil até podia ter feito mais estragos (o Ronald Koeman segurou-se mais uns dias, mas vem aí o Sporting...).

É já um dos piores começos de sempre do clube da Luz (2 jogos, 1 ponto e zero golos, o chamado 2-1-0, como diria o Gabriel Alves), mas, tenho um pressentimento, com tendência para piorar, e o recorde do pior arranque está mesmo ali ao lado (do outro lado da 2ª circular, mais precisamente).

A jornada que aí se aproxima tem tudo para se tornar uma verdadeira tragédia grega, com um Sporting - Benfica ao rubro e o nervoso miudinho a brotar das declarações dos dirigentes. A velha táctica do terrorismo verbal quando as coisas não estão bem no nosso quintal continua a dar cartas.

sexta-feira, agosto 19, 2005

A declaração de Miguel

O Donosdabola teve acesso em primeira mão à declaração que Miguel leu no Sindicato de Jogadores e que encerrou o diferendo com o Benfica:
 
"Eu, Luis Miguel Brito Garcia Monteiro entendi promover esta conferência de imprensa, não para falar do meu futuro, porque sobre ele haverá muitas oportunidades para o fazer, mas para informar que chegou ao fim, por mútuo acordo o diferendo que me opunha ao Benfica. A todos os Benfiquistas, bombeiros, técnicos de alvenaria, vendedores ambulantes, taxistas e desempregados, indeferenciados e domésticas, militares, cauteleiros, polícias, enfermeiros, médicos especialistas, professores não colocados, embarcadiços, pescadores, presidentes de junta, políticos de carreira, diplomatas, adeptos, vendedores de cachecois, candongueiros, empresários de futebol, do ramo da cortiça e dos pneus e empregados de mesa, as minhas desculpas públicas por esta situação. Se me esqueci de alguém as minhas desculpas.
 
Admito que fui responsável, juntamente com os meus representantes, por tudo de ruim que aconteceu no país nos últimos meses, incluindo o défice orçamental, o orçamento rectificativo, a crise generalizada da economia, a quebra da confiança dos consumidores, o aumento dos combustíveis, os incêndios, a seca, o Alexandre Frota e o Castelo Branco, o 2º lugar do Cândido Barbosa na Volta, o tráfico de influências, o aumento do IVA, a fuga dos emigrantes de Leste de Portugal, a candidatura da Fátima Felgueiras e do Mário Soares, do Valentim, do Ferreira Torres e do Isaltino Morais, a má qualidade das praias no Sul e da água no Norte (e vice-versa), a nomeação do Fernando Gomes como administrador da Galp, a derrota do Sporting com os italianos, a má prestação da selecção de hóquei no Mundial, a caspa, a diarreia e as dores de barriga generalizados de toda a população nacional. Por tudo isto sinto-me responsável e agora gostava, se me deixassem, de ir para Espanha e cumprir a minha pena. Obrigado.
 
Nota: Apenas li isto porque caso contrário ficava 3 anos na prateleira. Se houver alguém que ainda se sente inustiçado por tudo aquilo que fiz, por favor mande um e-mail para: BatenoMiguel@Veiga&vieira.com e numa próxima oportunidade me retrarei novamente. Podem também tentar mandar um postal para a Cova da Moura ou ir até lá e perguntar por mim. Boa sorte.
 
Ass.: Miguel, a caminho de um país civilizado e de um ordenado chorudo."

segunda-feira, agosto 08, 2005

Custou mas foi...

Uma pequena homenagem a todos os benfiquistas pelo título conquistado!

Também, com adeptos destes...

Não há macumba que resista!

Ele promete voltar na próxima época!
Escondam os vossos filhos.

sábado, agosto 06, 2005

Testemunha do Éden

Neste Éden, as nuvens não eram prateadas nem aureoladas. Eram vermelhas, encarnadas da cor do sangue que afluía à face dos trinta mil querubins, de todos os anjos seráficos que gritavam em uníssono ao som de milhares de harpas imaginárias o nome do seu Criador: BENFICA!!

Nesse dia, Cristo desceu ao Bessa e eu fui testemunha privilegiada: Fila N, Lugar 57. E com orgulho, repito diariamente, desde o dealbar dos primeiros raios de Sol, esta máxima universal: SOMOS CAMPEÕES!!

Comunicado dos Superdragões



Está disponível desde ontem, no site oficial dos Superdragões, um comunicado oficial que promete fazer correr muita tinta. Nós, Os Donos da Bola, após termos conseguido registar-nos no site e de termos feito a subscrição de 50 doses individuais de heroína, acedemos ao texto original da declaração que passamos agora a transcrever na íntegra:
«O Gang/Direcção dos Superdragões reunidos em seção, hãã, digo sessão bastante ordinária, resolveu repudiar algumas calúnias lanssadas, hãã, digo lançadas a público nas últimas semanas, que mancharam o nosso mau nome na praça:
1- Desmentimos termos sido os autores materiais do rapto de um dos mentores do blog«Os Donos da Bola». Confirmámos que, logo após o fim do jogo Boavista-(bleargh)Benfica, um grupo dos nossos aficionados abordou o sr. John Holmes Reis e fez-lhe ver de forma educada e construtiva a nossa discordância com o espírito de alguns dos artigos que atingiam a honra do FCP, instituição que nos sustenta e branqueia. Depois de termos feito uma demonstração gratuita dos efeitos práticos das nossas socadeiras personalizadas, convidámos o sr. Reis a passar uma temporada de 2 meses numa das nossas sedes clandestinas sita numa sub-cave na Areosa, onde foi principescamente tratado e sujeito a uma dieta de cariz omo…hãã, digo homeopático e com grande riqueza endocrinológica e nutritiva baseada em pão e água.
2- Desmentimos termos sido os responsáveis pela manifestação cívica das vendedoras do Mercado do Bolhão contra o Rui Rio. Quem nos conhece profundamente, sabe que não lidámos com comércio de peixe, mas sim com tráfico de estúpid…, hãã, digo estupr…. hãã digo, estupefacientes.
3- Não confirmámos nem desmentimos termos sido os autores morais e materiais do rapto das mães do Robinho e do pretenso Fabuloso, Luís Fabiano. Se o tivéssemos feito, estaríamos a salvaguardar os interesses do FCP, pois se o Robinho tivesse assinado pelo (cruzes!) Benfica, poderia ofuscar as atenções da imprensa sobre as valias técnicas do melhor avançado a actuar em Portugal: McCarthy. Quanto ao rapto da progenitora do Fabuloso, voltamos a reiterar que nada fizemos, mas o seu afastamento até foi benéfico para o FCP. Foi coincidência.
4- Quanto às declarações do Sr. Costinha, ex-atleta do nosso clube que lançou acusações contra o nosso camarada Madureira e a origem da sua fortuna, apenas o avisámos que temos um protocolo de colaboração com a Máfia Russa.

A Direcção dos SD,

Fernando Madureira- Presidente
Rui Teixeira- Vice-Presidente
Hélder Silva- Secretário
Guarda Abel- Agente de Cobranças
Carolina Salgado- Relações Públicas

segunda-feira, agosto 01, 2005

Lembram-se da sanita?

O prestigiado orgão "Jornal de Negócios" noticiou hoje que o Benfica hipotecou os passes de 5 jogadores para salvaguardar o pagamento do seu estádio.
Petit, Dos Santos, Fyssas, Geovanni e Carlitos serviram de garantia para o pagamento das dívidas de construção do novo Estádio da Luz.
De acordo com o jornal "se o Benfica falhar uma das 59 prestações mensais para pagar por uma dívida de 19,3 milhões de euros à Somague, será accionada esta garantia".
Além da garantia relativa aos passes destes cinco jogadores (no caso de Petit trata-se de 50 por cento do passe, a parte que o Benfica detém) existem outras parcelas "constituídas sobre receitas de bilheteira, de camarotes e transmissões televisivas de duas épocas".
Estas garantias referem-se aos direitos pagos pela Olivedesportos pela transmissão exclusiva dos jogos de futebol referentes às épocas de 2011/2012 e 2012/2013, equivalentes a 7,5 milhões de euros anuais.
O jornal avança ainda que se algum dos jogadores for transferido para outro clube, "o Benfica terá de prestar outra garantia, inclusivamente sobre passes de outros jogadores em valor equivalente".
Ou seja, Mantorras, Simão e Beto são os senhores que se seguem. Já estou a ver a Somague FC no campeonato nacional, a disputar o título com os melhores clubes nacionais. Ainda podem ir buscar alguns jogadores a um certo clube russo e está o plantel fechado.

terça-feira, julho 26, 2005

Falta de transparência (Parte II)


 José Veiga sob investigação da CMVM

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou hoje que está a investigar a venda de 37 por cento do capital da Estoril-Praia SAD, por José Veiga, actual director-geral do Benfica, a duas empresas britânicas desconhecidas.

Em comunicado, a CMVM considera que a venda a duas dessas sociedades não obedeceu a critérios legais, pelo que declarou a falta de transparência dessas participações. Em causa está a venda de 19 por cento da Estoril-Praia SAD à Mexes Marketing Limited e de 18 por cento à KCK Developments Limited.

Falta saber se o jogo no algarve fazia parte do pacote...

segunda-feira, julho 18, 2005

Tomasson, Tomasson...

Começo a achar que é sina.
Ainda há pouco escrevia neste blog sobre o síndrome dos jogadores "quase-contratados" do Benfica, usando Maxi Lopez como exemplo. Também nessa altura já se vendiam camisolas do clube da águia com o nome "Maxi" inscrito e faziam-se apostas sobre quem seria o melhor marcador da equipa: Maxi ou Robinho.
 
Como é sabido, Maxi foi para o Barcelona e Robinho, esse, há-de ir, não se sabe bem para onde. Como ainda não foi, surpreende-me que não se tenha falado ainda (novamente) do seu possível ingresso no Benfica... não era este que também era benfiquista desde pequenino? Ou era o Maxi? Ou o Tomasson?
 
Tomasson vinha para o Benfica a custo zero (emprestado pelo Milan, que tem excedentes de avançados) e o seu ordenado (2 milhões de euros/ano) seria pago a meias entre os dois clubes. Ora, como se torna evidente, o Milan só embarcaria num negócio deste tipo se mais ninguém estivesse disposto a comprar o dinamarquês, e livrar o clube italiano de qualquer encargo financeiro com um jogador que não tem lugar na equipa, podendo ainda render alguns milhares de euros.
 
E é aqui que entra o Estugarda, treinado a partir de casa pelo Trapattoni (foi a condição para ele aceitar treinar o clube). Acenou com alguns euros e comprou o passe do jogador (assinou por 4 anos), aliviando o Milan desse peso-morto e deixando o Benfica no meio da ponte.
 
O que é engraçado nisto tudo é que Tomasson seria apresentado no Domingo, no jogo contra o Chelsea, pois a sua contratação estava dada como certa pelos dirigentes e pelos jornais. Como se viu, nestas coisas do futebol, não é muito aconselhável lançar foguetes antes do tempo, porque depois pode não haver festa.
 
Olhando para o actual plantel do Benfica, especialmente para este último jogo contra o Chelsea, é previsível que seja contratado um novo avançado, espero é que não façam muito barulho e que se certifiquem que ele quer mesmo vir, para evitar futuras desilusões.
Tomasson justificou a sua "não-decisão" assim: "falou-se demais nos jornais". Para quem não compreende a linguagem do futebol, isto significa que se falou de mais nos jornais, e de menos na mesa das negociações.
Para bom entendedor...
 
 

sexta-feira, julho 15, 2005

Apelo à participação do povo

Nos últimos tempos tenho sido abordado por várias pessoas na rua que me perguntam as horas e que, na conversa que então se desenvolve, começam a falar sobre o blog Donosdabola - é verdade, ainda há quem se dê ao trabalho de ler os artigos! Este país está mesmo perdido. Também é verdade que a maior parte destas pessoas (quase duas unidades), são professores colocados em regime de substituição, logo com muito tempo livre e pouca imaginação para fazer outras coisa mais úteis. MAs são os nossos leitores, temos que os tratar bem.

 

Ora, qual não é a minha surpresa ao ver que essas pessoas não comentam os artigos, não se fazem ouvir, porque, vá-se lá perceber isto, "têm que estar registadas".

 

Como isto é um local de reflexão democrático, a partir deste momento não é necessário estar registado no Blogspot para comentar os posts deste blog, mas, e fica aqui o aviso, todos aqueles posts que não se inserirem no "core-business" deste site, serão democraticamente enviados para o Departamento de Pagamentos a Credores da nossa empresa de advogados Vale e Azevedo S. A., ou seja, serão apagados.

 

Devo dizer que a opção de ter apenas comentários de utilizadores registados na blogosfera foi uma opção pela defesa da responsabilidade intelectual de cada um, pois andamos todos fartos de ouvir "berlaitadas", todos os dias na televisão e nos jornais, proferidas por seres energúmenos que não assumem as suas posições. Assim, convido toda a gente a comentarem os artigos livremente e, se tiverem coragem, a assinar os seus comentários (se quiserem utilizem nicks, quem não tiver que vá até à drogaria mais próxima e compre meia dúzia, dá sempre jeito para estas coisas da net - nos hipermercados estão ao lado dos pensos higiénicos, juntamente com as velas aromáticas, mesmo antes dos encerados e reparadores de madeira).

 

Obrigado,

A redacção do Donosdabola

 

Nota: aqueles que ainda não perceberam qual é o "core-busines" deste blog leiam o título do mesmo!

segunda-feira, julho 11, 2005

Professora primária desmente Luís Filipe Vieira

As mais recentes declarações de Luís Filipe Vieira, proferidas em directo na SIC, causaram uma onda de reacções em todo o país. Segundo LFV, Dias Ferreira, advogado de Miguel no caso que opõem o jogador ao Benfica, e citando o presidente do clube da águia, "tirou o mesmo curso que Vale e Azevedo".
Ora, na tentativa de comprovar esta bombástica afirmação, o Donosdabola investigou o percurso escolar destas duas grandes figuras do futebol nacional, e chegou, de facto a um ponto de contacto: a Escola Primária de Nogueira de Azeitão, uma pequena localidade escondida na Serra da Arrábida.
Conseguimos chegar à fala com a D. Gertrudes Malfeitor, professora primária em destacamento há 45 anos na serra, e tentamos confirmar se de facto Vale e Azevedo e Dias Ferreira tinham sido colegas de curso. Aqui fica a transcrição dessa conversa:
 
Donosdabola: Boa tarde, D. Gertrudes?
D. Gertrudes Malfeitor: Estou sim? Quem fala? Estou a ouvir mal! Vou molhar o poste.
Ddb: D. Gertrudes, pode nos confirmar se foi professora de Vale e Azevedo e Dias Ferreira?
D. GM: De quem? Maldito telefone. Vale e Azevedo? Esse menino é um monstro! Anda sempre a roubar cerejas ao meu avô. Nunca faz os trabalhos de casa e quando faz são copiados de alguém. O que é que ele fez agora?
Ddb: Não, não fez nada, apenas queríamos saber se foi colega de carteira de Dias Ferreira? Conheceu os dois?
D. GM: Dias quê? Ferreira? O filho do Arlindo, neto do Quim das Roscas? Esse quer ser advogado, mas eu sempre lhe digo para ele se dedicar à agricultura, como o avô. Ele tem muito jeito para semear batata.
Ddb: Então confirma que Vale e Azevedo e Dias Ferreira foram colegas de curso?
D. GM: Sabe, um dia estava eu a lavar uma roupinha e vi os dois a roubar gasolina do tractor do presidente da junta. Corri atrás deles com uma saxola mas já nessa altura as minhas pernas não ajudavam.
Ddb: Muito obrigado, D. Gertrudes Malfeitor, foi uma ajuda preciosa, obrigado.
 
Este exclusivo do Donosdabola veio comprovar as afirmações de Luís Filipe Vieira: Vale e Azevedo e Dias Ferreira foram colegas e já em pequeno mostravam queda para os negócios menos claros.
 
Nota: devido ao teor altamente explosivo do testemunho da D. Gertrudes Malfeitor, fomos contactados pela Polícia Judiciária que nos obrigou a classificar este assunto como confidencial. Como tal, e ao abrigo da lei da liberdade de imprensa, daqui para a frente a identidade da nossa fonte será ocultada, passando a ser referenciada apenas como DGM. Quando ela entender, ou quando morrer, poderemos então divulgar a sua verdadeira identidade. Fica aqui o nosso muito obrigado. É com estas pessoas que se constroi um jornalismo sério.
 
A redacção do Donosdabola.

sexta-feira, junho 17, 2005

Trapattoni: o regresso a casa


Ficaram célebres as declarações de Trapattoni no fim da época: "Tenho saudades de casa e dos netos", "Quero regressar ao meu país", "Estou há muito tempo fora de casa", "A minha mulher exige o meu regresso", "Prefiro treinar um clube da 2ª divisão Italiana do que ficar no Benfica", entre muitas outras. Ora, para meu espanto, o mesmo Trapttoni foi anunciado hoje como o novo treinador do Estugarda, que como toda a gente sabe é um clube alemão, o que só vem comprovar a coerência deste senhor e na forte razão que o levou a deixar o Benfica: as saudades de casa (ndr: passo a usar ironia daqui para a frente).

 

Como sabemos, Estugarda é pertinho de Itália, mas mesmo que fosse o Bahrein ou as Filipinas, tudo servia para sair do Benfica. Este grande nome do futebol mundial marcou uma era no clube da Luz, mas passou de fininho, sem convicção e mortinho por de lá sair.

 

Tenho bem presente na memória o célebre jogo com o Sporting, quando nos derradeiros minutos de jogo, com as duas equipas empatadas a zero (antes do "fabuloso golo de Luisão com o ombro" e que Ricardo tanto aplaudiu – ndr: veio-se a descobrir depois que afinal não aplaudiu, apenas pedia penalti, pois Luisão chamou-lhe frangueiro antes dele tocar na bola), e onde Trapattoni, encostado ao banco de suplentes, parecia rezar para que o jogo acabasse rápido, ignorando os apelos do público (e de Álvaro Magalhães, figura garbosa do nosso imaginário colectivo), que desesperavam por mudanças (Mantorras já tinha conseguido apertar os cordões no banco, sem a ajuda de ninguém).

 

Mas quis o destino (e o Ricardo) que o Benfica ganhasse esse jogo e Trapattoni, fiel aos seus princípios, apelando à boa alma benfiquista, foi para casa... (ou para bem longe dali, que é mais o caso, como hoje se pode comprovar).

 

Obrigado Trapa, por mais esta grande lição de humanidade e de fidelidade ao clube. Também o espanhol, quando chegou ao Real Madrid, disse cobras e lagartos do que tinha visto, mas até esse, Camacho, voltou a ser falado este ano para substituir Trapattoni.

 

Quem sabe se em 2007, ano em que acaba o contrato de Trapa com o Estugarda, ele não regressa, qual D. Sebastião, e juntamente com o valente D. Álvaro Magalhães (repescado de um clube da 3ª Divisão distrital, onde trabalhava como porteiro) devolvem toda a glória ao clube da águia (entretanto perdida... a glória, não a águia, que por acaso também se chama glória)... mas só por um ano, que depois há que fugir a sete pés, para outro clube qualquer.

 


 

domingo, maio 15, 2005

Indústria Porno em Crise




Ambiente de cortar à faca ontem em Vila Meã no decorrer da Assembleia Geral da Confederação de Actores Porno de Acção Retardada (C.A.P.A.R.). A indústria porno não vê sinais de retoma e a crise orçamental chegou mesmo às filmagens, obrigando a cortes financeiros de monta. A recém-eleita Mesa da Direcção da CAPAR composta por José Reys, Hugo José e José «Mini-Knockwurst» Barroco (na foto) confessou a sua impotência para lidar com os problemas financeiros que assolam a indústria pornográfica. Hugo José referiu que na fase de produção do seu recente «No Cu...e na Lateral» tiveram recorrer à imaginação para filmar as cenas de sexo anal. Segundo o vice-presidente da CAPAR, «a restrição orçamental obrigou-nos a recorrer à margarina Planta para substituir a vaselina, o que causou queimaduras em segundo grau no recto da actriz e um enjoativo cheiro a courato velho frito nos sets da filmagem». O Presidente José Reys, em fase de promoção de «O Chupeta», confessou que «numa exigente cena com três actrizes negras foi obrigado a substituir o tradicional orgasmo na cara das actrizes, correndo imediatamente para o bidé, visto o orçamento do filme não contemplar dinheiro para toalhas de rosto». O secretário da CAPAR José Barroco, recém-chegado de Espanha, onde protagonizou a produção «Marsapo Adentro» que versava as temáticas da eutanásia após uma orgia gay, referiu que «mesmo no país irmão, as limitações financeiras são gritantes, tendo chegado a filmar cenas sem qualquer mobiliário», considerando também «que foi extremamente desconfortável ter sido sodomizado no chão com os joelhos em hipotermia devido às lajes frias». Afigura-se um segundo semestre de 2005 extremamente difícil, obrigando os actores a fazer alguns cortes.

Ricardo, Coração de Murcão


Relembro com inusitado prazer a euforia dos adeptos sportinguistas no início da época 2003-2004 quando o propalado «melhor guarda-redes português» havia acabado de assinar um contrato de 4 épocas de leão ao peito. Entre as frases de euforia, recordo esta que havia de tornar-se profética: «Este guarda-redes é daqueles que garante um título». E valeu... o do iminente título do Benfica. Ricardo é um guarda-redes de calibre razoável, com a grande limitação de sair mal aos cruzamentos, lacuna que o impede de alcançar voos mais altos. Nesse aspecto, Ricardo é muito similar a Neno, um guarda-redes que alternava o bom com o péssimo, demonstrando grande inconsistência nos momentos decisivos.
Graças ao resultado do jogo de ontem, o Benfica tem 75% de hipóteses de cheirar as rosas do Éden, privilégio que lhe vem fugido há onze épocas consecutivas. Como adversário tem agora o FCP, retirado da agonia devido a dois factores: um golo de Macaco Carthy precedido de domínio do esférico com o braço (se bem que temos de dar o benefício da dúvida ao árbitro, visto que em relação aos símios é muito difícil distinguirmos quais são os membros superiores e os inferiores). O segundo factor foi a inexplicável letargia do Rio Ave que, apesar de jogar em casa, entregou o comando de jogo aos Dragões, numa interessante táctica completamente diferente daquela que Carlos Brito utilizou frente ao Benfica, jogo em que os vilacondenses pareciam o Speedy Gonzalez, dada a raça que colocaram na disputa de cada lance. Curiosamente, nas cinco jornadas posteriores, não marcaram mais nenhum golo. Vá-se lá saber porquê, não é, Petit?
Fazendo um pouco de futurologia, aposto os meus pêlos púbicos em como todos os meses de salários em atraso do plantel do Bessa serão subitamente colocados em dia, graças a factores motivacionai$$$$ provindos da Torre das Antas.

sexta-feira, abril 29, 2005

O Aniversário do Animal



A todos os indefectíveis fãs deste blog o meu mais sincero pedido de desculpas, mas por motivos de origem hospitalar, vi-me impossibilitado de contribuir para este blog nos últimos dias. Tudo começou com uma visita minha à Taberna do Infante no passado dia 17 de Abril onde, para meu grande espando, os Superdragões estavam a oferecer um jantar de aniversário à sua mascote, o nosso bem conhecido Animal. Aproveitando um momento de distracção dos sicilianos, pedi ao meu repórter fotográfico para eternizar para a posterioridade o abraço entre uma das mentes satíricas mais privilegiadas do século XXI (o gajo de pólo azul às riscas) e um dos mentecaptos desdentados mais célebres do bairro da Triana (o bonitão com o Pólo vermelho da Lacoste). Infelizmente, fomos surpreendidos pelo Guarda Abel que se preparava para distribuir uma dose de rebuçadinhos e de fruta para dormir para uns senhores que tinham as insígnias da FIFA que estavam sentados numa mesa discreta. Apesar de duas costelas partidas e de algumas escoriações no prepúcio, não nos arrependemos da homenagem que prestámos e que agora reiterámos: Parabéns, Animal!!

quarta-feira, abril 27, 2005

O Homem das chuteiras vermelhas


Esta semana ficou marcada por um acontecimento bizarro mas muito comum no nosso futebol. É comum dizer-se que há jogadores que não sentem a camisola ou que há árbitros que não conseguem esconder o seu clubismo (quanto mais não seja o seu amor ao verde dólar), mas não é muito frequente ver um árbitro equipado a rigor, com as cores do clube que vai arbitrar.
Foi o que aconteceu este fim-de-semana, com o árbitro Hélio "Eusébio" Santos, no jogo Estoril - Benfica, realizado no estádio do Algarve.
 
1. É verdade que aquilo mais parecia a apresentação do Benfica aos sócios, como tão eloquentemente disse o Litos, treinador do Estoril, no fim do jogo.
 
2. É verdade que o resultado era o menos importante, desde que o Benfica ganhasse.
 
3. É verdade que não interessava quantos jogadores o Estoril tinha em campo (acabou com 9), desde que o Benfica ganhasse.
 
4. É verdade que o Mantorras fez uma dança primitiva no relvado e que marcou o golo da vitória com o pé que tinha mais à mão.
 
5. É verdade que a 1ª página da Bola do dia seguinte era: "Foi Deus", mas niguém percebeu se as expulsões tinham sido divinas ou obra do demónio.
 
6. É verdade que o sr. árbitro devolveu as chuteiras (depois de lavadas), mas o relógiozinho de ouro e os bilhetes de avião, esses ninguém sabe deles.
 
7. É verdade que anda meio país a viver uma ilusão, e que até já vale bater nos mais pequenos e atirá-los para a 2ª divisão.
 
8. É verdade que a equipa técnica do Estoril é do Sporting, mas não era preciso expulsar o adjunto e insultar o banco durante o jogo todo.
 
9. É verdade que só lá estavam 50 adeptos do Estoril (que jogava em "casa") para 29.950 do Benfica.
 
10. É verdade que a receita desse jogo foi superior a toda a receita da época para o Estoril, não esperem é que mesmo assim eles fiquem calados.
 
11. É verdade que o Benfica ganhou, mas o homem das botas vermelhas fartou-se de ajudar.
 
12. É verdade que os jogadores do Benfica fartaram-se de cantar de galo no fim do jogo, mas quem jogou, foi humilde e mereceu a vitória foram os profissionais do Estoril...

sábado, abril 16, 2005

É Frutó Chocolate?!





Respondendo a uma série de reclamações que protestam sobre a falta de ecletismo dos temas tratados neste blog, os dois autores de «Os Donos da Bola» resolveram, de comum acordo, abrir uma rubrica trimestral dedicada ao nutricionismo. Numa época em que as pessoas vivem cada vez mais obcecadas com a saúde, fazendo exames regulares aos níveis de colesterol, lípidos e triglicerideos, lançamos aqui uma campanha de divulgação sobre o valor nutritivo da fruta.
Muitas vezes, após uma boa refeição ou depois de um dia de trabalho em que, vestidos de negro, fomos bastante zelosos na protecção dos interesses azuis e brancos, sentimo-nos fatigados e com vontade de libertar algumas energias. Ora uma boa peça de fruta, bem fresquinha e carnuda, poderá trazer ao corpo todos os suplementos vitamínicos necessários ao corpo humano, garantindo-nos também uma boa dose de açúcares naturais bastante importante.
Em termos sacarinos, a fruta é sem dúvida muito menos perigosa que os rebuçadinhos (cheios de corantes e emulsionantes) e do que o café com leite (prejudicial devido aos níveis de cafeína que poderão prejudicar um atleta de alta competição, devido ao facto de esta substância ser acusada em qualquer controlo anti-doping).
A esta campanha de promoção da fruta para uma vida saudável, estão dois ícones do nosso desporto-rei: Vítor Baía e César Peixoto. Estes dois futebolistas, desde que começaram a inserir no seu menu de pequeno-almoço e lanche um prato de quente e frio composto por banana e pepino, apresentam uma compleição física muito mais esguia e uma menor predisposição para a depressão nervosa. Aliás, sabemos de fonte segura que os níveis de alegria do guardião portista são tão grandes que todas as manhãs, quando se desloca para o Centro de Estágio do Olival, Vítor Baía canta a viva voz trechos dos Village People e dos Communards.

segunda-feira, abril 11, 2005

Síndrome de mau perdedor


As declarações de Petit logo após a derrota com o Rio Ave provam que para se ser campeão não basta querer, é preciso saber.
O Rio Ave tem sido um das equipas sensação da prova, com um futebol recortado e colorido, que ainda não perdeu em casa, e que mostrou o porquê disso frente a um Benfica descolorido, ansioso, nervoso e que entrou em campo a contar os minutos para o fim do jogo e para a festa do título... esqueceu-se é que tinha que jogar esses 90 minutos frente a uma equipa humilde, honesta e inteligente, tudo aquilo que Petit não é e nunca será.
O jogador do Benfica (e da Selecção Nacional de Scolari & Madaíl), deu uma imagem que envergonhou todos aqueles que gostam de futebol e insultou os profissionais do Rio Ave, eles que até ganham menos, correm mais e raramente contam com as benesses dos árbitros.
Dizer que "parecia que os jogadores do Rio Ave não queriam perder" é grave e estúpido! É grave porque dá a entender que contra o Benfica as equipas querem perder (se calhar devia-se investigar isto...) e estúpido porque ninguém gosta de perder, nem a feijões.
Mostra também a falta de humildade de um jogador (e de uma equipa) pouco habituado a estas andanças (e até me poderia estar a referir às entrevistas), porque há muitos anos que os portistas sentem na pele os contratempos de ser líder ("contra o Porto jogam todos bem"; "até comem a relva" dizia-se).
Pois é Petit: à primeira adversidade estalou o verniz e o podre veio à tona. A falta de respeito pelo adversário e pela honestidade dos atletas do Rio Ave só é atenuada pela total ausência de civismo e de fair-play de um indivíduo de baixo valor humano, um verdadeiro imputável.
Parabéns Rio Ave! Continuem a jogar o que sabem, doa a quem doer.

Nota: Petit acaba de emitir um comunicado em que afirma que viu (não foi ele que viu, mas disseram-lhe) há 3 semanas, num supermercado Modelo da área de Sesimbra, um indivíduo com um cachecol do Sporting passou para as mãos de um ex-sócio do Rio Ave uma embalagem de 4 iogurtes com pedaços (daquelas que oferecem um íman para colocar no frigorífico), o que prova que existem fortes indícios de corrupção no jogo que opós o Rio Ave ao Benfica. A Polícia Judiciária já pediu um levantamento de todos os iogurtes comercializados em Portugal nos últimos 6 meses, principalmente os que foram comercializados na área de residência de Dias da Cunha e de Carlos Brito. Numa gigantesca operação policial denominada de "Apito do Iogurte Dourado", a GNR de Massamá apreendeu 5 embalagens vazias de iogurtes líquidos junto a um estabelecimento de diversão nocturna frequentado normalmente por árbitros e dirigentes do Sporting. Esperam-se mais desenvolvimentos nas próximas horas neste caso que, recorde-se, foi despoletado pelas declarações bombásticas de Petit logo após a derrota do Benfica frente ao Rio Ave. Várias empresas nacionais de lacticínios poderão também estar envolvidas.

sábado, abril 09, 2005

Matilde



Ao arribar do primeiro raio lunar
quando ainda todos os anjos dormiam
um choro ecoou com vontade de governar
num Mundo onde nunca antes assistiram
ao desabrochar de um símbolo de riqueza
tão saudável quanto encantada
que até muitos mortais, corando perante a Beleza,
choraram por terem pegado na mãozinha de uma fada

quinta-feira, março 31, 2005

20 Milhões de Razões para Paulo Ferreira se Naturalizar Congolês



Amo a minha selecção e como tal tenho direito a ser exigente com ela. Não posso ficar contente com um empate contra uma equipa que ainda há cinco anos atrás perdia com o País de Gales por quatro bolas sem resposta. Temos potencial e valores técnicos para vencermos este grupo de apuramento com margem folgada.
Não me interpretem mal, não sou anti-Scolari como a maior parte da escumalha azul e branca. Considero até que é o homem certo, no local certo e no timing certo. Se esta selecção fosse orientada por António Oliveira ou Fernando Santos, estaríamos a discutir o quarto lugar do grupo taco a taco com a Estónia e se calhar Secretário seria chamado da sua travessia no deserto do Maia para ser escolhido como o lateral direito titular da selecção.
Infelizmente, Scolari tem tanto de bom treinador como de teimosia de mula. Há quatro anos foi a questão com Romário e este ano, apesar de a imprensa nortenha voltar à carga com a «injustiça» da não convocação de Vítor Baía (só encontramos paralelo nesta situação com a campanha pró-Kralj que os seus familiares andam a fazer junto do seleccionador da Sérvia-Montenegro), Scolari tem vindo a cair no erro insistente em que já havia caído nos jogos de preparação para o Euro, isto é, independentemente da sua má forma, há jogadores com lugar cativo na selecção. Ninguém compreendeu como é que Ricardo Costa (suplente do FCP) foi convocado e Ricardo Rocha não. Manuel Fernandes mesmo com malária e um testículo inchado joga muito melhor do que o actual Costinha. Quando Nuno Valente corre ainda é possível ouvir na bancada central o ranger dos parafusos que lhe deixaram após a operação. E depois há o caso de um jogador vulgaríssimo mas que foi carregado ao colo por alguma imprensa: Paulo Ferreira.
Imaginem se de repente, o Real Madrid oferecesse ao Sporting 20 milhões de euros por Miguel Garcia. Desataria todo o mundo futebolístico a rir à gargalhada. Foi exactamente assim que me senti no passado Verão quando Abramovich ofereceu aquela maquia ao FCP pelo passe de um jogador mediano como Paulo Ferreira, cuja única virtude, no meu ver, é a polivalência ocupando tanto o lado esquerdo como o direito. Deixar um dos melhores laterais direitos do Mundo como Miguel no banco e oferecer a titularidade a P. Ferreira, é uma decisão, no mínimo, risível. Senão vejamos que os maiores erros individuais nos jogos recentes da Selecção têm todos a chancela de Paulo Ferreira: o magnífico passe a Karagounis que permitiu à Grécia facturar no jogo de abertura do Euro, o erro de juvenil que permitiu o primeiro golo do Liechtenstein e na passada quarta-feira, aquela pérola que foi o lance que provocou a grande penalidade a favor da Eslováquia. Para já não falar na malfadada lesão de Miguel na Final do Euro e da sua infeliz substituição por...? Adivinharam, foi o fim do caudal ofensivo da Selecção nesse jogo.
Grandes selecções mundiais já tiveram o seu jogador medíocrezito da praxe. A França foi campeã do Mundo com um Guivar'ch, Chano foi internacional A espanhol e até Paulo Rink foi titular pela Alemanha. Nós temos o nosso Paulo Ferreira. Até quando?